Os líderes da UE reúnem-se entre quinta e sexta-feira em Chipre para uma cimeira informal sobretudo focada na guerra no Médio Oriente e que incluirá um encontro com vários parceiros da região.A cimeira informal em Chipre, país que detém atualmente a presidência rotativa do Conselho da União Europeia (UE), começa na quinta-feira na cidade costeira de Agia Napa e termina na sexta-feira em Nicósia, com um encontro com os líderes do Líbano, Egito, Síria, o príncipe herdeiro da Jordânia e o secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo.Nestes dois dias, os líderes vão sobretudo discutir a guerra no Médio Oriente e o orçamento comunitário da UE para o período entre 2028 e 2034, apesar de a agenda prever também um breve ponto sobre a guerra na Ucrânia, que incluirá uma intervenção de Volodymyr Zelensky.No que se refere ao Médio Oriente, a discussão dos líderes reveste-se de particular simbolismo por ocorrer em Chipre, o único Estado-membro que foi alvo de ataques atribuídos ao Irão desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, que visaram uma base militar britânica instalada em território cipriota.Numa altura em que persiste o cessar-fogo negociado entre o Irão e os Estados Unidos, mas em que uma nova ronda de negociações entre as duas partes se mantém incerta, os chefes de Estado e de Governo da UE vão discutir a situação na região, a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz e os esforços diplomáticos que o bloco deve empreender para reduzir as tensões.Este ponto sobre o Médio Oriente irá incluir uma reunião, na sexta-feira à tarde, com os líderes do Líbano, do Egito, da Síria e o príncipe herdeiro da Jordânia e o secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo, na qual deverá ser discutido o reforço das relações bilaterais, mas também a situação no Estreito de Ormuz e as negociações que estão em curso entre Israel e o Líbano.Fora esta vertente mais diplomática e externa, os líderes vão também aproveitar a discussão sobre o Médio Oriente para abordar as novas propostas da Comissão Europeia para lidar com o aumento dos preços da energia, assim como o princípio de defesa coletiva em caso de agressão a um Estado-membro, consagrado no artigo 42.7 do Tratado da União.Após os ataques de março em Chipre, vários Estados-membros têm apelado a que se garanta uma efetiva operacionalização desse artigo e a Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Kaja Kallas, organizou um conjunto de exercícios de simulacro para perceber como é que poderia ser ativado na prática.Nesta cimeira, Kallas deverá informar os líderes sobre o andamento dos trabalhos, mas não é expectável que seja tomada qualquer decisão, servindo antes a discussão para se fazer um ponto de situação.Na vertente da política internacional, os líderes vão também abordar, com Volodymyr Zelensky, a guerra na Ucrânia, depois de a Hungria e a Eslováquia terem levantado hoje o veto ao empréstimo da UE 90 mil milhões de euros destinado a Kiev e ao 20.º pacote de sanções à Rússia.O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, irá intervir na cimeira, mas ainda não é claro se estará presencialmente em Chipre ou se fará uma intervenção à distância.Além desta discussão diretamente relacionada com a geopolítica internacional, os líderes vão também abordar a questão do orçamento da UE para o período entre 2028 e 2034, uma discussão que já estava agendada para a cimeira de março, mas que foi adiada por falta de tempo.António Costa tem procurado inserir este tema na agenda dos líderes para tentar ‘fechar’ as negociações orçamentais ainda em 2026, tendo em conta que 2027 será um ano de eleições em países como França, Espanha, Itália ou Polónia, o que poderá dificultar consensos.O objetivo deste ponto será os líderes terem uma primeira discussão sobre o financiamento do próximo orçamento comunitário, designadamente quanto à necessidade de se encontrarem novas fontes de financiamento, como novos impostos.Lusa.O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE) mostrou-se confiante hoje de que os governos vão responder de forma decidida à crise dos combustíveis, como nas três anteriores, em especial na década de 1970.Fatih Birol falava durante o 17.º Diálogo Climático de Petersberg, em Berlim, Alemanha, onde reiterou que o mundo enfrenta “a maior crise energética da história” por causa da ofensiva que os Estados Unidos e Israel lançaram contra o Irão em 28 de fevereiro, que resultou no bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passava um quarto do petróleo mundial antes do conflito.O economista e especialista em energia turco recordou as três crises anteriores dos últimos 50 anos: as do petróleo de 1973 e 1979, e a crise do gás natural devido à guerra da Rússia contra a Ucrânia em 2022.“A quantidade de petróleo e gás que perdemos nesta guerra [no Irão] é muito superior à das três crises anteriores juntas. Além disso, estamos a perder matérias-primas vitais: produtos petroquímicos, fertilizantes, hélio, enxofre e, no seu conjunto, trata-se de um problema muito grave”, afirmou Birol.O diretor executivo da AIE recordou que, após a crise do petróleo dos anos 1970, “houve uma grande resposta estratégica no setor energético”.Na altura, disse, um carro médio precisava de cerca de 20 litros de gasolina para percorrer 100 quilómetros e, em resposta, a indústria automóvel mudou rapidamente, levando a uma redução do consumo para 10 litros.“A eficiência passou a ser fundamental”, sublinhou.No Brasil, exemplificou, o sucesso da bioenergia “é fruto dessas crises” e, por outro lado, cerca de 40% das atuais centrais nucleares foram construídas nessa altura.Fatih Birol sublinhou que se verificou uma mudança importante na distribuição das fontes de produção de energia, uma vez que, antes da crise, o petróleo representava aproximadamente um terço da produção de eletricidade, enquanto hoje em dia vale apenas cerca de 2%.“Acredito que haverá uma resposta semelhante à crise atual no setor energético”, disse, salientando que “hoje estamos numa situação melhor do que há 50 anos, porque dispomos de muitas tecnologias disponíveis e rentáveis”.Citando o último relatório da AIE, disse que 75% de novas centrais elétricas instaladas no mundo corresponderam, em 2025, a energias renováveis e 25% a carvão, petróleo, gás e energia nuclear. As instalações de baterias aumentaram 40 % num único ano e a produção nuclear atingiu um máximo histórico.Fatih Birol referiu ainda que as vendas de carros elétricos cresceram significativamente, com um aumento de 100% no Sudeste Asiático.“Espero que haja uma resposta semelhante em todos os setores: indústria automóvel, setor elétrico e indústria em geral”, afirmou.“Cabe agora aos governos conceber políticas energéticas que mantenham a competitividade das indústrias atuais e preparem o caminho para as indústrias do futuro. É uma grande oportunidade”, disse.Para o diretor executivo da AIE, a COP31, que se realiza em novembro de 2026 na cidade de Antália, no sul da Turquia, “será fundamental para demonstrar que esta é uma oportunidade única para redesenhar o mapa energético mundial e reduzir as emissões”.Lusa.O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou que um segundo militar francês ao serviço da FINUL, a missão da ONU no Líbano, morreu esta quarta-feira “em consequência de ferimentos” infligidos no sábado pelo movimento xiita libanês Hezbollah."O cabo-chefe Anicet Girardin, do 132.º Regimento de Infantaria Cinotécnica de Suippes, repatriado ontem (terça-feira) do Líbano, onde tinha sido gravemente ferido por combatentes do Hezbollah, morreu esta manhã em consequência dos ferimentos”, informou Macron numa mensagem divulgada nas redes sociais. O cabo foi ferido na “mesma emboscada” em que “combatentes do Hezbollah” mataram o primeiro militar francês, o suboficial Florian Montorio, referiu o presidente francês. .O presidente dos EUA deverá dar um prazo limitado ao Irão para que o regime de Teerão apresente uma proposta "unificada", de modo a ser possível retomar negociações entre os dois países, noticia esta quarta-feira a CNN, que cita duas fontes familiarizadas com o processo negocial. A administração de Donald Trump, disseram as fontes à estação de televisão norte-americana, não quer prolongar indefinidamente o cessar-fogo. .No encontro com a delegação de Israel em Washington, marcada para esta quinta-feira, o Líbano vai pedir o prolongamento do cessar-fogo, que passaria de 10 dias para um mês, avança a AFP, que cita uma autoridade libanesa. "O Líbano vai solicitar uma prorrogação do cessar-fogo por um mês, o fim dos bombardeamentos e da destruição por Israel nas áreas onde está presente e um compromisso com o cessar-fogo", indicou a fonte, sob anonimato, à agência de notícias. De referir que o presidente libanês, Joseph Aoun, já tinha afirmado que estavam "em curso contactos para prolongar o período de cessar-fogo", que deverá expirar no próximo domingo..A Comissão Europeia antecipou hoje “meses e anos muito difíceis” devido à atual crise energética causada pelo conflito no Médio oriente, admitindo pressão sobre o combustível para aviação e preocupação relativamente ao turismo da União Europeia (UE).“Temos de ser bastante claros e diretos na forma como descrevemos o tipo de crise em que estamos agora [porque] isto não é um pequeno aumento de preços de curto prazo, trata-se de uma crise que é provavelmente tão grave como a de 1973 e a de 2022 combinadas, e isto significa que enfrentamos meses muito difíceis, ou talvez até anos, dependendo naturalmente da evolução no Médio Oriente”, disse o comissário europeu da Energia, Dan Jørgensen, em Bruxelas.Falando em conferência de imprensa, no dia em que a instituição apresentou um conjunto de medidas para fazer face à crise energética causada pela guerra do Irão iniciada por ataques norte-americanos e israelitas, Dan Jørgensen apontou que a aviação “é atualmente o setor sob maior pressão”, dados os obstáculos ao querosene.“Estamos plenamente conscientes de que as nossas economias dependem da nossa capacidade de voar. Muitas pessoas irão de férias este verão, muitas cidades, regiões e Estados-membros dependem do turismo e, naturalmente, estão muito preocupados”, adiantou o responsável, em resposta à Lusa sobre os eventuais impactos para os próximos meses.Lusa.Transavia já cancelou 50 voos e aumentou preços devido à guerra no Médio Oriente.A Guarda Revolucionária do Irão terá apreendido duas embarcações que tentavam atravessar o estreito de Ormuz, noticia a Sky News, que cita os media estatais iranianos. De acordo com a agência de notícias Tasnim, os dois navios não estavam em conformidade com as normas em vigor. As embarcações apreendidas são MSC Francesca e Epaminondas - foram atacadas quando tentavam atravessar o estreito de Ormuz -, indicou a Sky News. Os dois navios estariam a operar "sem a devida autorização" e por estarem a "manipular os sistemas de navegação".“Perturbar a ordem e a segurança no estreito de Ormuz é a nossa linha vermelha”, indicou a Guarda Revolucionária do Irão, citada pelo The Guardian.“Os navios operavam alegadamente sem a devida autorização, violando repetidamente as normas e manipulando os sistemas de navegação, pondo em risco a segurança marítima ao tentarem sair clandestinamente do Estreito de Ormuz", refere a declaração da Guarda Revolucionária divulgado pela televisão estatal IRIB. .Lufthansa cancela 20 mil voos de curta distância até outubro para poupar combustível .Um terceiro navio foi atacado no estreito de Ormuz, noticiou esta quarta-feira a BBC. A informação foi dada pela empresa de inteligência marítima Vanguard à BBC Verify.De acordo com a emissora britânica, o MSC Francesca, com bandeira do Panamá, foi alvejado a cerca de seis milhas náuticas da costa do Irão, quando se dirigia para sul, saindo do estreito e entrando no Golfo de Omã.A empresa de inteligência marítima Vanguard adianta que o MSC Francesca foi abordado pela Guarda Revolucionária Islâmica e “instruído a lançar âncora”.A embarcação registou “danos no casco e nos alojamentos”..A Comissão Europeia anunciou hoje a criação de um Observatório de Combustíveis para acompanhar as reservas na União Europeia (UE) e identificar e atuar rapidamente perante uma eventual escassez, dados os impactos do conflito no Médio Oriente.“Um novo Observatório de Combustíveis será criado para acompanhar a produção, importações, exportações e níveis de reservas de combustíveis de transporte na UE. Isto permitirá identificar rapidamente potenciais carências e, em caso de libertação de reservas de emergência, orientar medidas específicas para manter uma distribuição equilibrada de combustíveis”, anuncia o executivo comunitário, em comunicado divulgado em Bruxelas.A medida consta de um pacote de medidas hoje divulgado pelo executivo comunitário para fazer face à crise energética causada pela guerra na região do Médio Oriente, no âmbito do qual Bruxelas adianta que, “para mitigar o impacto dos preços elevados e possíveis carências no setor da aviação da UE, a Comissão também clarificará as flexibilidades existentes no quadro da aviação europeia”.Lusa.Comissão Europeia cria Observatório de Combustíveis para identificar eventual escassez.O chefe da missão iraniana no Egito, Mojtaba Ferdousi Pour, disse esta quarta-feira à Associated Press (AP) que estão em curso as conversações com os mediadores paquistaneses “para implementar as condições do Irão” para uma nova ronda negocial.O diplomata iraniano fez saber, no entanto, que o país não irá negociar "sob ameaça”. “Não iremos a Islamabad antes do fim do bloqueio”, avisou Mojtaba Ferdousi Pour..A agência de segurança marítima britânica UKMTO indicou esta quarta-feira que uma segunda embarcação foi atacada no estreito de Ormuz.De acordo com a UKMTO, o navio cargueiro foi alvejado a cerca de oito milhas náuticas a noroeste do Irão, não tendo sido divulgada a informação sobre o local de onde foram feitos os disparos."O comandante de um navio cargueiro que estava a sair do país relatou ter sido alvejado e está agora parado na água. A tripulação está em segurança e foi contabilizada. Não há relatos de danos na embarcação", refere a UKMTO.Anteriormente, a agência de segurança marítima anunciou que um porta-contentores tinha sido alvo de disparos iranianos ao largo da costa de Omã. . Guarda Revolucionária iraniana avisou hoje que qualquer nova agressão de Estados Unidos da América (EUA) e Israel terá como resposta “golpes devastadores, para além do que é imaginável” para os inimigos.“Numa possível nova fase do confronto militar, a Guarda Revolucionária infligirá golpes devastadores, para além do que é imaginável” para os inimigos, “aos seus recursos remanescentes na região”, lê-se em comunicado divulgado pela agência de notícias Tasnim.Aquela força militar da República Islâmica declarou que a sua resposta a qualquer nova agressão será “firme, decisiva e imediata”.Segundo o texto, a capacidade de atingir pontos vitais e simbólicos da dissuasão israelita e norte-americana “continua em aberto e pronta”, destacando-se a coordenação com o resto das forças armadas para impedir qualquer tentativa de recuperar as suas capacidades estratégicas.Os responsáveis militares de Teerão frisaram que o enfraquecimento do poderio militar israelo-americano abre caminho para uma nova ordem regional no Médio Oriente, sem a presença de potências estrangeiras, defendendo que tal vai contribuir para a consolidação de um ambiente mais estável na região.Lusa.O embaixador do Irão nas Nações Unidas afirmou que Teerão negoceia com Washington quando os EUA levantarem o bloqueio no estreio de Ormuz. “Assim que o bloqueio for suspenso, a próxima ronda de negociações será realizada em Islamabad”, no Paquistão, disse Amir-Saeid Iravani. “O Irão está preparado para qualquer cenário”, adiantou ao jornal Shargh, segundo noticia a Al Jazeera. O diplomata afirmou que não foi o Irão que iniciou "a agressão militar". "Se eles [EUA] procuram uma solução política, estamos prontos. Se procuram a guerra, o Irão também está pronto para isso”, assegurou Amir-Saeid Iravani.. O presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, afirmou hoje que a República Islâmica iraniana está “a entrar em colapso financeiro” devido ao bloqueio do estreito de Ormuz, numa mensagem na sua rede social."O Irão está a entrar em colapso financeiro! Eles querem o estreito de Ormuz aberto imediatamente - eles estão desesperados por dinheiro! Eles estão a perder 500 milhões de dólares (cerca de 430 milhões de euros) por dia (...) SOS!!!", escreveu o líder norte-americano.Trump anunciara antes, a pedido do Paquistão, o prolongamento da trégua até que o Irão apresente uma proposta para um acordo, embora mantendo o bloqueio aos portos iranianos.Lusa.Uma pessoa morreu hoje e duas ficaram feridas após um ataque israelita na região do Vale do Bekaa, no leste do Líbano, informou a imprensa estatal libanesa, apesar do cessar-fogo em vigor entre Israel e o Hezbollah."Uma pessoa morreu e duas ficaram feridas após um ataque realizado por um drone inimigo ao amanhecer nos arredores de Al-Jabour, no Vale do Bekaa", informou a Agência Nacional de Notícias (NNA).O movimento libanês Hezbollah afirmou na terça-feira que os seus combatentes dispararam rockets e enviaram drones de ataque contra uma base militar israelita "em retaliação por flagrantes" violações do cessar-fogo, citando em particular "ataques contra civis e a destruição de casas e aldeias".O exército israelita declarou na terça-feira que o Hezbollah tinha "disparado vários rockets" contra os soldados estacionados no sul do Líbano e que o exército retaliou atingindo o lança-foguetes.Lusa.A agência de segurança marítima UKMTO, que acompanha navios em todo o mundo, anunciou hoje que um porta-contentores foi alvo de disparos iranianos ao largo da costa de Omã, causando danos, mas sem vítimas."A embarcação foi abordada por uma lancha de patrulha da Guarda Revolucionária Islâmica, sem aviso prévio por rádio, que abriu então fogo contra o navio, causando danos significativos na ponte de comando", informou a UKMTO."Não foram relatados incêndios ou impactos ambientais", informou a agência, que está sob a tutela do exército do Reino Unido, acrescentando que a tripulação se encontra "sã e salva".A UKMTO disse que o ataque foi lançado por volta das 07:55 (04:55 em Lisboa) no estreito de Ormuz, a 15 milhas náuticas (27,7 quilómetros) a nordeste da costa de Omã.O Irão não fez até ao momento qualquer comentário sobre o ataque.O incidente ocorre depois de os Estados Unidos terem apreendido um navio porta-contentores iraniano, no fim de semana, e abordado um petroleiro associado ao comércio de petróleo do Irão, no oceano Índico.Lusa.A Comissão Europeia vai apresentar hoje um pacote de medidas de apoio face à crise energética causada pelo conflito no Médio Oriente, pedindo alternativas ao carro e avião para menos consumo na União Europeia (UE) e mais armazenamento.Em causa está uma caixa de ferramentas que Bruxelas vai divulgar, esta manhã, para fazer face aos elevados preços da energia, incluindo apoio direcionado a consumidores e empresas, possíveis reduções fiscais e ajustes de tarifas e utilização de instrumentos de mercado e reservas estratégicas, quando se assinalam quase dois meses desde os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão e da consequente resposta iraniana.Lusa.UE apresenta medidas para mitigar crise energética provocada pela guerra no Médio Oriente .Representantes militares de mais de 30 países reúnem-se hoje em Londres para preparar uma possível missão multinacional, liderada pelo Reino Unido e pela França, para reabrir o estreito de Ormuz após o conflito.De acordo com um comunicado do Ministério da Defesa britânico, a reunião de planeamento de dois dias será realizada no Quartel-General Conjunto Permanente Britânico em Northwood, a norte da capital.O objetivo é traduzir o consenso político alcançado na semana passada em Paris num plano militar detalhado que garanta a liberdade de navegação nesta via estratégica, por onde passa um quinto do petróleo mundial.Na sexta-feira, cerca de 50 governos e organizações endossaram a proposta franco-britânica na capital francesa para criar uma missão "estritamente defensiva" para proteger o tráfego marítimo no estreito de Ormuz.Lusa.O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, cujo país está a mediar o conflito entre Estados Unidos e Irão, agradeceu ao presidente norte-americano, Donald Trump, o prolongamento do cessar-fogo enquanto se procura uma solução negociada. "Agradeço sinceramente ao presidente Trump por ter aceite gentilmente o nosso pedido de prorrogação do cessar-fogo para permitir a continuidade dos esforços diplomáticos em curso", disse Sharif, numa mensagem em seu nome e do marechal Syed Asim Munir. “Com a confiança depositada, o Paquistão continuará os seus esforços sinceros para uma solução negociada do conflito. Espero sinceramente que ambos os lados continuem a observar o cessar-fogo e consigam concluir um Acordo de Paz abrangente durante a segunda ronda de negociações agendada para Islamabad, visando o fim permanente do conflito”, refere ainda Sharif. O Paquistão preparava-se para acolher uma nova ronda de negociações entre os Estados Unidos e o Irão, mas Trump anunciou na terça-feira a prorrogação do cessar-fogo, que expiraria esta quarta-feira, a pedido de Islamabad até que seja apresentada uma contraproposta iraniana.Lusa.Trump prolonga cessar-fogo entre indefinição e mensagens contraditórias.Bom dia,Acompanhe aqui os principais desenvolvimentos sobre a guerra no Médio Oriente, um dia depois de Donald Trump anunciar o prolongamento do cessar-fogo com o Irão até que o regime de Teerão apresente uma proposta para um acordo..Cancelada viagem de JD Vance ao Paquistão para negociações de paz enquanto os EUA aguardam proposta iraniana