Donald Trump vai reunir-se terça-feira com altos funcionários do governo dos Estados Unidos para avaliar as opções militares de resposta à situação no Irão, onde se sucedem as manifestações contra o regime do ayatollah Ali Khamenei que, de acordo com Agência para os Direitos Humanos (HRANA), já causaram a morte a 538 pessoas, além de mais de 10 mil detidos.Segundo o Wall Street Journal, que cita autoridades americanas, o presidente dos EUA será informado na reunião de terça-feira sobre as opções em cima da mesa e dali pode sair uma resolução que pode passar por um ataque ao Irão, conforme já foi prometido por Trump.Além do ataque militar, diz o mesmo jornal norte-americano, estão em cima da mesa a possibilidade de implementar armas cibernéticas contra os militares iranianos, bem como potenciar os protestos contra o governo do Irão.Apesar de o acesso à internet permanecer bloqueado, continuam a surgir nas redes sociais os tumultos que continuam a acontecer um pouco por todo o Irão.Um vídeos partilhado pelo jornalista da BBC, Shayan Sardarizadeh, mostra confrontos na cidade de Mashhad, surgindo um prédio em chamas, com os manifestantes a protegerem-se atrás de barricadas numa rua. Aparecem ainda vultos, que supostamente são de membros das forças de segurança iranianas, a abrir fogo.A pressão norte-americana sobre o Irão subiu de tom na sexta-feira quando Trump disse que aquele país se encontra "em grandes apuros" devido ao aumento dos distúrbios, deixando a certeza que está atento aos acontecimentos, ao mesmo tempo que avisava autoridades locais a não usarem o uso da força letal contra os manifestantes.Em resposta, o Irão acusou EUA e Israel de serem os instigadores das manifestações, tendo ainda avisado que quem fosse apanhado nos protestos iria enfrentar as forças de segurança e o poder judiciário que, dizia o governo de Teerão, "não demonstrarão qualquer tolerância".Depois disso, já este sábado, o procurador-geral iraniano Mohammad Movahedi Azad anunciou que qualquer pessoa que participe em protestos será considerada “inimiga de Deus”, uma acusação punível com pena de morte.A declaração do procurador-geral foi feita através da televisão estatal do Irão, sendo assim encarada como o concretizar da ameaça de sexta-feira, o líder supremo, ayatollah Ali Khamenei, de que o país “ia iniciar” uma repressão.Irão declara três dias de luto nacional em homenagem aos mártiresO governo do Irão decretou entretanto três dias de luto nacional em homenagem aos mortos na "batalha de resistência nacional" contra os protestos um pouco por todo o país, revelou a agência de notícias Tasnim.Um anúncio na televisão estatal do Irão diz que o presidente Masoud Pezeshkian está "profundamente comovido" com a perda de vidas e, nesse sentido, convidou os iranianos a juntarem-se à denominada Marcha da Resistência Nacional, marcada para esta segunda-feira..Irão diz que vai retaliar contra EUA e Israel se ameaça de ataque de Trump se concretizar .Trump diz que o Irão está "de olho na liberdade" e anuncia que os EUA estão "prontos para ajudar".Irão intensifica repressão e desliga-se do mundo