O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano afirmou hoje que o Irão está a trabalhar num protocolo com Omã para garantir, "em tempo de paz", a segurança da navegação no Estreito de Ormuz."O projeto deste protocolo encontra-se na fase final de preparação. Assim que estiver pronto, iniciaremos negociações com Omã para elaborar um protocolo conjunto”, afirmou Kazem Gharibabadi à agência russa Sputnik, citado pela agência iraniana Tasnim.“Todos os navios que transitarem pelo estreito em tempos de paz deverão possuir as autorizações necessárias dos Estados ribeirinhos [Irão e Omã] e obtê-las com antecedência”, acrescentou o governante.Desta forma, será garantida a segurança do estreito, e tanto o Irão como Omã assumirão uma maior responsabilidade nesta matéria, salientou Gharibabadi.Omã mediou as negociações nucleares indiretas entre Teerão e Washington que foram interrompidas com os ataques israelo-americanos em 28 de fevereiro.Segundo o vice-ministro iraniano, os novos requisitos não devem ser vistos como restrições, uma vez que o seu objetivo é facilitar o tráfego e garantir a passagem segura dos navios, bem como prestar serviços às embarcações que desejem atravessar Ormuz sem contratempos.A comissão de Segurança Nacional do parlamento iraniano aprovou esta semana um projeto de lei que estabelece o pagamento de portagens neste estreito, por onde circula 20% do petróleo mundial, e proíbe a passagem de navios dos Estados Unidos e de Israel.O texto não especifica o valor das portagens, mas a agência iraniana Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, afirmou que poderia tratar-se de um pagamento de dois milhões de dólares (cerca de 1,7 milhões de euros ao câmbio atual) por navio ou de um sistema baseado na carga de cada embarcação, tal como no Canal do Suez, gerido pelo Egito.A agência Tasnim estima que a República Islâmica poderia obter cerca de 100 mil milhões de dólares (cerca de 86,6 mil milhões de euros) por ano através destas portagens, um montante superior às receitas provenientes das vendas do seu petróleo, que se estimam em cerca de 80 mil milhões de dólares (cerca de 69,3 mil milhões de euros).Segundo a mesma agência iraniana, o vice-ministro alertou que, mesmo após a guerra, “alguns países podiam continuar a recorrer à guerra como instrumento político”.“Nesses cenários, os navios pertencentes aos agressores e aos seus apoiantes — sejam eles comerciais ou militares — não seriam autorizados a transitar pelo estreito”, adiantou Gharibabadi, citado ainda pela Tasnim.O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano terá acrescentado, segundo a Tasnim, que questões de natureza ambiental e a segurança marítima serão também "fatores fundamentais neste contexto".Mais de 40 países, incluindo Portugal, participaram hoje numa reunião em formato virtual para discutir medidas diplomáticas e políticas para levantar o bloqueio iraniano no Estreito de Ormuz.No início da reunião, a chefe da diplomacia britânica, Yvette Cooper, que presidiu o encontro, salientou a "necessidade urgente de restabelecer a liberdade de navegação para o transporte marítimo internacional".Na agenda da reunião estavam "medidas diplomáticas e de planeamento internacional”, incluindo “a mobilização coletiva de todo o leque de instrumentos e pressões diplomáticas e económicas, o trabalho de garantias junto da indústria, das seguradoras e dos mercados energéticos", segundo adiantou Yvette Cooper.Lusa.O secretário-geral da Organização Marítima Internacional (OMI), Arsenio Dominguez, instou hoje os países participantes numa reunião sobre o Estreito de Ormuz a apoiarem esforços diplomáticos para retirar cerca de 20 mil tripulantes de navios retidos no Golfo Pérsico.Citado num comunicado, Dominguez interveio no encontro para apelar a um desagravamento do conflito e a soluções operacionais, como corredores humanitários para a prestação de assistência urgente, em vez de abordagens militares."Respostas fragmentadas já não são suficientes para resolver esta crise. O que é urgentemente necessário é um envolvimento diplomático, soluções práticas e neutras e uma ação internacional coordenada", afirmou após a reunião.O dirigente disse que a OMI está a trabalhar numa solução para retirar os tripulantes "baseada na cooperação dos Estados costeiros, garantias de segurança e coordenação operacional, com o objetivo claro de libertar os navios bloqueados, permitir rotações seguras das tripulações e prevenir um desastre ambiental". Mais de 40 países, incluindo Portugal, participaram numa reunião em formato virtual para discutir medidas diplomáticas e políticas para levantar o bloqueio no Estreito de Ormuz.No início da reunião, a chefe da diplomacia britânica, Yvette Cooper, que presidiu o encontro, salientou a "necessidade urgente de restabelecer a liberdade de navegação para o transporte marítimo internacional".Na agenda da reunião estavam "medidas diplomáticas e de planeamento internacional”, incluindo “a mobilização coletiva de todo o leque de instrumentos e pressões diplomáticas e económicas, o trabalho de garantias junto da indústria, das seguradoras e dos mercados energéticos", segundo adiantou Yvette Cooper.Posteriormente, prosseguiu, o Governo britânico pretende "reunir planeadores militares para analisar como mobilizar as capacidades militares defensivas coletivas, incluindo a análise de questões como a remoção de minas ou medidas de salvaguarda assim que o conflito abrandar".Lusa.Mais de 40 países, incluindo Portugal, apelaram hoje à "reabertura imediata e incondicional" do Estreito de Ormuz, ameaçando o Irão com novas sanções, segundo a ministra dos Negócios Estrangeiros britânica, que presidiu a uma reunião internacional dedicada ao assunto."O Irão está a tentar fazer refém a economia mundial no Estreito de Ormuz. Não pode levar a melhor. Para tal, os parceiros apelaram hoje à reabertura imediata e incondicional do estreito e ao respeito pelos princípios fundamentais da liberdade de navegação e do direito do mar", declarou Yvette Cooper num comunicado final do encontro.Os países concordaram em "explorar medidas económicas e políticas coordenadas, tais como sanções, para pressionar o Irão caso o estreito permaneça fechado", acrescentou após a reunião, convocada pelo Reino Unido e que juntou mais de 40 países incluindo Portugal, representado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel.Os países também concordaram em "aumentar a pressão diplomática" sobre o Irão.Este bloqueio é uma "ameaça direta à prosperidade mundial", sublinhou a chefe da diplomacia britânica.A quase total paralisia do tráfego no Estreito de Ormuz, por onde transita normalmente um quinto da produção mundial de petróleo, bem como de gás natural liquefeito e fertilizantes, está a ter um impacto económico mundial e provocou um forte aumento do preço dos produtos petrolíferos.Na próxima semana, Londres vai organizar a uma reunião ao nível de "planeadores militares" a fim de examinar as opções para tornar o Estreito de Ormuz acessível e seguro à navegação após o fim das hostilidades.Apenas alguns navios - essencialmente iranianos, dos Emirados Árabes Unidos, indianos, chineses e sauditas - continuam a transitar diariamente pelo estreito.Desde o início de março, 225 navios de transporte de mercadorias passaram pelo estreito, segundo a empresa de análise marítima Kpler, o que representa uma queda de 93% relativamente à situação em tempo de paz.O Irão, que controla a costa norte do Estreito de Ormuz, tem bloqueado este ponto crucial para o comércio global de energia em resposta à ofensiva de grande escala de Israel e dos Estados Unidos, lançada em 28 de fevereiro.Lusa.A Guarda Revolucionária iraniana reivindicou hoje um ataque a um centro de dados da empresa tecnológica Amazon no Bahrein, dias depois de ter anunciado que iria começar a atacar empresas norte-americanas no Médio Oriente.”A Guarda Revolucionária atingiu um centro de dados da Amazon no Bahrein, o que obrigou a empresa a abandonar a região”, afirmou a agência iraniana Mehr.O exército ideológico da República Islâmica não deu mais detalhes sobre o suposto ataque, que ocorre após ter anunciado na terça-feira que iria começar a bombardear empresas dos Estados Unidos na região.A Guarda Revolucionária publicou na mesma ocasião uma lista de 18 empresas, em que também constavam a Microsoft, Apple, Google, HP, Intel, Meta, IBM, Boeing e a Nvidia, afirmando que estas deviam "esperar a destruição" das suas instalações "em todos os países da região" do Médio Oriente em retaliação por quaisquer outros "assassínios no Irão"."Aconselhamos os trabalhadores destas instituições a abandonarem imediatamente os seus locais de trabalho para salvar as suas vidas", continuava a mesma nota."É igualmente aconselhado aos habitantes das zonas próximas destas empresas terroristas em todos os países da região que abandonem as suas casas no raio de um quilómetro", acrescentou o Exército ideológico do regime iraniano.Em pouco mais de um mês de bombardeamentos ao Irão, os Estados Unidos (EUA) e Israel eliminaram mais de uma dúzia de altos responsáveis religiosos, políticos e militares da República Islâmica, entre os quais o líder supremo, Ali Khamenei (entretanto substituído pelo seu segundo filho, Mojtaba Khamenei), e o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Ali Larijani.Lusa.Donald Trump anunciou esta quinta-feira que "a maior ponte do Irão colapsou e nunca mais será utilizada", estando "muito mais por vir!"."Está na hora de o Irão fazer um acordo antes que seja tarde demais e não reste nada do que ainda se poderia tornar um grande país!", escreveu o presidente dos Estados Unidos na rede social Truth Social..O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês considerou hoje que os ataques dos Estados Unidos (EUA) e de Israel contra o Irão representam uma “clara violação do direito internacional”.Wang Yi afirmou igualmente que o Conselho de Segurança das Nações Unidas, do qual a China é membro permanente com poder de veto, “deve impedir a escalada do conflito”, depois de ter conversado por telefone com os homólogos saudita, alemão e da União Europeia (UE), anunciou a televisão estatal chinesa CCTV.No âmbito destas conversas, o chefe da diplomacia alemã, Johann Wadephul, disse ter instado Wang Yi a exercer influência sobre o Irão para que se atinja uma solução negociada do conflito que começou a 28 de fevereiro e de modo a desbloquear o Estreito de Ormuz.“A Alemanha e a China pretendem restabelecer a livre navegação no Estreito de Ormuz. Concordamos que os Estados individuais não devem controlar as rotas marítimas nem impor tarifas pelo seu trânsito”, assinalou o ministro alemão na rede social X.Wadephul indicou que “há décadas que o Irão se comporta de forma hostil para com os seus vizinhos e põe em risco a paz e a segurança com o seu programa nuclear e de mísseis”. A China, continuou o ministro alemão, “pode influenciar de forma construtiva o Irão” para que haja “uma solução negociada e o fim das hostilidades contra os países do Golfo Pérsico”.Por sua vez, a chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Kaja Kallas, disse que durante a sua chamada telefónica com Wang Yi foram debatidas a situação no Irão, o seu "impacto na economia global e na segurança energética", mas também as relações entre a UE e a China.Kallas acrescentou na rede social X que a UE "apoia todos os esforços diplomáticos" para alcançar o fim do conflito e salientou que os "ataques contra civis e infraestruturas civis têm de cessar"."Os ataques iranianos a navios civis, e a ameaça de novos ataques, levaram o tráfego no Estreito de Ormuz a uma paralisação quase total. É por isso que o restabelecimento da liberdade de navegação segura e sem restrições no estreito, em conformidade com o Direito do Mar, constitui uma prioridade urgente", concluiu.Lusa.Os líderes russo e saudita debateram hoje por telefone a crise provocada pela guerra no Irão, a incidência no mercado internacional de petróleo e as vias para solucionar a situação, anunciou a presidência russa (Kremlin).“Foi debatido detalhadamente um conjunto de temas vinculados à crise no Médio Oriente”, informou o Kremlin num comunicado em que deu conta da conversa telefónica entre Vladimir Putin e Mohammed bin Salman.Os Estados Unidos e Israel têm em curso desde 28 de fevereiro uma ofensiva militar de grande envergadura contra o Irão, que já causou mais de três mil mortos na região.Teerão respondeu com ataques contra interesses norte-americanos e israelitas nos países do Golfo Pérsico, além de bloquear o Estreito de Ormuz, o que fez disparar os preços do petróleo para níveis acima dos cem dólares por barril.Putin e Salman expressaram “profunda preocupação com a degradação da situação político-militar na região, as vítimas civis e a destruição de infraestruturas críticas”, referiu o Kremlin.Constataram que “os problemas de extração e transporte de hidrocarbonetos” resultantes da guerra “afetam a segurança energética global”.Ambos acentuaram “a importância do trabalho conjunto realizado no formato da OPEP+ com a participação da Rússia e da Arábia Saudita para estabilizar o mercado internacional de crude”.Os dois líderes mostraram-se satisfeitos “pelo elevado nível da interação russo-saudita que se desenvolve num tom amigável e mutuamente benéfico”, acrescentou o Kremlin no comunicado, citado pela agência de notícias espanhola EFE.Desde o início da guerra, Putin tem mantido conversas periódicas com líderes árabes, incluindo Salman, príncipe herdeiro, primeiro-ministro e líder “de facto” da Arábia Saudita.A crise no Médio Oriente tem beneficiado a Rússia, que viu os Estados Unidos levantar restrições ao comércio de petróleo russo que tinha imposto a Moscovo devido à invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022.O líder russo também recebeu hoje em Moscovo o ministro dos Negócios Estrangeiros do Egito, Badr Abdelatty, a quem reafirmou a disponibilidade para fazer “tudo o que for necessário” para contribuir para a paz no Médio Oriente.Putin referiu ser importante “normalizar a situação” na região, onde a ofensiva israelo-americana contra o aliado da Rússia dura há mais de um mês.“Todos esperamos que o conflito termine, e de preferência o mais depressa possível. (...) Repito mais uma vez: da nossa parte, estamos dispostos a fazer tudo o que for necessário para que a situação volte à normalidade”, afirmou.Putin lembrou o discurso de quarta-feira à noite do homólogo norte-americano, Donald Trump, que anunciou mais duas a três semanas de bombardeamentos contra o Irão, e considerou que a situação é “motivo de preocupação universal”.“Reitero: nós, pela nossa parte, estamos dispostos a fazer tudo o que for possível para que a situação volte à normalidade, como se costuma dizer nestes casos, a um estado normativo”, declarou, citado pela agência de notícias espanhola Europa Press (EP).Putin considerou ainda ser “muito importante para a Rússia conhecer a posição do Egito”, que descreveu como um “país fundamental no Médio Oriente”.Aproveitou a ocasião para convidar o Presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, a visitar a Rússia e expressou a esperança de que o Egito conte com a “mais alta representação” na próxima cimeira Rússia-África, prevista para outubro.O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Egito enquadrou a visita de Abdelatty nos esforços para reforçar as relações bilaterais em diversos setores e trocar pontos de vista sobre temas de interesse comum.Lusa.Trump tem estado na ofensiva contra os aliados da NATO, que o presidente norte-americano acusa de não ajudar na guerra contra o Irão e, num almoço privado na quarta-feira, criticou o presidente francês Emmanuel Macron, imitando o sotaque e dizendo que é "extremamente maltratado" pela esposa, Brigitte - recuperando um episódio entre os Macron em que o chefe de Estado francês pareceu atingido pela mulher numa viagem de Estado.Macron rejeitou comentar essas declarações de Trump, classificando-as como "nem elegantes nem adequadas". "Não vou responder, não merecem uma resposta", disse à chegada à Coreia do Sul..A guerra com o Irão exige uma abordagem "séria" que não mude todos os dias, disse Emmanuel Macron, numa reação às recentes declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o conflito."Isto não é um espetáculo. Estamos a falar de guerra e paz e das vidas de homens e mulheres", disse o presidente francês à chegada à Coreia do Sul para uma visita de Estado."Quando se quer falar sério, não se diz todos os dias o oposto do que se disse no dia anterior", acrescentou Macron, citado pela BBC. "E talvez não devêssemos falar todos os dias e simplesmente deixar as coisas acalmarem", acrescentou.Israel Katz, ministro da Defesa israelita, ameaçou esta quinta-feira o líder do Hezbollah, Naim Qassem, pela ofensiva de Teerão. Irá pagar "um preço muito elevado" pelos ataques contra Israel durante as festividades judaicas."Tenho uma mensagem clara para Naim Qassem, secretário-geral da organização terrorista Hezbollah: o senhor e os seus associados pagarão um preço muito elevado pela intensificação dos ataques contra civis israelitas", durante a Páscoa judaica, disse o ministro citado pelo The Guardian."Não viverá para ver isto, pois estará nas profundezas do inferno juntamente com Nasrallah, Khamenei, Sinwar e todos os membros do eixo do mal que foram eliminados", sublinhou o ministro israelira..A ministra dos Negócios Estrangeiros britânica sublinhou hoje a "necessidade urgente" de reabrir o estreito de Ormuz, no início de uma reunião virtual com representantes de "mais de 40 países", incluindo Portugal. "Temos hoje ministros dos Negócios Estrangeiros e representantes de mais de 40 países reunidos para debater o estreito de Ormuz, as consequências do encerramento, a necessidade urgente de restabelecer a liberdade de navegação para o transporte marítimo internacional e a nossa firme determinação internacional em ver o estreito reaberto", declarou Yvette Cooper, que preside à reunião.Além desta reunião, o Governo britânico pretende "reunir planeadores militares para analisar como mobilizar as capacidades militares defensivas coletivas, incluindo a análise de questões como a remoção de minas ou medidas de salvaguarda assim que o conflito abrandar", acrescentou Cooper."Mas na reunião de hoje, estamos a concentrar-nos nas medidas diplomáticas e de planeamento internacional, incluindo a mobilização coletiva de todo o nosso leque de instrumentos e pressões diplomáticas e económicas, o trabalho de garantias junto da indústria, das seguradoras e dos mercados energéticos, bem como ações para garantir a segurança dos navios e tripulantes retidos e a coordenação eficaz de que necessitamos em todo o mundo para permitir uma abertura segura e sustentada do estreito", disse. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, representa Portugal na reunião, que estava previsto juntar cerca de 30 países subscritores de uma declaração, de iniciativa de Londres em conjunto com França, Alemanha, Itália, Países Baixos e Japão, publicada em 19 de março. O texto exige que o Irão cesse as tentativas de bloquear o estreito de Ormuz e compromete os signatários a "contribuir para os esforços adequados para garantir a passagem segura" pela via marítima, por onde transita, em condições normais, um quinto da produção mundial de petróleo, bem como de gás natural liquefeito.Lusa.A guerra no Médio Oriente podem “mergulhar cinco milhões de pessoas na insegurança alimentar nos países árabes”, alertou hoje a Comissão Económico-Social das Nações Unidas para a Ásia Ocidental (CESPAO).Num relatório que destaca a vulnerabilidade do golfo Pérsico, a instituição da ONU avisou que um potencial aumento de 20% nos preços dos alimentos seria suficiente para desencadear tal fenómeno em nações de “baixos e médios rendimentos”.A CESPAO sublinhou que o risco é “imediato e crescente”, com a escalada da guerra naquela região está a causar interrupções “sérias e interligadas” nos sistemas de energia, água e alimentos, com consequências “potencialmente devastadoras” para a segurança humana e a estabilidade económica.As perturbações macroeconómicas, como a suspensão das exportações de hidrocarbonetos, alimentam “a inflação, ampliando os déficites fiscais e os custos de transporte e com os seguros, em toda a região", defendeu.O documento da ONU sublinhou que "os sistemas alimentares já estão a sentir a pressão", uma vez que os países árabes "importam a maior parte dos cereais e têm reservas limitadas", suficientes para cobrir pouco mais de três meses de consumo.Ao mesmo tempo, o relatório referiu perigos em relação à segurança hídrica como "igualmente alarmantes", visto que "quase 40 milhões de pessoas nos países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) dependem de água dessalinizada", atualmente sob ameaça, devido ao conflito mais direto entre Estados Unidos e Israel e o Irão, iniciado há 33 dias.O secretário-geral interino da CESPAO, o egípcio Mourad Wahba, pediu que estes "números alarmantes" sejam levados em consideração e sejam tomadas "medidas urgentes e coordenadas para salvaguardar as cadeias de abastecimento críticas".Wahba defendeu "a criação de sistemas de alerta precoce, a garantia do armazenamento regional de reservas estratégicas, a diversificação dos corredores comerciais e a aceleração do investimento em sistemas resilientes de energia, água e alimentos".Lusa.A polícia do Dubai anunciou hoje sanções até 54.500 dólares americanos e até mesmo prisão para quem divulgar rumores, notícias falsas ou conteúdos que contradigam as versões oficiais sobre os ataques iranianos contra os Emirados Árabes Unidos.“É proibido publicar ou divulgar rumores, notícias enganosas ou qualquer conteúdo que contradiga o anunciado oficialmente, ou que cause pânico ou atente contra a segurança, a ordem pública ou a saúde pública”, afirmou a polícia do Dubai num comunicado publicado na rede social X.O desrespeito desta proibição acarreta “sérias sanções legais, que podem incluir penas de prisão e uma multa de pelo menos 200.000 dirhams”, o equivalente a cerca de 54.460 dólares, num momento em que as autoridades dos Emirados já detiveram mais de uma centena de pessoas por casos semelhantes desde o início da guerra.No final de março, a polícia de Abu Dhabi, a capital dos Emirados, afirmou ter detido 109 pessoas de diferentes nacionalidades por filmarem locais que tinham sido atacados por mísseis e drones iranianos, por espalharem rumores ou mesmo por publicarem nas redes sociais conteúdos gerados por Inteligência Artificial (IA).No Dubai, as autoridades detiveram dezenas de pessoas por gravarem e partilharem imagens de mísseis iranianos a sobrevoar o país.De acordo com a legislação sobre crimes cibernéticos, é considerado crime não só gravar, mas também reencaminhar ou comentar conteúdos que possam “incitar a opinião pública ou perturbar a segurança pública”, com penas que podem ir até dois anos de prisão e multas pecuniárias.Lusa.O presidente francês afirmou esta quinta-feira que uma operação militar para reabrir o estreito de Ormuz seria "irrealista".Durante uma viagem à Coreia do Sul, Emmanuel Macron disse que "algumas pessoas defendem a ideia de libertar o Estreito de Ormuz à força, através de uma operação militar, uma posição por vezes expressada pelos Estados Unidos, embora tenha variado".Para Macron, citado pela Reuters, uma opção militar para retomar a circulação marítima do estreito de Ormuz nunca foi apoiada pela França "porque é irrealista". Seria uma operação de longa duração, defendeu, e todos os que nela participassem estariam expostos aos "riscos dos guardiões da revolução [iraniana], bem como a mísseis balísticos"..O ministério dos Negócios Estrangeiros das Filipinas anunciou hoje que, após conversações com o seu congénere iraniano, está garantida a passagem segura pelo estreito de Ormuz de petroleiros rumo ao arquipélago asiático, dependente daquelas importações."O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão garantiu que a permitiria a passagem segura, desimpedida e rápida pelo estreito de Ormuz de navios com bandeira filipina, recursos energéticos e todos os marinheiros filipinos", lê-se em comunicado.O presidente filipino, Ferdinand Marcos, declarou estado de emergência energética nacional na semana passada, afirmando que "todas as opções estão sobre a mesa" para o país de 116 milhões de habitantes, que enfrenta a crise energética global desencadeada pela guerra no Médio Oriente.Os preços dos combustíveis dispararam nas Filipinas desde que os Estados Unidos da América (EUA) e Israel lançaram ataques contra o Irão, há 33 dias, justificados pela inflexibilidade iraniana nas negociações sobre enriquecimento de urânio, no âmbito do seu programa nuclear.Lusa.O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, vai participar na reunião de hoje organizada pelo Governo britânico com cerca de 30 países dispostos a mobilizar-se para restaurar a navegação pelo estreito de Ormuz, confirmou fonte do Ministério. Na reunião, que se vai realizar por videoconferência, pretende-se avaliar "medidas diplomáticas e políticas viáveis" para restaurar a liberdade de navegação, garantir a segurança dos navios e tripulantes retidos e retomar o transporte de mercadorias essenciais.As cerca de três dezenas de países convocados vão reunir-se por iniciativa do Reino Unido, na sequência de uma posição tomada inicialmente feita por Londres em conjunto com França, Alemanha, Itália, Países Baixos e Japão em 19 de março. Entretanto, 31 outros países, incluindo Portugal, subscreveram a mesma declaração, exigindo que o Irão cesse as suas tentativas de bloquear o estreito e comprometendo-se a "contribuir para os esforços adequados para garantir a passagem segura" por aquela via marítima.Pelo estreito de Ormuz transita, em condições normais, um quinto da produção mundial de petróleo, bem como de gás natural liquefeito.Lusa.O presidente russo está disponível para ajudar a traçar um "rumo pacífico" no conflito do Médio Oriente, de modo a acabar com a guerra contra o Irão. De acordo com o Kremlin, Vladimir Putin tem estabelecido contactos com países da região sobre a operação conjunta dos Estados Unidos e Israel contra Teerão. "O presidente [da Rússia] continua estes contactos e, se os nossos serviços forem de alguma forma necessários, estamos, naturalmente, prontos para dar o nosso contributo para garantir que a situação militar transite para um rumo pacífico o mais rapidamente possível", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, citado pela Sky News. .O preço do petróleo subiu mais de 4% e as bolsas asiáticas caíram, depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter prometido atacar o Irão com "muita força" nas próximas duas a três semanas.O petróleo Brent, referência internacional, saltou 5%, para 106,22 dólares (92,07 euros) por barril. O crude de referência dos EUA subiu 4,2% para 104,36 dólares (90,46 euros) por barril.Leia mais aqui.Preço do petróleo sobe e ações asiáticas caem após nova ameaça de Trump .O novo aviso do Irão aos Estados Unidos chega através do chefe do Exército do país, que alerta contra uma possível invasão terrestre do país. Amir Hatami, responsável máximo do exército iraniano, disse que, caso as forças norte-americanas decidam avançar para uma operação terrestre, não haverá sobreviventes entre os que considera serem os invasores, noticia a Associated Press."Nenhuma tropa inimiga deve sobreviver caso os adversários tentem uma operação terrestre", afirmou. “A sombra da guerra deve ser dissipada do nosso país e deve haver segurança para todos, porque não é possível que os lugares sejam seguros e o nosso povo esteja inseguro”, disse na televisão iraniana..As principais bolsas europeias abriram hoje com perdas, depois de o Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, não ter conseguido diminuir as dúvidas sobre a guerra no Irão.Cerca das 08:45 em Lisboa, o EuroStoxx 600 recuava 0,99% para 591,78 pontos.Nas principais praças europeias, Frankfurt perdia 1,37%, Madrid 1,10% e Milão 1,09%.Por essa hora, abaixo da queda de 1% estavam Paris (0,98%) e Londres (0,17%).Em Lisboa, o PSI avançava ligeiros 0,06% para 9.305,02 pontos.Durante a madrugada, Trump afirmou que ocorrerão ataques intensos às infraestruturas iranianas nas próximas semanas, ao mesmo tempo que insinuava que as negociações continuam em aberto – algo negado por Teerão.Para hoje está prevista a publicação de dados sobre os pedidos de apoio ao desemprego nos EUA, estando a publicação do relatório sobre o emprego prevista para sexta-feira, dia em que os mercados estarão fechados.O euro desvalorizava-se 0,6% face ao dólar e era negociado a 1,152 dólares por unidade.O preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em junho, subiu quase 7%, para 107,85 dólares, ao passo que o West Texas Intermediate (WTI), para entrega em maio, de referência nos EUA, avançava 6,11%, para 106,24dólares.Lusa.O Reino Unido e a Comissão Europeia concordaram sobre a importância de os países aliados trabalharem num plano para restaurar a navegação no Estreito de Ormuz bloqueado pelo Irão, declararam hoje fontes oficiais.O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, discutiram na quarta-feira a crise no Médio Oriente e ambos condenaram as ações do Irão no Estreito de Ormuz, que "está a manter a economia global como refém", segundo um comunicado divulgado hoje pelo gabinete do líder britânico.Os dois responsáveis europeus concordaram que os aliados devem unir-se para restaurar a navegação no Estreito de Ormuz quando as circunstâncias o permitirem.Esta conversa ocorreu antes de a ministra dos Negócios Estrangeiros britânica, Yvette Cooper, presidir hoje a uma reunião virtual com 35 países para procurar soluções conjuntas que ajudem a reabrir o Estreito de Ormuz e a restaurar a navegação marítima.O líder britânico e o presidente da Comissão Europeia discutiram ainda a "ambição partilhada" de reforçar a relação entre o Reino Unido e a União Europeia (UE), bem como a importância de continuar a prestar um forte apoio à Ucrânia, segundo o comunicado.O primeiro-ministro britânico indicou claramente o seu desejo de reforçar os laços com a UE diante da situação criada pela guerra do Irão e após críticas do presidente norte-americano, Donald Trump, aos seus aliados pela relutância em apoiá-lo no conflito contra Teerão."Está a tornar-se cada vez mais claro que, neste mundo volátil e em constante evolução, o nosso interesse nacional a longo prazo exige uma parceria mais estreita com os nossos aliados na Europa e na União Europeia", disse Starmer, em conferência de imprensa, na quarta-feira.Lusa."Grupos de milícias terroristas iraquianas alinhadas com o Irão podem ter a intenção de realizar ataques no centro de Bagdade nas próximas 24 a 48 horas". O aviso é da embaixada dos Estados Unidos na capital iraquiana que pede aos seus cidadãos que deixem o país "agora"No novo aviso, a representação diplomática refere que "o Irão e as milícias terroristas alinhadas com o Irão têm levado a cabo ataques generalizados contra cidadãos norte-americanos e alvos associados aos EUA em todo o Iraque". Ataques "podem visar cidadãos americanos, empresas, universidades, instalações diplomáticas, infraestruturas energéticas, hotéis, aeroportos e outros locais considerados associados aos Estados Unidos, bem como instituições iraquianas e alvos civis. Milícias terroristas têm sequestrado americanos. Os cidadãos americanos devem deixar o Iraque agora", lê-se no aviso..O comandante operacional do Quartel-General Khatam al-Anbiya, da Guarda Revolucionária islâmica, prometeu hoje ações ainda mais devastadoras em resposta ao presidente norte-americano, Donald Trump, que tinha anunciado o endurecimento dos ataques ao Irão."Com fé em Deus (Alá) todo-poderoso, esta guerra continuará até a sua humilhação, desonra, arrependimento final e capitulação", refere comunicado transmitido pela televisão estatal iraniana."Esperem ações ainda mais devastadoras, abrangentes e destrutivas", avisam.Horas antes, Trump declarou num discurso ao país que as forças militares dos Estados Unidos da América (EUA) vão atacar com "muita força" o Irão nas próximas duas a três semanas.Lusa.Do nuclear à mudança de regime: o raciocínio de Trump para poder declarar vitória no Irão.O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, admitiu hoje cortar o fornecimento de eletricidade no país durante o período da noite caso o conflito no Médio Oriente se prolongue.“Informei o presidente timorense de que, caso a situação de guerra no Médio Oriente se torne muito difícil, o Governo irá avisar que a eletricidade funcionará até às 23h00 e voltará a ser restabelecida às 05h00 da madrugada, para pouparmos”, afirmou Xanana Gusmão.O líder do Governo falava aos jornalistas após o encontro semanal com o Presidente timorense, José Ramos-Horta, no Palácio da Presidência.O Governo de Timor-Leste aprovou quarta-feira, em reunião do Conselho de Ministros, uma despesa no valor de 168,8 milhões de dólares (145,9 milhões de euros) para garantir o fornecimento de combustível até ao final de 2026, devido ao conflito no Médio Oriente.Segundo o comunicado do Conselho de Ministros, o ministro do Petróleo e Recursos Minerais, Francisco Monteiro, foi autorizado a abrir um procedimento de aprovisionamento por ajuste direto urgente para adquirir 80 milhões de litros de gasóleo no valor de 168,8 milhões de dólares.“Esta decisão visa garantir a criação de uma reserva de segurança com autonomia até ao final do ano, tendo em conta a possibilidade de escassez de combustível devido ao prolongamento do conflito no Médio Oriente”, refere o comunicado.Lusa.O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, apelou hoje ao fim da guerra no Médio Oriente, após um discurso do presidente norte-americano, tendo em conta que os objetivos dos Estados Unidos tinham sido alcançados.Albanese salientou que os ataques norte-americanos e israelitas tinham enfraquecido a força aérea, a marinha e a indústria militar iranianas, portanto, "agora que esses objetivos foram alcançados, não é claro o que resta por fazer, nem como poderá ser o desfecho", afirmou, num discurso em Camberra."O que é claro é que quanto mais a guerra se prolongar, maior será o seu impacto na economia mundial", acrescentou.A Austrália depende em grande medida das importações de combustível e as suas reservas atuais permitir-lhe-iam aguentar 37 dias.Lusa.Guerra no Irão: o entusiasta Rubio vs o relutante Vance.As principais bolsas de valores da China registaram hoje perdas de até 1,15% nos primeiros minutos da sessão, após o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter prometido atacar o Irão com “muita força” nas próximas duas a três semanas.O índice de referência da Bolsa de Valores de Hong Kong, o Hang Seng, registava uma queda de 1,06% por volta das 11:41 (04:41 em Lisboa), enquanto os dos dois principais mercados da China continental, Xangai e Shenzhen, recuavam 0,53% e 1,15%, respetivamente.O índice que acompanha a evolução das 300 maiores empresas desses dois mercados, o CSI 300, caía 0,74% à mesma hora.Destaque ainda para a descida de 2,14% na Bolsa de Pequim – embora a sua relevância seja menor devido à sua recente criação (2021) e ao foco em pequenas e médias empresas – e para a queda de 1,7% registada em simultâneo pelo Taiex da Bolsa de Taipé, do outro lado do estreito de Taiwan.Lusa.A diplomacia do Irão acusou os Estados Unidos (EUA) de fazerem exigências "maximalistas e irracionais" e negou ter pedido um cessar-fogo, ao contrário do que afirmou o Presidente norte-americano Donald Trump."Foram recebidas mensagens através de intermediários, incluindo o Paquistão, mas não há negociações diretas com os Estados Unidos", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão.Citado pela agência de notícias iraniana ISNA na quarta-feira, Esmail Baghaei descreveu as exigências de Washington como "maximalistas e irracionais".Horas antes, Donald Trump tinha dito que "o novo presidente do regime iraniano, muito menos radicalizado e muito mais inteligente do que os predecessores, acaba de pedir um cessar-fogo".As afirmações de Trump são "falsas e infundadas", disse Esmail Baghaei.As declarações da diplomacia do Irão surgiram antes de Trump ter prometido que as forças norte-americanas vão atacar com "muita força" o Irão nas próximas duas a três semanas.Lusa.O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, anunciou que as forças norte-americanas vão atacar com "muita força" o Irão nas próximas duas a três semanas.A promessa surgiu na quarta-feira, num discurso ao país, após 33 dias do conflito iniciado em 28 de fevereiro, quando os EUA e Israel lançaram uma campanha de bombardeamentos contra território iraniano."Vamos atacá-los com extrema dureza nas próximas duas a três semanas. Vamos mandá-los de volta à Idade da Pedra, onde pertencem. Entretanto, as negociações continuam", afirmou o presidente norte-americano."Se não houver acordo, vamos atacar cada uma das suas centrais elétricas com muita dureza e, provavelmente, em simultâneo", acrescentou, num discurso dirigido aos norte-americanos a partir da Casa Branca.Trump manifestou-se também convicto de que, assim que a guerra contra o Irão terminar, o estreito de Ormuz "abrir-se-á naturalmente", porque a República Islâmica precisa da venda de petróleo para se reconstruir e, por isso, os preços do petróleo irão baixar e as bolsas voltarão a registar ganhos.Por outro lado, o inquilino da Casa Branca pediu aos países que dependem do petróleo escoado do Golfo através do estreito de Ormuz que "cuidem" da passagem estratégica, por onde transita 20% do petróleo mundial em condições normais, porque os Estados Unidos "não precisam" desse petróleo e gás."Vão para o estreito, tomem-no, protejam-no, utilizem-no", declarou o Presidente norte-americano, que vem a criticar há semanas vários países aliados da NATO e outros países em todo o mundo por não terem auxiliado os Estados Unidos e Israel na campanha militar contra o Irão.Trump reiterou vários argumentos justificativos dos ataques ao Irão produzidos desde o início da campanha em 28 de fevereiro, nomeadamente o de que a República Islâmica estava a tentar "reconstruir o seu programa nuclear num local totalmente diferente", dos locais bombardeados na operação 'Midnight Hammer', em 22 de junho, e que, por isso, tiveram de "acabar com eles" antes de adquirirem a capacidade de atingir os Estados Unidos e a Europa, algo que especialistas internacionais contestam."O regime procurou reconstruir o seu programa nuclear num local totalmente diferente, deixando claro que não tencionava abandonar a sua intenção de obter armas nucleares. Estava também a construir rapidamente os seus arsenais de mísseis balísticos convencionais e poderia em breve dispor de mísseis capazes de atingir o território norte-americano, a Europa e praticamente qualquer lugar do mundo", disse Trump."Que estes terroristas tivessem uma arma nuclear teria sido uma ameaça intolerável", disse Trump para justificar a operação militar 'Fúria Épica', iniciada em conjunto com Israel em 28 de fevereiro e que, após mais de um mês, colocou a economia mundial no limiar de uma crise económica.O presidente insistiu nas mesmas mensagens que tem vindo a transmitir através das redes sociais, intervenções públicas ou entrevistas nos últimos dias e que não deixam claro quando é que Washington pretende pôr fim à operação e se haverá um destacamento de tropas norte-americanas no Irão, depois de o Pentágono ter enviado milhares de militares para o Médio Oriente.Trump também não fez qualquer referência ao estado da relação entre os Estados Unidos e a NATO, depois de afirmar no início da semana que essa aliança deve ser questionada, atendendo à falta de apoio dos aliados nesta guerra.Lusa.Bom dia, Acompanhe aqui os principais desenvolvimentos sobre a guerra no Médio Oriente, em curso há mais de um mês. Estados Unidos e Israel lançaram uma operação conjunta contra o Irão, que, em retaliação, tem atacado o território israelita e interesses norte-americanos nos países da região. .Ex-ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão gravemente ferido num ataque em Teerão que matou a sua mulher