Milhares de pessoas cruzaram esta quinta-feira (30 de julho) ilegalmente, a nado, a fronteira entre Marrocos e Ceuta, com outros milhares a aguardar a sua vez para fazer o mesmo. A Guardia Civil espanhola parece incapaz de lidar com esta vaga de migração, procurando apenas ajudar os feridos, segundo a imprensa espanhola. O presidente regional de Ceuta, Jesús Vivas, descreveu a situação como uma "emergência humanitária e social absoluta" e exigiu que o executivo espanhol acionasse o "estado de emergência nacional"O ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, viaja esta sexta-feira (31 de julho) para a cidade autónoma para analisar a situação. Nos últimos dez dias entraram ilegalmente entre 1500 e 2000 pessoas. .“O Governo espanhol está totalmente empenhado em dar uma resposta imediata à situação em Ceuta. Estamos a mobilizar todos os recursos necessários, a trabalhar com as autoridades marroquinas e internacionais e a preparar as medidas necessárias para repor a normalidade o mais rapidamente possível”, escreveu o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez. Espanha também disse que há acordo com Marrocos para “agilizar os trâmites” para deportar os ilegais. .O líder da oposição, Alberto Núñez Feijóo, falou numa “situação crítica” causada pela “avalanche” de migrantes, lamentando que o governo não reconheça o “grave problema de segurança nacional”. Já o líder do Vox, Santiago Abascal, falou numa “invasão”, considerando que Sánchez “é o seu principal instigador e responsável por todas as suas consequências”. .Migrações: Pelo menos 54 crianças e cerca de 30 adultos nadaram de Marrocos até ao enclave espanhol de Ceuta