Sánchez convoca Conselho de Segurança Nacional 26 dias depois da crise migratória em Ceuta
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, convocou para esta terça-feira (25 de agosto) uma reunião do Conselho de Segurança Nacional, onde deverá declarar a crise migratória em Ceuta como “situação de interesse para a Segurança Nacional” e criar um comando único para coordenar a resposta.
O encontro realiza-se 26 dias depois de pelo menos 72 mil pessoas terem entrado ilegalmente na cidade autónoma espanhola.
A declaração de "situação de interesse para a Segurança Nacional" em Ceuta e a criação do comando único foi anunciada pelo vice-primeiro-ministro e ministro da Economia, Carlos Cuerpo, após uma reunião com o presidente da cidade autónoma, Juan Jesús Vivas.
O comando único para responder à crise e centralizar os meios do governo, algo que Vivas pedia desde o início e que o governo resistia dizendo que os mecanismos existentes eram suficientes, será dirigido pelo ministro da Política Territorial, Ángel Víctor Torres.
Quanto à reunião do Conselho de Segurança Nacional, a notícia foi avançada pelo El País. O encontro será às 8h30 locais (7h30 em Lisboa) e vai decorrer antes do Conselho de Ministros (o primeiro desde as férias de verão).
Sánchez esteve em Ceuta a 31 de julho, antes de seguir para as férias com a família em La Mareta, na ilha de Lanzarote. Ao longo destas três semanas, reuniu por duas vezes por videoconferência (a 7 e 17 de agosto) com alguns ministros para coordenar a resposta à crise.
O primeiro-ministro regressou oficialmente esta segunda-feira (24 de agosto) ao trabalho.
A maioria dos 72 mil migrantes (o número oficial dado pelo governo, apesar de as autoridades locais falarem em 80 mil) regressou quase de imediato a Marrocos. Mas outros milhares, incluindo pelo menos 2500 menores não-acompanhados, continuam no enclave espanhol.

