Pelo menos 16 pessoas morreram desde quarta-feira em sucessivas ondas de ataques lançadas pela Rússia contra a retaguarda ucraniana com 659 drones e 44 mísseis, segundo o Governo de Kiev.O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andriy Sibiga, condenou esta quinta-feira, 16 de abril, os ataques russos, classificando-os como terroristas e afirmando que foram dirigidos principalmente contra civis.Andriy Sibiga especificou que quatro das vítimas dos ataques russos das últimas horas encontravam-se em Kiev, oito em Odessa, três em Dnipro e uma em Zaporijia.. Entre a manhã de quarta e quinta-feira, a Rússia lançou quase 700 drones de longo alcance e mais de 44 mísseis de longo alcance contra a Ucrânia, segundo as autoridades de Kiev.Na mesma mensagem que difundiu através das redes sociais, Sibiga descreveu a última vaga de ataques russos com "crime de guerra" instando a comunidade internacional a agir imediatamente.Para o chefe da diplomacia ucraniana todas as medidas são necessárias para aumentar a pressão sobre a Rússia acrescentando que "é imoral, contraproducente e perigoso" adiar as sanções contra a Rússia ou os pacotes de ajuda para a Ucrânia".O ministro ucraniano pediu ainda para que mais países se juntem ao Tribunal Especial constituído pela Ucrânia — com o apoio da União Europeia — para julgar o presidente russo, Vladimir Putin, e outros líderes russos "não por abusos cometidos durante a guerra", mas pela própria decisão de iniciar e manter o conflito.Zelensky contra levantamento de sanções. Na sequência destes ataques maciços, o presidente ucraniano mostrou-se esta quinta-feira contra o levantamento de sanções internacionais à Federação Russa."Mais uma noite a provar que a Rússia não merece qualquer flexibilização da política global nem o levantamento das sanções", declarou nas redes sociais, já que os Estados Unidos da América tinham suspendido as sanções ao petróleo russo devido ao impacto nos preços do conflito do Médio Oriente.Para Zelensky, “não pode acontecer a normalização da Rússia no atual contexto” e “a pressão tem que surtir efeito, sendo importante cumprir todas as promessas de ajuda à Ucrânia", uma vez que “há numerosos compromissos por parte de aliados que foram anunciados, mas ainda não foram aplicados”."Instruí o comandante da Força Aérea a contactar os parceiros que se comprometeram a fornecer mísseis do sistema Patriot e outros", declarou Zelensky, insistindo que "a Rússia está a apostar na guerra e a resposta deve ser exatamente esta".Zelensky agradeceu a Alemanha, Noruega e Itália, países com os quais assinou novos acordos para apoiar as defesas ucranianas e adiantou estar a “trabalhar com os Países Baixos para obter fornecimentos adicionais ".