Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, avisou esta terça-feira que a guerra contra o Irão ainda não acabou e que os objetivos passam por "libertar" o povo iraniano da "tirania" do regime no poder. "Não há dúvida de que, com as ações tomadas até agora, estamos a 'partir-lhe os ossos' - e ainda não acabámos", afirmou o primeiro-ministro de Israel, durante uma visita a um centro de emergência coordenado pelo Ministério da Saúde."Aspiramos a conduzir o povo iraniano a se libertar do jugo da tirania. Em última análise, isso depende deles", disse ainda o primeiro-ministro de Israel..As forças armadas da Turquia anunciaram hoje a instalação de uma bateria de mísseis de defesa aérea ‘Patriot’, de fabrico norte-americano, no centro do país, um dia depois da segunda interceção de um míssil alegadamente disparado do Irão."Foi instalado um sistema ‘Patriot’ para reforçar a proteção do nosso espaço aéreo, em Malatya", província a leste de Anatólia, informou o ministério da Defesa turco em comunicado.Naquela região está instalada a base militar norte-americana de Kurecik, que possui um radar de alerta antecipado capaz de detetar lançamentos de mísseis inimigos.A Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) confirmou na segunda-feira o abate de um míssil destinado à Turquia, sem especificar a sua origem, e afirmou estar preparada para “defender todos os aliados contra qualquer ameaça”.“A NATO voltou a intercetar um míssil destinado à Turquia. A NATO mantém-se firme na sua prontidão para defender todos os aliados contra qualquer ameaça”, indicou a porta-voz da Aliança Atlântica, Allison Hart, em resposta à agência Lusa.Segundo o governo da Turquia “fragmentos do míssil caíram em campos em Gaziantep [sudeste da Turquia]”, mas “o incidente não causou vítimas nem feridos”.Um incidente idêntico já tinha sido denunciado pela Turquia na quarta-feira, 04 de março, ao quarto dia da guerra desencadeada pela ofensiva conjunta de Estados Unidos da América (EUA) e Israel contra o Irão.A Turquia é membro da NATO, organização da qual Portugal é um dos membros fundadores e que conta atualmente com 32 membros.Lusa.Trump promete que preço do petróleo vai descer em breve .A Guarda Revolucionária iraniana disse hoje que o Irão não vai permitir a exportação de petróleo produzido na região para países aliados dos Estados Unidos e de Israel enquanto a guerra no Médio Oriente se mantiver.O porta-voz da Guarda Revolucionária, Ali Mohammad Naini, citado pela agência de notícias Tasnim, disse que as forças iranianas não vão permitir a exportação "de um único litro de petróleo" da região até novas ordens.A navegação no Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do crude mundial, está condicionada desde o início da guerra, a 28 de fevereiro com ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.Teerão retaliou com ataques de drones e mísseis contra interesses israelitas e norte-americanos em toda a região e atacou repetidamente petroleiros que utilizam a rota marítima.Os preços do petróleo aumentaram, ultrapassando os 100 dólares por barril, o nível mais elevado desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.Na segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu que as operações militares no Irão vão terminar "em breve" revertendo a tendência de subida do preço do petróleo."Os esforços [de Donald Trump] para reduzir e controlar os preços do petróleo e do gás são de curta duração e inúteis. Em tempos de guerra, o comércio depende da segurança regional", disse Ali Mohammad Naini.Na noite de segunda-feira, a Guarda Revolucionária pediu aos países árabes e europeus que expulsassem os embaixadores norte-americanos e israelitas para obterem acesso ao Estreito de Ormuz."Qualquer país árabe ou europeu que expulse os embaixadores israelita e americano do respetivo território terá total liberdade e autorização para transitar pelo Estreito de Ormuz a partir de terça-feira", declarou a Guarda Revolucionária através da televisão estatal iraniana.Lusa.Sarmento duvida de plano global para travar crude, mas confia que Bruxelas aprovará apoio do ISP.O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Kazem Gharibabadi, afirmou que vários países, incluindo a China, a Rússia e a França, contactaram Teerão para discutir um possível cessar-fogo."A nossa primeira condição para um cessar-fogo é que a agressão não se repita", declarou ainda Gharibabadi, durante uma entrevista divulgada hoje pela agência de notícias persa ISNA."Não iniciámos a agressão nem a guerra", disse o diplomata, em resposta aos apelos para um cessar-fogo, acrescentando que o país está a defender-se.As declarações surgem depois de o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, ter rejeitado, na segunda-feira, negociações de paz com os Estados Unidos (EUA)."Estamos prontos para continuar a atacá-los com mísseis durante o tempo que for necessário e sempre que for necessário", disse o chefe da diplomacia iraniana à emissora norte-americana PBS News.Araqchi acrescentou que as negociações com Washington "já não estão na agenda" e que o Irão está preparado para lutar "pelo tempo que for necessário".No domingo, o ministro já tinha rejeitado apelos para um cessar-fogo imediato, durante uma entrevista com uma outra emissora norte-americana, a NBC.Lusa.O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, pediu hoje um cessar-fogo imediato e diálogo para resolver a crise no Médio Oriente, em conversas telefónicas com os homólogos do Kuwait e do Bahrein.Wang indicou na conversa com o homólogo do Kuwait, Yarrah Yaber al Ahmad al Sabah, que o conflito atual “constitui uma guerra que nunca deveria ter eclodido e que não beneficia nenhuma das partes”, de acordo com um comunicado publicado pelo ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.O diplomata chinês sublinhou que os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irão sem autorização do Conselho de Segurança da ONU e enquanto as negociações entre Washington e Teerão ainda estavam em andamento, o que constitui uma “violação do direito internacional”.Wang afirmou que a soberania, a segurança e a integridade territorial dos países do Golfo devem ser plenamente respeitadas, ao mesmo tempo que sublinhou que qualquer ataque contra civis ou alvos não militares “deve ser condenado”.“A prioridade imediata é parar as operações militares e evitar que o conflito se alastre ainda mais”, acrescentou o ministro.O chefe da diplomacia chinesa afirmou ainda que vários países do Golfo têm defendido a resolução das tensões através do diálogo, uma posição que Pequim aprecia, e reiterou que a China continuará a promover esforços diplomáticos para reduzir as tensões na região.Wang indicou que o enviado especial do Governo chinês para o Médio Oriente, Zhai Jun, já se encontra na região para realizar esforços de mediação e que manterá contactos com os países envolvidos.O ministro chinês lamentou, em conversa com o homólogo do Bahrein, Abdulatif bin Rashid al Zayani, que “a situação no Golfo se tenha deteriorado drasticamente” e que a segurança do país insular “tenha sido comprometida”, uma conjuntura que “preocupa profundamente” Pequim.Wang indicou a Al Zayani que o enviado especial chinês visitará o Bahrein durante a viagem pela região, que já o levou no domingo a reunir-se com o ministro dos Negócios Estrangeiros saudita, Faisal bin Farhan, em Riade.O ministro dos Negócios Estrangeiros do Bahrein declarou que o país “sempre defendeu a paz” e “não deve ser afetado por ataques ilegais”, de acordo com o comunicado chinês.O ministro do Kuwait afirmou a Wang que o país “não faz parte” da guerra, embora “tenha sido afetado” pelas repercussões, e sublinhou que os Estados do Golfo “continuam empenhados na resolução de disputas através do diálogo”, embora “não renunciem ao seu direito legítimo à autodefesa”.Os diplomatas garantiram a Wang que continuarão a tomar medidas para garantir a segurança das instituições e cidadãos chinesas nos seus territórios, depois de o Irão ter respondido aos bombardeamentos por parte de Israel e dos Estados Unidos com ataques a países da região, entre os quais o Bahrein, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.A China, principal parceiro comercial de Teerão e maior comprador de petróleo, condenou repetidamente os ataques ao Irão por parte dos Estados Unidos e de Israel por “violarem a soberania” do país persa.As autoridades chinesas têm também defendido nos últimos dias a “manutenção da segurança das rotas marítimas”, tendo em conta que 45% do petróleo importado pela China chega através do Estreito de Ormuz.Lusa.O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, alegou que a guerra com o Irão começou porque o país estava a iniciar a construção de um novo local para o desenvolvimento de material para armas nucleares.Numa conferência de imprensa realizada na segunda-feira, Trump diz que o Irão tinha um novo local para desenvolver armas nucleares protegido por granito, para substituir as instalações bombardeadas no ano passado pelos EUA.“Mas estavam a começar a trabalhar noutro local, um local diferente, um tipo diferente de local — e esse estava protegido por granito”, disse Trump.O presidente acrescentou que o Irão queria utilizar a “ameaça crescente dos mísseis balísticos para tornar praticamente impossível impedi-los de obter uma arma nuclear”.Trump garantiu ainda que o Irão teria sido capaz de dominar o Médio Oriente se os EUA e Israel não tivessem lançado a atual campanha de ataques aéreos."Se eu não os atacasse primeiro, eles atacariam primeiro os nossos aliados. Acredito nisso com base em informações", disse o Presidente, antes de acrescentar: "Eles iriam tomar conta do Médio Oriente".O republicano disse aos jornalistas estava desapontado com a escolha de Mojtaba Khamenei como líder supremo do Irão, suceder ao pai, o 'ayatollah' Ali Khamenei, que foi morto em ataques dos EUA e de Israel.A escolha de Mojtaba Khamenei levaria a "mais do mesmo" para um país que Trump procura mudar, lamentou o chefe de Estado.Ainda assim, o Presidente disse que "não seria correto" dizer se o novo líder do Irão seria alvo de um ataque letal, como aconteceu com o pai, o 'ayatollah' Ali Khamenei.Trump disse que gostou da ideia de um líder interino, escolhido a partir de um grupo de candidatos locais, afirmando que este processo "funcionou bem" com a nova líder da Venezuela, Delcy Rodríguez, após a captura de Nicolás Maduro pelas forças norte-americanas."Acho que mostrámos isso até agora na Venezuela. Temos uma mulher, Delcy Rodríguez, que é muito respeitada e está a fazer um grande trabalho", disse o republicano.O presidente dos EUA elevou ainda as expectativas ao dizer que gostaria de um candidato no Irão que fosse "interno e eterno".Trump também falou por telefone na segunda-feira com o presidente russo, Vladimir Putin, para discutir a guerra e outros assuntos.O Kremlin avançou que os dois líderes tiveram uma conversa "franca e objetiva" que durou cerca de uma hora.Lusa.Irão dá sinal de reforço da linha dura, mas Trump diz que a guerra está a caminho do fim