Trump diz que EUA usarão “todo o seu poder” para impedir outro ataque como o 11 de setembro
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Trump diz que EUA usarão “todo o seu poder” para impedir outro ataque como o 11 de setembro

“Ninguém consegue sequer imaginar que uma coisa assim possa voltar a acontecer", declarou o presidente dos Estados Unidos.
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O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou esta terça-feira, 8 de setembro, que os Estados Unidos usarão “todo o seu poder” para impedir que volte a acontecer outro atentado como o de 11 de Setembro de 2001.

“Ninguém consegue sequer imaginar que uma coisa assim possa voltar a acontecer, e usaremos todo o nosso poder para nos assegurarmos de que não acontecerá”, declarou Trump numa cerimónia para assinalar o 25.º aniversário do 11 de Setembro, em frente à Casa Branca.

Descrevendo aquele dia como “um dia como nenhum outro”, Trump recordou que os Estados Unidos (EUA) estão atualmente em guerra com o Irão e prometeu que a República Islâmica nunca obterá uma arma nuclear.

“Nunca esqueceremos aqueles que perdemos e nunca esqueceremos os heróis imortais do 11 de Setembro de 2001. E digo-vos que, neste momento, estamos a lutar porque há um país que queria uma arma nuclear. O Irão não terá uma arma nuclear”, sublinhou.

O chefe de Estado norte-americano participou num evento organizado pela fundação Tunnel to Towers, que apoia familiares de polícias, militares e bombeiros que morreram em consequência das operações de socorro às vítimas dos atentados do 11 de Setembro.

O evento decorreu no parque The Ellipse, um parque contíguo à Casa Branca, onde foi instalada uma viga de aço de uma das Torres Gémeas de Nova Iorque, derrubadas nos atentados da organização terrorista Al-Qaida.

Num discurso por ocasião da exposição itinerante "Steel Across America" (“Aço pela América”) — que percorreu já 21 estados norte-americanos com uma viga de aço do World Trade Center com pouco mais de seis metros de comprimento -, o líder norte-americano destacou o simbolismo da exposição, agora que já passou um quarto de século desde o ataque perpetrado pela Al-Qaida.

“Este fragmento de aço maltratado que temos aqui hoje recorda-nos que os Estados Unidos são abençoados com uma força que nenhum fogo pode consumir, nenhum mal pode vencer e nenhuma era pode destruir”, afirmou.

Trump, que durante décadas foi um magnata da construção civil em Nova Iorque, recordou que aquela manhã, ao olhar pela janela, lhe pareceu “uma manhã bonita”, mas depois viu nas notícias imagens que espera “nunca voltar a ver”.

“O mundo mudou para sempre”, disse ter pensado nesse dia.

Também recordou a experiência do atual secretário do Comércio, Howard Lutnick, presente na cerimónia, que sobreviveu aos atentados, porque nessa manhã foi levar o filho à escola e chegou tarde ao escritório, situado no World Trade Center.

O 11 de Setembro foi um atentado terrorista levado a cabo pela Al-Qaida nos Estados Unidos, que incluiu o embate com aviões comerciais desviados nas Torres Gémeas de Nova Iorque e no Pentágono (sede do Departamento de Defesa), fazendo quase 3.000 mortos e 25.000 feridos e desencadeando a chamada Guerra ao Terrorismo, com a invasão norte-americana do Afeganistão, a 07 de outubro do mesmo ano.

Com este ato simbólico junto à Casa Branca, a coincidir com a passagem da exposição por Washington, Trump inaugurou as cerimónias para assinalar os 25 anos do atentado terrorista às Torres Gémeas, ao Pentágono, e a um alvo que ficou por conhecer – pensa-se que poderia ser o Capitólio (sede do Congresso) ou a Casa Branca -, porque os passageiros do quarto avião comercial sequestrado confrontaram os terroristas e fizeram com que o aparelho se despenhasse num descampado na Pensilvânia.

Tratou-se do acontecimento mais marcante da viragem do século, não só pelo número de vítimas, mas por representar um ataque sem precedentes ao coração económico e militar dos Estados Unidos, desafiando como nunca antes o papel do país como potência hegemónica incontestável.

Trump vai assinalar a 11 de setembro o 25.º aniversário dos atentados no memorial instalado no Pentágono, ao invés de fazê-lo no ‘Ground Zero’ em Manhattan, onde se erguiam as Torres Gémeas.

Segundo o diário The New York Times, o Presidente tomou essa decisão porque no ‘Ground Zero’ são proibidos os discursos de dirigentes políticos, uma versão que foi negada pela Casa Branca.

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