O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou esta quinta-feira (29) que o presidente russo, Vladimir Putin, aceitou suspender os ataques a Kiev e a outras cidades ucranianas durante uma semana. Segundo Trump, a decisão foi tomada após um pedido direto seu, tendo em conta o rigor do inverno na Ucrânia.“Pedi pessoalmente ao presidente Putin que não bombardeasse Kiev e várias cidades durante uma semana, e ele aceitou”, declarou Trump durante uma reunião de gabinete na Casa Branca, referindo-se ao “frio extraordinário” que atinge aquela região. O presidente norte-americano descreveu a atitude de Putin como “muito gentil”: "Muitas pessoas disseram-me para não desperdiçar tempo com o telefonema, que não conseguiria nada. E, no entanto, ele concordou. Foi muito gentil", acrescentou Trump.As declarações do presidente norte-americano surgem num momento em que decorrem negociações entre a Rússia e a Ucrânia, mediadas pelos Estados Unidos. O enviado especial da Casa Branca para essas negociações, Steve Witkoff, confirmou que os contactos diplomáticos deverão prosseguir na próxima semana e que existem “desenvolvimentos positivos”, sobretudo no que diz respeito à discussão sobre territórios.De acordo com Witkoff, as partes estão a negociar questões territoriais e já registaram avanços significativos noutros domínios. “O acordo sobre o protocolo de segurança está, em grande parte, concluído, tal como o acordo sobre a recuperação económica”, afirmou, à margem da reunião.Trump voltou a mostrar-se otimista quanto ao desfecho do conflito, afirmando acreditar que o fim da guerra na Ucrânia poderá estar próximo. “Pusemos fim a oito guerras e creio que outra está a chegar ao fim”, disse, destacando o trabalho de Steve Witkoff e de Jared Kushner nos esforços diplomáticos em curso.Até ao momento, nem Moscovo nem Kiev confirmaram oficialmente a informação avançada pelo presidente norte-americano..Relatório indica que vítimas da guerra na Ucrânia podem chegar em breve aos dois milhões.Kremlin disponível para organizar encontro entre Putin e Zelensky em Moscovo