Suécia e Finlândia mobilizam aviões de combate para missão de reconhecimento de aeronaves russas
Créditos: Swedish Air Force

Suécia e Finlândia mobilizam aviões de combate para missão de reconhecimento de aeronaves russas

A missão de alerta rápido dos dois países nórdicos identificou um destacamento russo composto por uma aeronave de transporte Tu-134 e caças MiG-31 e Su-30 "no espaço aéreo internacional sobre o Golfo da Finlândia".
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Aviões de combate suecos e finlandeses foram enviados de urgência na quinta-feira, 24 de setembro, em missão de reconhecimento de aeronaves russas sobre o Golfo da Finlândia, disseram esta sexta, 25, as autoridades militares de Helsínquia.

A missão de alerta rápido (QRA) dos dois países nórdicos identificou um destacamento russo composto por uma aeronave de transporte Tu-134 e caças MiG-31 e Su-30 "no espaço aéreo internacional sobre o Golfo da Finlândia", detalharam as forças finlandesas.

Segundo a Força Aérea, tratou-se da primeira "missão de identificação" operacional conjunta para as duas forças aéreas.

"O Mar Báltico nunca esteve tão vulnerável como hoje — mas também nunca esteve tão bem protegido como neste momento", escreveu o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, através das redes sociais, referindo-se à operação.

As tensões no Mar Báltico aumentaram significativamente nos últimos anos e os caças nórdicos são frequentemente enviados para intercetar aeronaves russas.

A 02 de setembro, as autoridades finlandesas anunciaram que estavam a investigar uma "possível violação territorial" após a descoberta de um drone naval encalhado numa ilha do arquipélago de Porvoo, no Golfo da Finlândia.

Após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, tanto a Suécia como a Finlândia abandonaram décadas de não alinhamento militar e aderiram à Aliança Atlântica.

Na quarta-feira, a Finlândia assinou um acordo com a Ucrânia, na sede da ONU em Nova Iorque, para reforçar a cooperação em drones e as respetivas capacidades de defesa.

A 14 de Setembro, Helsínquia decidiu aderir ao protocolo de dissuasão nuclear avançada proposto pela França.

A 07 de setembro, a Finlândia inaugurou uma vedação de 200 quilómetros, erguida em várias troços ao longo da fronteira com a Rússia, para dissuadir Moscovo de instrumentalizar os migrantes "de forma a desestabilizar" o país.

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