Donald Trump reforçou este sábado que os Estados Unidos estão disponíveis para intervir no Irão para ajudar o povo a libertar-se do regime do ayatollah Ali Khamenei, e a reação não se fez esperar. Pela voz do presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, o país avisou, este domingo, 11 de janeiro, que os militares norte-americanos serão “alvos legítimos” se os Estados Unidos passarem das palavras à ação. .Trump diz que o Irão está "de olho na liberdade" e anuncia que os EUA estão "prontos para ajudar".De acordo com a agência Lusa, durante uma sessão do parlamento, transmitida em direto pela televisão estatal iraniana, Mohammad Qalibaf fez um discurso em que aplaudiu a polícia e a Guarda Revolucionária paramilitar do Irão e os seus voluntários Basij, por terem “permanecido firmes” durante os protestos no país.“O povo do Irão deve saber que lidaremos com eles da forma mais severa e puniremos aqueles que forem detidos", disse o presidente do parlamento iraniano, segundo a Lusa.As ameaças do Irão estenderam-se também a Israel que acolhe estruturas militares norte-americanas. “No caso de um ataque ao Irão, tanto o território ocupado como todos os centros militares, bases e navios americanos na região serão nossos alvos legítimos”, afirmou o presidente do parlamento iraniano. “Não nos consideramos limitados a reagir após a ação e agiremos com base em quaisquer sinais objetivos de ameaça”, reforçou.Os protestos no Irão duram há 28 dias e para os conter o procurador-geral iraniano, Mohammad Movahedi Azad, anunciou, este sábado, 10, que qualquer pessoa que se manifestar contra o regime será considerada “inimiga de Deus” e punida com pena de morte. .Procurador do Irão avisa que protestos passam a ser puníveis com pena de morte.De acordo com a Agência de Notícias dos Ativistas pelos Direitos Humanos (HDRANA, na sigla em inglês), sediada nos Estados Unidos, os protestos continuam este domingo em Teerão e Mashhad.Desde 28 de dezembro que já terão sido mortas 116 pessoas e 2600 terão sido detidas, de acordo com dados da HDRANA, avançados pela Lusa. .Irão intensifica repressão e desliga-se do mundo .As manifestações no Irão começaram por razões económicas, nomeadamente o aumento dos preços e do custo de vida, mas evoluíram para a contestação política, também com o incentivo do príncipe herdeiro Reza Pahlavi, cujo pai fugiu do Irão pouco antes da Revolução Islâmica de 1979. .Os jornais norte-americanos New York Times e Wall Street Journal, escreveram ontem, citando fontes anónimas, que Trump recebeu opções militares para um ataque ao Irão, mas não tomou uma decisão final.Com Lusa.Apelo do príncipe herdeiro leva milhares às ruas no Irão. Internet e telecomunicações cortadas (com vídeos)