Protestos contra regime do ayatollah Ali Khamenei também têm acontecido em várias cidades europeias.
Protestos contra regime do ayatollah Ali Khamenei também têm acontecido em várias cidades europeias.Foto: Matias Basualdo/EPA

Irão diz que vai retaliar contra EUA e Israel se ameaça de ataque de Trump se concretizar

Presidente do parlamento iraniano reforçou que “o povo do Irão deve saber que lidaremos com eles da forma mais severa e puniremos aqueles que forem detidos". Mas os protestos nas ruas continuam.
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Donald Trump reforçou este sábado que os Estados Unidos estão disponíveis para intervir no Irão para ajudar o povo a libertar-se do regime do ayatollah Ali Khamenei, e a reação não se fez esperar. Pela voz do presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, o país avisou, este domingo, 11 de janeiro, que os militares norte-americanos serão “alvos legítimos” se os Estados Unidos passarem das palavras à ação.

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De acordo com a agência Lusa, durante uma sessão do parlamento, transmitida em direto pela televisão estatal iraniana, Mohammad Qalibaf fez um discurso em que aplaudiu a polícia e a Guarda Revolucionária paramilitar do Irão e os seus voluntários Basij, por terem “permanecido firmes” durante os protestos no país.

“O povo do Irão deve saber que lidaremos com eles da forma mais severa e puniremos aqueles que forem detidos", disse o presidente do parlamento iraniano, segundo a Lusa.

As ameaças do Irão estenderam-se também a Israel que acolhe estruturas militares norte-americanas. “No caso de um ataque ao Irão, tanto o território ocupado como todos os centros militares, bases e navios americanos na região serão nossos alvos legítimos”, afirmou o presidente do parlamento iraniano. “Não nos consideramos limitados a reagir após a ação e agiremos com base em quaisquer sinais objetivos de ameaça”, reforçou.

Os protestos no Irão duram há 28 dias e para os conter o procurador-geral iraniano, Mohammad Movahedi Azad, anunciou, este sábado, 10, que qualquer pessoa que se manifestar contra o regime será considerada “inimiga de Deus” e punida com pena de morte.

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De acordo com a Agência de Notícias dos Ativistas pelos Direitos Humanos (HDRANA, na sigla em inglês), sediada nos Estados Unidos, os protestos continuam este domingo em Teerão e Mashhad.

Desde 28 de dezembro que já terão sido mortas 116 pessoas e 2600 terão sido detidas, de acordo com dados da HDRANA, avançados pela Lusa.

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As manifestações no Irão começaram por razões económicas, nomeadamente o aumento dos preços e do custo de vida, mas evoluíram para a contestação política, também com o incentivo do príncipe herdeiro Reza Pahlavi, cujo pai fugiu do Irão pouco antes da Revolução Islâmica de 1979.

Os jornais norte-americanos New York Times e Wall Street Journal, escreveram ontem, citando fontes anónimas, que Trump recebeu opções militares para um ataque ao Irão, mas não tomou uma decisão final.

Com Lusa

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