As autoridades suíças anunciaram esta sexta-feira (2 de janeiro) que entre os feridos da tragédia de Crans-Montana há uma cidadã portuguesa, sendo que o Ministério dos Negócios Estrangeiros já confirmou entretanto que há outra portuguesa desaparecida em resultado do incêndio no bar Le Constellation, na noite de passagem de ano.As autoridades suíças e portuguesas estão entretanto em colaboração direta.Em conferência de imprensa, Mathias Reynard, chefe do governo do cantão de Valais, revelou que entre os 119 feridos já identificados há 71 suíços, 14 franceses, 11 italianos, um sérvio, um bósnio, um belga, um polaco, um luxemburguês e um português. Metade destas vítimas foram levadas para o Hospital de Valais.O mesmo responsável diz que, até o momento, sabe-se que 40 pessoas morreram no incêndio, ao mesmo tempo que admite que as famílias passam por uma "espera insuportável" devido à demora da identificação dos corpos das vítimas mortais."Esta é uma tragédia para Valais. É também uma tragédia para a Suíça e para toda a Europa", afirmou.O chefe de polícia do cantão de Valais, Frederic Gisler, confirmou que a "tarefa mais importante" neste momento é identificar os mortos, tendo Pierre-Antoine Lengen, chefe da polícia criminal da região, dito que a efetuar esta difícil operação estão médicos legistas especializados, dentistas e policiais. "Impressões digitais, objetos, roupas e amostras de ADN estão a ser examinados", assumiu.Na mesma conferência de imprensa, Beatrice Pilloud, procuradora-geral do Valais, assumiu que o Ministério Público está "a fazer todos os esforços para determinar as circunstâncias deste trágico acontecimento", admitindo que o incêndio terá começado "com velas de faísca, também conhecidas como sinalizadores, que foram colocadas em cima de garrafas de champanhe".Pilloud confirma que esses sinalizadores "foram levados muito perto do teto", o que "levou ao chamado de flashover, com o fogo a espalhar-se muito rapidamente".A procuradora confirmou ainda que os dois proprietários do bar, o casal francês Jacques e Jessica Moretti, já foram interrogados pelas autoridades.Stephane Ganzer, chefe de segurança de Valais, garante que não foram recebidas denúncias relativas a alguns problemas de segurança do bar e deixou a certeza de que, ao contrário de alguns relatos, o estabelecimento tinha mais de uma saída de emergência. "Aparentemente, a maioria das pessoas tentou sair pela entrada principal, pois devido ao pânico não conseguiram encontrar as saídas de emergência", sublinhou.No incêndio no bar Le Constellation, em Crans-Montana, na noite de Ano Novo, morreram 40 pessoas. Só a identidade de um é conhecida, trata-se de um jovem de 16 anos, Emanuele Galeppini, que era uma das grandes esperanças do golfe mundial..Tudo o que se sabe sobre a tragédia na Suíça. Jovem promessa do golfe é a primeira vítima mortal confirmada.“Momento de alegria transformou-se em tragédia”: pelo menos 40 mortos em Crans-Montana