Trump anuncia que cessar-fogo com o Irão está "em estado crítico" e fala em proposta "estúpida" de paz

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Trump anuncia que cessar-fogo com o Irão está "em estado crítico" e fala em proposta "estúpida" de paz
FOTO: EPA/AARON SCHWARTZ / POOL

Trump acredita que é "muito possível" uma solução diplomática no Irão, mas lembra já houve acordo "quatro ou cinco vezes"

Trump garante que "é muito possível" alcançar uma solução diplomática para a guerra no Irão. "Já negociei com eles quatro ou cinco vezes. Eles mudam de ideias. Esta liderança tem gente muito desonesta", começou por dizer.

"Não se esqueça, existe um terceiro nível. O primeiro nível já era e era irracional. O segundo nível é mais razoável. No terceiro nível, ninguém quer ser presidente", argumentou, acrescentando: "Eles perguntam 'quem quer ser presidente?' Ninguém levanta a mão. Eles mudam de ideias. Eu já vi isso acontecer muitas vezes no mundo dos negócios."

Trump anuncia que cessar-fogo com o Irão está "em estado crítico"

Donald Trump diz ainda que o cessar-fogo entre os EUA e o Irão está "em estado crítico". "É como quando um médico diz: 'Senhor, seu ente querido tem 1% de hipóteses de sobreviver", disse ele, falando em um evento no Salão Oval.

Trump fala em proposta "estúpida" do Irão e diz ter "o melhor plano de todos os tempos"

Donald Trump acaba de afirmar na Sala Oval, na Casa Branca, que tem o "melhor plano de todos os tempos" para o Irão, ao mesmo tempo que reafirmou que os iranianos não podem ter uma arma nuclear.

Questionado sobre o tipo de plano que tempo, o presidente dos EUA disse que "é muito simples", não adiantando muito mais: "O Irão não pode ter uma arma nuclear. Nós estamos a prestar um serviço ao mundo."

Ao mesmo tempo, Trump definiu a proposta do Irão para encerrar a guerra como "estúpida", razão pela qual a rejeitou de imediato.

O líder norte-americano diz que o Irão não cumpriu a promessa feita em relação ao material nuclear, pois inicialmente concordou em abrir mão de seu material nuclear, sob a condição de que fosse removido pelos EUA, mas agora "mudou de ideia" e removeu a proposta.

"Eles concordam conosco, mas depois voltaram atrás", disse, confirmando que a proposta iraniana é "lixo" e que nem "perdeu" tempo a lê-la.

Netanyahu acredita que líder supremo do Irão está vivo

O primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu acredita que o líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, está vivo, apesar de não ter feito qualquer aparição pública desde que sucedeu seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, que morreu na sequência dos ataques aéreos de EUA e Israel.

"Acho que ele está vivo. Qual é o seu estado de saúde, é difícil dizer", disse Netanyahu em entrevista ao programa 60 Minutes, da cadeia de televisão norte-americana CBS.

"Ele está entrincheirado em algum bunker ou em algum lugar secreto. Acho que está a tentar exercer a sua autoridade, mas não terá a mesma autoridade que seu pai", acrescentou.

Rangel pede sanções da UE a “ministros radicais” de Israel

O ministro dos Negócios Estrangeiros português pediu à União Europeia (UE) imponha sanções a dois “ministros radicais” de Israel, considerando que isso enviaria um “sinal forte”, apesar de reconhecer que dificilmente esta medida será aprovada.

Em declarações aos jornalistas à margem de uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, em Bruxelas, Paulo Rangel frisou que o Governo português “sempre defendeu que houvesse mais sanções aos colonos” na Cisjordânia, o que deverá ser hoje aprovado pelos chefes da diplomacia europeus.

Também somos a favor – temos pena, achamos que isso não vai ser possível – que os dois ministros radicais fossem sancionados e que houvesse medidas comerciais mais fortes”, afirmou Rangel, numa alusão aos ministros da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, e das Finanças, Bezalel Smotrich, da ala ultranacionalista do executivo israelita e que já foram sancionados por países como o Reino Unido ou a Austrália.

O ministro dos Negócios Estrangeiros frisou que, nos últimos meses, “houve desenvolvimentos muito negativos, quando Israel aprovou dezenas de novos colonatos”, considerando isso grave, e pedindo que a UE “não deixe passar esta oportunidade”.

Acho que nós não devíamos sair deste Conselho Europeu – essa discussão ainda vai ter lugar depois das minhas palavras – sem que houvesse um sinal forte de que a situação, seja na Cisjordânia, seja em Gaza, seja até no Líbano, se deteriorou muito e que os sinais que o exército israelita tem dado não são nada positivos”, referiu.

Paulo Rangel destacou, contudo, que, caso os dois ministros israelitas não sejam incluídos no pacote de sanções que vier a ser aprovado hoje, a UE já enviará um “sinal positivo” se adotar medidas restritivas contra colonos violentos e se, eventualmente, decida restringir as trocas comerciais com colonatos na Cisjordânia.

“Achamos que deveria ter sido dado um sinal mais forte, mas, se for dado este: novas sanções a colonos violentos e restrição do comércio ou suspensão do comércio com produtos que tenham essa origem, acho que seriam um sinal positivo e Portugal estará na linha da frente a apoiar essas sanções”, referiu, acrescentando que “ainda há hipótese” de os governantes aprovarem essa restrição de trocas comerciais.

Quanto à suspensão do acordo de associação com Israel, Paulo Rangel referiu que Portugal apoia essa medida, mas salientou que, “infelizmente”, nem a sua suspensão total nem parcial serão aprovadas nesta reunião.

Bruxelas propõe apoios públicos a pequenos aeroportos e ajudas ao investimento

A Comissão Europeia propôs esta segunda-feira (11) uma revisão das regras de auxílios estatais na aviação, admitindo apoio público a pequenos aeroportos e investimento, quando o setor europeu enfrenta perturbações e custos e relacionados com a guerra no Médio Oriente.

“A Comissão Europeia lançou hoje uma consulta pública convidando todas as partes interessadas a apresentarem comentários sobre o projeto revisto das orientações relativas aos auxílios estatais no setor do transporte aéreo. Estas irão substituir as orientações atualmente em vigor, adotadas em 2014”, anuncia a instituição em comunicado.

Em causa está uma revisão das diretrizes sobre que determinados apoios estatais a companhias aéreas e aeroportos podem ser considerados compatíveis com as regras da UE, que Bruxelas quer realizar “uma vez que o setor sofreu transformações significativas desde 2014”, dadas as ambiciosas metas climáticas, os efeitos ainda sentidos da pandemia de covid-19 e as consequências da crise energética atual, causada pelos ataques israelitas e norte-americanos ao Irão e consequente resposta iraniana.

Numa altura em que a indústria aérea europeia enfrenta custos crescentes, pressões ambientais e perturbações geopolíticas, o executivo comunitário propõe, desde logo, a possibilidade de os aeroportos com menos de um milhão de passageiros anuais beneficiarem de auxílios operacionais e de as infraestruturas acima desse limiar estarem excluídas, devendo alcançar viabilidade financeira sem recurso a apoio estatal.

A Comissão Europeia sugere, também, simplificar os mecanismos de aprovação de ajudas públicas para aeroportos regionais com menos de 500 mil passageiros anuais, justificando que estas infraestruturas têm impacto reduzido na concorrência europeia e continuam fortemente dependentes de financiamento público.

Ao mesmo tempo, o auxílio ao investimento será possível para aeroportos com até três milhões de passageiros anuais, em vez do limite atual de cinco milhões previsto nas orientações de 2014.

Porém, os apoios ao investimento aeroportuário passarão a estar sujeitos a critérios ambientais mais rigorosos quando impliquem aumento de capacidade.

Em contrapartida, Bruxelas quer eliminar as ajudas ao lançamento de novas rotas aéreas, argumentando que o mercado europeu da aviação está hoje suficientemente liberalizado para que as companhias assumam o risco comercial dessas operações.

A revisão surge num momento particularmente desafiante para o setor aéreo europeu, confrontado com o aumento dos custos operacionais devido às tensões no Médio Oriente, que têm provocado encerramentos temporários de espaço aéreo, desvios de rotas e subida dos preços dos combustíveis, nomeadamente jetfuel.

Isto num contexto em que o setor enfrenta simultaneamente exigências crescentes de descarbonização impostas pelo Pacto Ecológico Europeu.

A Comissão Europeia sublinha ainda, precisamente, que o transporte deverá reduzir as emissões em 90% até 2050, defendendo que o setor da aviação terá de contribuir para esse objetivo através de investimentos em combustíveis sustentáveis, modernização de infraestruturas e tecnologias menos poluentes.

O executivo comunitário prevê concluir a revisão das orientações no primeiro trimestre de 2027, após consultas aos Estados-membros e representantes do setor.

A consulta pública decorre até 11 de junho.

Mercado perde 14 milhões de barris de petróleo por dia devido à guerra

O volume de petróleo que deixou de ser fornecido devido à guerra no Irão atinge os 14 milhões de barris por dia, afirmou o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol.

A quantidade de petróleo que estamos a perder atualmente nesta crise energética é superior à de todas as crises energéticas que ocorreram ao longo da história”, sublinhou Birol numa conferência de imprensa em Viena, capital da Áustria. 

Segundo a organização internacional, os 14 milhões de barris diários equivalem a cerca de 13,5% do consumo global médio total estimada para este ano.

Embora a agência esteja a desenvolver “esforços diplomáticos” para que outros produtores, como a Nigéria, o Brasil ou o Canadá, aumentem a produção para compensar parte do que se perdeu, são também necessárias medidas para reduzir o consumo, salientou Fatih Birol.

Entre as possíveis medidas, o responsável defendeu o incentivo ao transporte público, a redução dos limites de velocidade dos automóveis ou a facilitação do teletrabalho, alertando que quanto mais tarde se reagir, mais dolorosas serão as medidas.

“É importante dar estes passos o mais rapidamente possível, porque se esperarmos, as medidas terão de ser mais drásticas”, sublinhou Fatih Birol.

Vários países da Ásia “já o estão a fazer”, enquanto na Europa não parece haver a mesma consciência sobre a dimensão da crise, afirmou Birol.

Para o diretor da AIE, “o que os asiáticos estão a fazer agora, tomar algumas medidas para reduzir o consumo, também deveria estar na lista [de tarefas] dos políticos europeus”, acrescentou.

Embora tenha admitido que a situação na Ásia é mais preocupante devido à maior dependência dos fornecimentos do Golfo Pérsico, alertou que, no final de contas, o mercado mundial de petróleo e gás é único, e a crise está a afetar todos os países.

Londres e Paris copresidem amanhã reunião de países sobre missão no estreito de Ormuz

Os ministros da Defesa britânico e francês copresidem, na terça-feira (12), uma reunião dos países dispostos a integrar uma missão para garantir a segurança no estreito de Ormuz para discutir as "contribuições militares" de cada um, anunciou Londres no domingo.

Os cerca de 40 países envolvidos "deverão aproveitar a reunião (por videoconferência) para discutir e definir as suas contribuições militares para a missão defensiva destinada a reabrir e assegurar o estreito de Ormuz, quando as condições o permitirem", indicou o Ministério da Defesa britânico num comunicado.

Teerão já avisou que dará uma "resposta decisiva e imediata" em caso de presença francesa e britânica no estreito de Ormuz, após o anúncio por Paris e Londres do envio de navios militares para a região.

No entanto, o Presidente francês, Emmanuel Macron, assegurou que a França nunca "considerou" um "destacamento militar" no estreito de Ormuz.

Em meados de abril, vários países não diretamente envolvidos no conflito desencadeado a 28 de fevereiro pelos ataques norte-americano e israelitas ao Irão disseram estar prontos para pôr em prática uma "missão neutra" a fim de proteger o estreito, durante uma conferência copresidida em Paris por Emmanuel Macron e pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.

O objetivo é "acompanhar e proteger os navios mercantes que transitem no Golfo", declarou na ocasião Emmanuel Macron, enquanto Keir Starmer falou de uma força "pacífica e defensiva".

Os Estados Unidos (EUA) e o Irão, partes beligerantes no conflito, não participaram destas negociações.

Londres já anunciou o pré-posicionamento "no Médio Oriente", sem mais detalhes, do contratorpedeiro de defesa aérea “HMS Dragon”, até agora posicionado no Mediterrâneo oriental.

Por seu lado, Paris anunciou em 06 de maio o envio para o Golfo do porta-aviões “Charles de Gaulle”.

Durante a reunião de ministros de terça-feira, "o nosso papel será garantir que não nos limitemos a falar, mas que estejamos prontos para agir", afirmou John Healey, o ministro da Defesa britânico, que copresidirá a reunião com a sua homóloga francesa Catherine Vautrin.

O bloqueio quase total imposto por Teerão, em retaliação aos ataques dos EUA e Israel, à navegação pelo estreito de Ormuz, estratégico para o transporte marítimo, nomeadamente de hidrocarbonetos, abalou a economia mundial, e cerca de 1.500 navios e 20.000 membros de tripulações estão lá retidos.

Preço do petróleo sobe 3% após Trump criticar resposta de Teerão

Os contratos para entrega de petróleo subiram mais de 3%, após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter rejeitado a resposta do Irão à recente proposta dos Estados Unidos para terminar o conflito.

No domingo à noite, os contratos futuros do crude West Texas Intermediate - referência nos Estados Unidos - subiam 3,24% face ao fecho de sexta-feira, para 98,51 dólares (83,73 euros) por barril, e o petróleo Brent, a referência europeia, também subia 3,24% para 104,57 dólares (88,89 euros).

A perspetiva de tensões geopolíticas contínuas no Médio Oriente pressionou o mercado petrolífero para cima, enquanto os contratos futuros do mercado bolsista apontavam para o movimento oposto, de queda.

Nas negociações pré-mercado de hoje, o índice da bolsa de Nova Iorque Dow Jones Industrial Average caía 0,26%, o S&P 500 caía 0,22%, enquanto o Nasdaq recuava 0,1%.

No domingo, Donald Trump rejeitou a resposta do Irão à mais recente proposta dos Estados Unidos para terminar a guerra, numa declaração feita na plataforma que detém, Truth Social. "Acabei de ler a resposta dos chamados ‘representantes’ do Irão. Não gosto nada. É TOTALMENTE INACEITÁVEL! Agradeço a vossa atenção a este assunto".

Netanyahu planeia reduzir "a zero" ajuda militar que Israel recebe dos EUA em 10 anos

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse que planeia reduzir "a zero" a ajuda militar que Israel recebe dos Estados Unidos (EUA) num prazo de dez anos.

"Quero reduzir a zero o apoio, a componente financeira da cooperação militar que temos, porque recebemos 3.800 milhões de dólares por ano (cerca de 3.230 milhões de euros, ao câmbio atual)”, disse Netanyahu numa entrevista à estação CBS, que será transmitida na íntegra esta noite nos EUA.

Na fase inicial da entrevista ao programa “60 Minutes”, o jornalista Major Garrett pergunta ao líder israelita se planeia reconsiderar a relação financeira entre Israel e os Estados Unidos e, em concreto, os fundos que o Estado hebraico recebe do seu reconhecido aliado.

"Claro. Eu disse isso ao Presidente (Donald) Trump, disse isso também ao nosso povo. Ficaram boquiabertos", respondeu Netanyahu, para depois especificar que procura acabar com essa dependência financeira. "Acho que é hora de nos desacostumarmos do apoio militar que ainda resta", acrescentou.

Questionado sobre os prazos, Netanyahu afirmou que a sua ideia é eliminar esse financiamento gradualmente "ao longo da próxima década". "Quero começar agora, não quero esperar pelo próximo Congresso. Poderia diminuir muito rapidamente", acrescentou.

 Os Estados Unidos entregam anualmente 3.800 milhões de dólares a Israel em ajuda militar, mas esses fundos, aprovados pelo Congresso norte-americano, enfrentam um escrutínio cada vez maior devido à guerra lançada pelos israelitas contra a Faixa de Gaza e à redução, em geral, da ajuda externa norte-americana.

Noutro ponto da entrevista, Netanyahu também declarou que a guerra no Irão, iniciada a 28 de fevereiro, "conseguiu muito, mas não terminou", e fez referência ao urânio enriquecido no país persa e às infraestruturas relacionadas, que "devem ser desmanteladas".

Afirmou que a solução para a questão do urânio é "ir e tirá-lo" do Irão, e que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lhe disse que quer "ir lá", possivelmente através de um acordo, e que essa é "uma missão tremendamente importante".

Resposta a plano de paz dos EUA inclui controlo iraniano do estreito de Ormuz

A resposta do Irão à proposta de paz dos Estados Unidos inclui o levantamento das sanções económicas sobre a República Islâmica, o fim do bloqueio imposto por Washington aos portos iranianos e a gestão iraniana do estreito de Ormuz.

O conteúdo da resposta iraniana foi noticiado pela agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária iraniana, o exército ideológico do regime de Teerão, citando fontes diplomáticas que explicaram a exigência de que os Estados Unidos (EUA) “cumpram alguns compromissos”.

Segundo a Tasnim, o governo dos ‘ayatollahs’ exigiu o fim do bloqueio e que seja permitida a exportação de petróleo bruto do Irão, bem como o levantamento das sanções económicas dos EUA sobre o Irão e os seus ativos no Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros (OFAC).

A proposta iraniana especificou também que o estreito de Ormuz, palco de tensões entre Washington e Teerão que mantêm a economia global em suspenso, seja gerido pela República Islâmica sob alguns “compromissos” não especificados por parte dos EUA.

Além disso, inclui uma cláusula para um cessar-fogo no Líbano, algo que constitui uma “linha vermelha” para Teerão, segundo a fonte citada pela Tasnim.

Momentos antes destes termos terem sido citados nas agências internacionais, o Presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu que considera “totalmente inaceitável” a resposta iraniana.

"Acabei de ler a resposta dos chamados ‘representantes’ do Irão. Não gosto nada — É totalmente inaceitável [escrito em maiúsculas]! Agradeço a vossa atenção a este assunto", escreveu na sua rede social Truth Social, sem adiantar mais pormenores sobre a recusa.

O chefe de Estado norte-americano voltou a recorrer à escrita em letras maiúsculas, como faz frequentemente para enfatizar a mensagem.

Segundo a Tasnim, Teerão propõe que a guerra termine imediatamente após o anúncio do acordo, com um período de 30 dias a seguir, durante o qual se conclua a negociação do possível pacto.

Esta negociação continua a ser mediada pelo Paquistão, que transmitiu hoje a resposta iraniana ao plano elaborado pela Casa Branca.

Washington esperava receber esta missiva durante o fim de semana para decidir se mantém a trégua iniciada a 08 de abril ou se, pelo contrário, retoma as hostilidades face à falta de progressos no desmantelamento do programa de enriquecimento de urânio iraniano.

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