Starmer defende aproximação do Reino Unido à Europa devido ao pouco confiável EUA
O ex-primeiro-ministro inglês, Keir Starmer, defende uma aproximação do Reino Unido aos países europeus, devido à política pouco confiável dos EUA. Também considerou que a Rússia representa uma ameaça para a Europa.
“Uma Europa mais forte é vital e o Reino Unido deve estar no centro disso”, disse Keir Starmer, sexta-feira, na Câmara de Comércio Britânica-Irlandesa, escreve o jornal inglês The Guardian.
Na sua primeira intervenção pública desde que deixou o número 10 de Downing Street, Starmer afirmou que a mudança nas relações com Washington durante a presidência de Donald Trump provavelmente não serão revertidas, mesmo após a sua saída do Salão Oval.
Na sua opinião, “A Europa foi apanhada de surpresa duas vezes, e falhou em antecipar e preparar-se para eventos previsíveis”.
“Primeiro, quando o ataque da Rússia à Ucrânia expôs as antigas fragilidades europeias em matéria de defesa e segurança, e segundo, quando o Presidente Trump deixou claro, de uma vez por todas, que os EUA não irão mais financiar a nossa segurança europeia. Temos de recuperar o atraso”, disse.
E acrescentou: "Vou repetir aqui o que já disse aos líderes europeus. Trata-se de responder a uma mudança permanente no mundo, não a uma aberração da presidência de Trump. O mundo não voltará a ser como eram antes."
“Isso não significa que a relação com os EUA tenha perdido a importância. Pelo contrário, a aliança militar, de segurança e de inteligência é muito forte. Mas significa permitir que a Europa assuma muito mais responsabilidade pela sua própria defesa e segurança.”
Há um consenso crescente na esquerda britânica que uma aproximação maior à Europa é essencial para garantir a segurança económica e militar. O atual primeiro-ministro inglês, Andy Burnham, já disse que pretendia estreitar os laços com a União Europeia.

