O Mnistério dos Negócios Estrangeiros confirmou a morte de um cidadão português nos sismos na Venezuela..O primeiro-ministro, Luís Montenegro, confirmou há instantes a informação já antes avançada por Paulo Rangel de que Portugal vai enviar para a Venezuela uma equipa de proteção civil de emergência de 50 elementos.Numa publicação nas redes sociais, Montenegro afirmou que contactou Delcy Rodrigues para manifestar a "solidariedade dos portugueses para com o povo e o Governo da Venezuela" e mostrando disponibilidade para ajudar."Pusemos desde já à disposição imediata uma equipa de proteção civil de emergência de 50 elementos, o que a Presidente Delcy Rodriguez prontamente agradeceu e aceitou", escreveu.Além disso, Portugal participará no apoio conjunto da União Europeia, através do Mecanismo Europeu de Proteção Civil..Segundo adiantara o Ministro dos Negócios Estrangeiros, entre os operacionais que compõem a equipa estão 27 elementos da Unidade de Emergência, Proteção e Socorro da GNR, membros da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, dois médicos, dois enfermeiros, dois tripulantes de ambulâncias e "provavelmente alguns meios em termos de ajuda humanitária"..Segundo o Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) mais de 100 edifícios colapsaram em La Guaira, um pequeno estado costeiro a norte de Caracas, o mais atingido pelos sismos.“Embora a dimensão das vítimas e das necessidades humanitárias ainda não seja clara, é evidente que os danos foram severos. O estado de La Guaira, onde se encontra o principal aeroporto, foi declarado zona de catástrofe. Os primeiros relatos indicam que o número de vítimas pode ser significativo e que novos tremores de terra são possíveis”, diz o organismo citado pleo jornal britânico The Guardian.."Estamos totalmente mobilizados para apoiar o povo da Venezuela na sequência dos sismos mortíferos e devastadores que atingiram o país" na quarta-feira, assegurou Tom Fletcher, subsecretário-geral da ONU para os Assuntos Humanitários e coordenador de Emergências.O responsável das Nações Unidas diz estar "em contacto constante" com a equipa da ONU em Caracas e com as autoridades venezuelanas "para identificar as prioridades". "Os próximos dias exigirão um esforço coletivo massivo para apoiar a resposta liderada pelo Governo e ajudar as comunidades", considerou.Em comunicado, Tom Fletcher informou que o Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) "está a coordenar o destacamento rápido de Equipas de Busca e Salvamento Urbano de toda a comunidade internacional através do Grupo Consultivo Internacional de Busca e Salvamento". "Estou a enviar uma equipa de resposta rápida para reforçar a equipa do OCHA no país", avançou..O ministro dos Negócios Estrangeiros adiantou que Portugal vai enviar para a Venezuela uma equipa de 53 operacionais."Temos em prontidão, já desde o início da manhã, um corpo que terá 50 pessoas, talvez 53, todas com experiência nesta área" para apoiar as autoridades venezuelanas nas operações de busca e salvamento, disse Paulo Rangel à CNN Portugal.Entre os operacionais estão 27 elementos da Unidade de Emergência, Proteção e Socorro da GNR, membros da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, dois médicos, dois enfermeiros, dois tripulantes de ambulâncias e "provavelmente alguns meios em termos de ajuda humanitária", detalhou o ministro. "Penso que, sinceramente, falando com o ministro da Administração Interna, com a disponibilidade também do Ministério da Defesa, provavelmente nós teremos que ter depois segundas vagas de ajuda. Neste momento é preciso concentrarmo-nos no salvamento", disse Rangel, realçando que, neste tipo de catástrofes, "as primeiras 48 horas são absolutamente decisivas". Paulo Rangel informou ainda que já foi acionado o Mecanismo Europeu de Proteção Civil. .O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, reafirmou "o enorme pesar do Governo" pela situação "verdadeiramente trágica pela situação que se está a viver na Venezuela" e informou que cinco portugueses estarão desaparecidos. "Os principais contactos que temos tido são mais no sentido de não conseguirem fazer comunicações com familiares ou com amigos do que propriamente, para já, de desaparecimento ou de risco de ter acontecido alguma coisa", esclareceu Paulo Rangel em declarações à CNN Portugal. Afirmou que "há muitas pessoas incontactáveis", mas que isso não significa que "estejam numa situação de risco de vida ou que sejam já vítimas". "Significa que quer os telefones quer a internet estão em baixo em muitas zonas e, portanto, as pessoas não conseguem contactar-se", disse. "Sabemos que haverá uma família de quatro pessoas em La Guaira que estará mesmo desaparecida, portanto, poderá estar debaixo de escombros. E haverá uma portuguesa na zona de Caracas", informou.O governante admitiu que, "infelizmente", podemos ter "algumas más notícias" à medida que as horas passam, "porque a projeção dos especialistas é que podemos chegar aos milhares de mortos. "E, se for assim, a probabilidade de haver pessoas com ligação a Portugal é maior", afirmou. .Sismos na Venezuela. Governo tem informações de que haverá pelo menos cinco portugueses desaparecidos.Equipas especializadas de socorro coordenadas pela ONU estão a caminho da Venezuela para participar nas operações de busca de pessoas desaparecidas, possivelmente soterradas nos escombros, após os dois sismos que atingiram o país, anunciou a presidente interina venezuelana.“[Os socorristas] já estão a caminho do nosso país para participar nestes esforços”, declarou Delcy Rodríguez numa intervenção transmitida pela televisão.A presidente interina da Venezuela acrescentou ter falado com vários líderes estrangeiros e com um representante das Nações Unidas (ONU) na Venezuela..O secretário de Estado norte-americano afirmou que os Estado Unidos vão disponibilizar à Venezuela uma "resposta governamental abrangente", depois do país ter sido atingido, na quarta-feira, por dois sismos de magnitude superior a 7 na escala de Richter. A ajuda dos EUA "será grande, rápida e eficaz", prometeu Marco Rubio, citado pela CNN. "Já estamos a enviar equipas de busca e salvamento do condado de Fairfax, na Virgínia, e de Los Angeles. Outras equipas serão adicionadas", acrescentou Rubio aos jornalistas durante uma visita ao Bahrain. Adiantou que a "necessidade mais imediata" das autoridades venezuelanas está relacionada com os "esforços de busca e salvamento"."Precisam de busca e salvamento imediatamente. É preciso tirar as pessoas dos escombros em 48 horas, ou não sobreviverão”, disse Rubio, realçando que o presidente dos EUA, Donald Trump, "assumiu um compromisso total em ajudar a Venezuela". "Penso que a Venezuela sairá mais forte disto, apesar da tragédia que enfrenta agora", afirmou. .A Missão Internacional Independente da ONU para a Venezuela insta o governo venezuelano a desbloquear o acesso às redes sociais e aos meios de comunicação social, considerando que o acesso da população à informação será "uma questão de vida ou morte"."É vital que a CONATEL, a agência reguladora de telecomunicações do país, desbloqueie totalmente o acesso às redes sociais e a todos os meios de comunicação", lê-se no comunicado da Missão Internacional Independente da ONU para a Venezuela."Nas próximas horas e dias, o acesso à informação será uma questão de vida ou de morte. Não há justificação para não o fazer imediatamente", reforça a ONU.A missão das Nações Unidas solidariza-se "com todos os venezuelanos neste momento difícil". "Para um país que já enfrenta enormes desafios, este é um golpe devastador", lamentou."É crucial que um compromisso pleno com os direitos humanos oriente todos os aspetos da resposta nacional e internacional a esta imensa tragédia", apelam as Nações Unidas..A União Europeia fez saber que ativou o sistema de localização por satélite Copernicus para ajudar as operações das autoridades venezuelanas."Estamos a acompanhar a situação com a nossa equipa no terreno e os nossos parceiros no local. Os parceiros financiados pela UE já estão a prestar ajuda no terreno, o Copernicus foi ativado e estamos prontos para intensificar a assistência", assegurou Hadja Lahbib, comissária europeia para a Igualdade, Preparação e Gestão de Crises, na rede social X, onde expressou "condolências às vítimas do terramoto na Venezuela".De acordo com a UE, os dados do Copernicus “podem apoiar a preparação e a prevenção, fornecendo dados que ajudam a identificar riscos e evitar a perda de vidas e danos”..O chefe de Estado de França, Emmanuel Macron, falou com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, após o "devastador terramoto que atingiu Caracas e várias outras regiões do país" e anunciou o envio de socorristas franceses. "A França está pronta, juntamente com os seus parceiros europeus, para prestar assistência às populações afetadas, em resposta às necessidades expressas pelas autoridades venezuelanas. Uma equipa de 85 socorristas franceses especializados em busca e salvamento será enviada de imediato", informou através de uma mensagem nas redes sociais.A Delcy Rodríguez, Macron manifestou "a solidariedade da França para com o povo venezuelano"..Novo balanço do duplo sismo na Venezuela: 164 mortos e 971 feridos.Num novo balanço feito esta quinta-feira, 25 de junho, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse que os dois sismos de magnitude 7,2 e 7,5 na escala de Richter, que atingiram na quarta-feira (24) a região central do país, causaram pelo menos 164 mortos e 971 feridos. Antes tinha referido que os dados provisórios apontavam para pelo menos 32 mortos e mais de 700 feridos. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estima, no entanto, com base em modelos informáticos, entre 10 mil e 100 mil mortes.A chefe de Estado disse que La Guaira terá sido a região mais afetada e declarou o estado, situado no norte do país sul-americano, perto da capital, como uma "zona de desastre"."Podemos dizer que o estado de La Guaira enfrenta uma verdadeira tragédia e tornou-se uma zona de catástrofe", enfatizou.Rodríguez admitiu, num primeiro balanço, que eram esperadas mais vítimas mortais, à medida que decorrem os esforços de resgate e salvamento, após os dois sismos de magnitude superior a 7 na escala de Richter, com apenas 39 segundos de intervalo.Os dois abalos foram registados na Venezuela pelas 18h00 de quarta-feira (23h00 em Lisboa).O USGS, que monitoriza a atividade sísmica em todo o mundo, calculou uma probabilidade de 42% de que o número de mortos se situe entre as 10 mil e as 100 mil vítimas mortais; a possibilidade de 33% de entre mil e 10 mil mortes e uma hipótese que indica 17% de mais de 100 mil mortes. Para realizar as estimativas, o USGS tem em conta variáveis como a densidade populacional local e as características dos edifícios."Em geral, a população desta região vive em edifícios vulneráveis a sismos, embora também existam estruturas resistentes a sismos. Os tipos mais comuns de edifícios vulneráveis são estruturas de tijolo, alvenaria não reforçada e de blocos de adobe", destacou a agência.O USGS estimou ainda as perdas económicas resultantes dos sismos, calculando — com base nos dados atuais — que podem variar entre 1% a 7% do Produto Interno Bruto (PIB) da Venezuela.De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o primeiro sismo, de magnitude 7,2, atingiu a costa da Venezuela a oeste de Morón, a cerca de 168 quilómetros de Caracas, com uma profundidade de 22 quilómetros, noticia a Associated Press (AP).Menos de um minuto depois, USGS registou um sismo de magnitude 7,5. Este segundo abalo teve uma profundidade de 10 quilómetros e epicentro a 16 quilómetros a sudoeste de Morón.Foram depois registadas cerca de 20 réplicas, ainda segundo o USGS, que descreveu a situação como "uma catástrofe que se espera ser de magnitude considerável".O sismo de magnitude 7,5 que atingiu a Venezuela foi o mais forte registado no país em mais de um século, indicam os dados avançados esta quinta-feira pelo USGS. Um terramoto de magnitude estimada em 7,7 na costa do país, a nordeste de Caracas, foi registado a 29 de outubro de 1900, tendo causado "danos consideráveis", lembrou o Serviço Geológico dos EUA. .Corrida contra o tempo para salvar pessoas.Centenas de funcionários de equipas de salvamento, agentes da polícia e unidades caninas estão a realizar trabalhos de busca e resgate de pessoas afetadas pelos dois sismos que afetaram a Venezuela.Segundo as autoridades locais os sismos de quarta-feira provocaram o colapso total de pelo menos cinco edifícios em Caracas, quatro deles no leste, e outro nas proximidades do centro da capital.Em Chacao, no leste de Caracas, um município onde reside um importante número de portugueses, o presidente da Câmara Municipal, Gustavo Duque, confirmou aos jornalistas que “quatro edifícios ruíram e outros seis apresentam danos consideráveis nas estruturas” nas urbanizações de Los Palos Grandes, Altamira e Bello Campo.“Temos mais de 500 funcionários a realizar os trabalhos de resgate nas quatro estruturas que ruíram neste município”, disse Iván Duque precisando que ruíram os edifícios Petúnia, Don Pepe, Altamira Village Hotel & Suite e um outro localizado em Bello Campo.Segundo Iván Duque, “de momento foram resgatadas, com vida, 18 pessoas”.Em vários setores do município, por questões de segurança foi restringido o acesso aos jornalistas e a residentes, em particular nas proximidades de edifícios com danos nas estruturas.Por outro lado, ruiu o edifício Marován em San Bernardino, no centro de Caracas, localidade onde vários imóveis teriam sofrido danos importantes.Ainda em Caracas, em Las Delícias, caiu parte da cerâmica das paredes de La Rosita, uma conhecida padaria portuguesa. Mesmo em frente, caíram as paredes de um apartamento, deixando visível o seu interior, num edifício em que uma grande greta levanta questionamentos sobre a segurança dos residentes.Declarado estado de emergência nacional.Os dois sismos levaram milhares de pessoas para as ruas da cidade de Caracas, onde várias zonas ficaram às escuras, sem sinal de Internet, com dificuldades nas ligações telefónicas, tendo a operadora de telefonia celular Movistar ficado temporariamente sem serviço.Numa mensagem televisiva ao país a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou o estado de emergência nacional e pediu aos médicos, enfermeiras e trabalhadores da área de saúde que acudam aos seus sítios de trabalho para atender emergências.Por outro lado, anunciou o encerramento do Aeroporto Internacional Simón Bolívar de Maiquetía, o principal do país, que serve a capital, devido a “graves danos na sua infraestrutura” e suspendeu as aulas nas escolas do país.Os sismos que foram sentidos em todos os estados da Venezuela, em particular no Distrito Capital, La Guaira, Miranda, Falcón, Arágua, Carabobo, Mérida e Nova Esparta.Entretanto, várias regiões de Caracas, já recuperaram o abastecimento elétrico, o serviço de Internet e as comunicações telefónicas, sendo visível nas ruas um inusitado número de viaturas que a população tirou dos estacionamentos..Presidente da República manifesta "profunda consternação" e acompanha a situação.O Presidente da República português manifestou "profunda consternação" perante os fortes sismos que atingiram a Venezuela. Numa nota divulgada no site da Presidência da República, António José Seguro diz que "acompanha, com preocupação, os desenvolvimentos da situação"."Neste momento ainda de incerteza, dirige ao povo venezuelano, aos portugueses aí residentes e às autoridades da República da Venezuela uma mensagem de solidariedade e esperança", lê-se na nota..Governo português em contacto com as autoridades na Venezuela e disponível para enviar ajuda humanitária.Através do Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Governo Português expressou "profunda solidariedade a todo o povo venezuelano e, em especial, à comunidade portuguesa e luso-descendente" na sequência dos sismos de quarta-feira."O Governo está, desde o primeiro minuto, em contacto com as nossas missões diplomática e consulares, bem como com as estruturas da nossas comunidade e com as autoridades nacionais e locais", lê-se na mensagem do ministério tutelado por Paulo Rangel. "Para lá da expressão de solidariedade às famílias enlutadas, aos feridos e a todos os afetados, o Governo mostrou disponibilidade para envio de ajuda de emergência e humanitária em coordenação com as autoridades da Venezuela", refere ainda o Ministério dos Negócios Estrangeiros na mensagem publicada nas redes sociais..Mais tarde, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, reforçou que o Governo "está a acompanhar a situação de perto e está pronto para enviar ajuda de emergência e humanitária"."A impressionante força dos sismos que afetaram a Venezuela une-nos a todos em volta de um país a que muitos portugueses chamam casa", escreveu o chefe do Executivo nas redes sociais. "À Venezuela e aos venezuelanos, aos portugueses e aos lusodescendentes deixo uma palavra de firme apoio e de total solidariedade", lê-se. .Secretário de Estado diz que para já não tem informação de portugueses entre as vítimas.O secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, afirmou que para já não há indicação de portugueses entre as vítimas dos sismos registados na Venezuela, adiantando que o Governo está a acompanhar a situação.“Para já não. Temos feito múltiplos contactos. Temos todos os nossos serviços no terreno, embaixada e consulados e até com pessoas que conheço do movimento associativo e até ao momento não temos conhecimento de vítimas portuguesas”, disse à agência Lusa Emídio Sousa.O Secretário de Estado das Comunidades indicou que a situação está difícil, com derrocadas de alguns edifícios.“É possível que haja [vítimas portuguesas], mas para já não temos nenhuma informação de vítimas portuguesas”, salientou..Consulados portugueses disponibilizam números telefónicos para emergências.Os consulados-gerais de Portugal nas cidades venezuelanas de Caracas e Valência, disponibilizaram números telefónicos para que os portugueses informem sobre situações de emergência, na sequência dos dois sismos que afetaram quarta-feira a Venezuela.“O consulado-geral de Portugal em Caracas está a acompanhar a situação e atento a qualquer emergência”, explica um aviso divulgado nas redes sociais das reapresentações portuguesas.Os contactos para comunicar situações urgentes são o número +58 414-466.53.50 e o e-mail cgcaracas@mnet.pt para a região de Caracas e o número +58 412-040.55.65 e o correio eletrónico valencia@mne.pt para a área de Valência..Madeira acompanha evolução da situação na Venezuela após sismos.O presidente do Governo Regional da Madeira manifestou profunda solidariedade para com o povo venezuelano após os dois sismos registados na quarta-feira na Venezuela, onde vive uma grande comunidade madeirense, sublinhando estar a acompanhar a situação.“Perante os dois fortes sismos que atingiram a Venezuela nas últimas horas, causando elevados danos materiais e afetando inúmeras famílias, o Governo Regional da Madeira manifesta a sua mais profunda solidariedade para com o povo venezuelano, em particular com as comunidades mais atingidas por esta tragédia”, refere Miguel Albuquerque em comunicado.Na nota, Miguel Albuquerque indica que a Região Autónoma da Madeira está a acompanhar “com grande preocupação a evolução da situação e expressa sentidas condolências às famílias das vítimas, bem como votos de rápida recuperação para todos os feridos e desalojados”.O presidente do Governo Regional lembra que a Madeira tem laços históricos, culturais e humanos com a Venezuela, onde reside uma vasta comunidade de origem madeirense.“Por isso, este acontecimento é sentido de forma particularmente próxima pelo povo madeirense”, é sublinhado na nota.“Neste momento de dor e incerteza, dirigimos uma palavra de coragem às autoridades venezuelanas, às equipas de proteção civil, aos profissionais de saúde, aos voluntários e a todos aqueles que se encontram empenhados no apoio às populações afetadas”, é referido no comunicado.O presidente do Governo Regional da Madeira diz ainda esperar que a “solidariedade, a união e a determinação do povo venezuelano permitam ultrapassar esta difícil provação, com o apoio da comunidade internacional e de todos os que se associam a este sentimento de fraternidade”. .Secretário-geral do PS manifesta "profundo pesar" pelas vítimas. Chega, IL e Livre expressam solidariedade.O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, manifestou profundo pesar pelas vítimas dos dois sismos registados na quarta-feira na Venezuela e expressou solidariedade com todas as pessoas afetadas.“Manifesto o meu profundo pesar pelas vítimas dos sismos que se fizeram sentir na Venezuela e expressamos a nossa solidariedade para com todas as pessoas afetadas por esta tragédia”, disse o líder socialista numa mensagem enviada à agência Lusa.O secretário-geral do PS dirigiu uma “palavra especial de solidariedade à comunidade portuguesa residente no país, a quem deve ser garantida todo o apoio necessário”.José Luís Carneiro, que já foi secretário de Estado das Comunidades e esteve recentemente no país, transmitiu também as condolências às famílias das vítimas, desejando uma rápida recuperação aos feridos.Nas redes sociais, o presidente do Chega, André Ventura, indicou que é "com profunda tristeza e preocupação" que tem acompanhado a "tragédia que se abateu sobre a Venezuela". "Quero expressar a minha solidariedade e deixar uma palavra de força a todas as vítimas, em especial à nossa comunidade portuguesa aí residente", lê-se na mensagem..Também a Iniciativa Liberal (IL) expressou "total solidariedade com a comunidade luso-venezuelana nesta hora difícil".O partido liderado por Mariana Leitão "apela ao governo português que promova todos os esforços para uma ajuda rápida"..Isabel Mendes Lopes, co-porta-voz do Livre, afirmou estar "de coração apertado com as notícias que nos chegam da Venezuela". Expressou "toda a solidariedade para com o povo venezuelano e a comunidade portuguesa na Venezuela". "A comunidade internacional, incluindo a UE e Portugal, tem de mobilizar toda ajuda para que vidas possam ser salvas", destacou na mensagem publicada na rede social X..EUA prometem enviar equipas de busca e ajuda médica e humanitária para Venezuela.O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que Washington irá “enviar imediatamente equipas de busca e salvamento, recursos médicos e assistência humanitária para a Venezuela”.Numa mensagem publicada nas redes sociais, o secretário de Estado norte-americano acrescentou que "os Estados Unidos estão ao lado do povo venezuelano nestes tempos difíceis"..A garantia de Marco Rubio surgiu horas depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado que o país estava pronto para enviar ajuda à Venezuela, acrescentando que os primeiros relatos sobre as consequências "não são bons"."Os dois grandes sismos que acabaram de atingir o nobre povo da Venezuela são de uma enorme magnitude e deixaram um número devastador de mortos. Os Estados Unidos estão prontos, dispostos e aptos a ajudar!", disse Trump, numa mensagem na rede social que detém, a Truth Social."Instruí todas as agências do nosso Governo a prepararem-se e a agirem rapidamente. Estaremos lá para os nossos grandes novos amigos. Os primeiros relatos não são bons!", concluiu Trump..Itália vai pedir à UE ativação de mecanismo de ajuda à Venezuela.O Governo de Itália anunciou que que vai pedir à União Europeia a ativação do Mecanismo de Proteção Civil para coordenar e financiar os esforços de resposta a emergências na Venezuela.O ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Antonio Tajani, disse através de uma mensagem nas redes sociais que está a acompanhar de perto a situação após os violentos terramotos que atingiram a Venezuela na quarta-feira.O chefe da diplomacia do Governo de Roma frisou que, embora a avaliação dos danos e das vítimas causados pelo sismo ainda esteja em curso, a Itália está pronta para prestar apoio e que vai pedir à União Europeia a ativação do Mecanismo de Proteção Civil..Von der Leyen manifesta solidariedade da UE.A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, manifestou solidariedade da União Europeia (UE) com a Venezuela.“Manifestamos a nossa solidariedade para com todos os venezuelanos na sequência dos devastadores terramotos da noite passada”, escreveu a líder do executivo comunitário, numa publicação na rede social X.“Os meus pensamentos vão especialmente para as vítimas e os seus familiares. Estamos convosco”, adiantou Ursula von der Leyen..Dirigentes da oposição venezuelana apelam à ajuda internacional.Os dirigentes da oposição venezuelana Maria Corina Machado e Edmundo González pediram apoio à comunidade internacional, depois dos dois sismos que abalaram a Venezuela.Numa mensagem difundida através das redes sociais, Corina Machado, que vive no exílio, apelou à solidariedade e à mobilização da comunidade internacional.Na mesma mensagem, a dirigente da oposição e Prémio Nobel da Paz transmitiu "força e fé"" aos "milhares de venezuelanos que estão nas ruas de Caracas, Vargas, Aragua, Carabobo, Yaracuy e Lara", entre outros estados da Venezuela.Corina Machado pediu ainda à população para se manter "muito atenta" às redes sociais para que a "comunidade internacional" saiba como canalizar o apoio da forma mais eficaz". .Edmundo González — candidato na eleição presidencial de 2024 — disse que, neste momento, há "pouca informação sobre as consequências dos sismos" mas que a Venezuela vai precisar de apoio internacional.Para o dirigente da oposição, o país vai precisar de ajuda porque, disse, o próprio Estado venezuelano abandonou a população.González criticou a falta de informação por parte das autoridades."O que se sabe vem graças aos jornalistas que estão no local, usando os próprios telefones e dados móveis, impulsionados pela determinação de relatar o que estão a ver", disse..Detido nos EUA, Maduro envia mensagem de solidariedade ao povo venezuelano.O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, enviou esta quinta-feira (25) uma mensagem de solidariedade ao povo venezuelano, após dois sismos de magnitude superior a 7,0 na escala de Richter.Apesar de estar detido nos Estados Unidos desde a sua captura em 3 de janeiro, durante uma operação militar norte-americana, Maduro pediu "unidade nacional, serenidade e amor" neste "momento difícil", numa mensagem publicada nas redes sociais."Amado povo da Venezuela: Perante o poderoso terramoto que atingiu a nossa pátria, Cilia (Flores) e eu elevamos as nossas orações por cada família afetada, pelos feridos, por aqueles que estão a sofrer e por todo o nosso povo", disse Maduro, referindo-se à sua mulher, que também está presa nos Estados Unidos."Hoje, só há uma palavra: máxima união, máxima solidariedade e máxima ação. Que ninguém fique sozinho, que cada comunidade cuide das suas crianças, dos seus avós, dos seus doentes, e que todos apoiemos o trabalho das equipas de socorro", afirmou Maduro, que esteve à frente da Venezuela de 2013 até 2026, quando foi levado do país por tropas especiais norte-americanas.O presidente venezuelano enfatizou a importância de "ajudar, proteger, partilhar, reconstruir e recomeçar"."A Venezuela enfrentou grandes provações e sairemos desta também mais fortes, com fé, disciplina e solidariedade. Os nossos corações e as nossas orações estão convosco. Que Deus abençoe e proteja a Venezuela!", concluiu o presidente venezuelano..Líderes latino-americanos oferecem ajuda à Venezuela.Líderes de vários países da América Latina anunciaram disponibilidade para enviar ajuda humanitária para a Venezuela.A presidente do México, Claudia Sheinbaum, manifestou a sua "solidariedade com o povo da Venezuela" e confirmou que o Ministério dos Negócios Estrangeiros já está em contacto com Caracas."Já instruí a preparação da ajuda necessária. Para já, solicitaram apoio junto de equipas de socorro e médicas especializadas", afirmou Sheinbaum, antes de sublinhar que "o México está sempre e estará sempre solidário".O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, manifestou a sua "profunda preocupação e consternação" com os sismos e revelou que ordenou uma "avaliação" da situação e "das medidas de assistência que o Brasil pode adotar".“Reafirmo a nossa determinação em apoiar o Governo da Presidente Delcy Rodríguez na recuperação das áreas afetadas desta nação irmã, cujo povo demonstrou grande resiliência perante a adversidade”, enfatizou Lula da Silva.. Da mesma forma, o presidente equatoriano, Daniel Noboa, transmitiu a sua “solidariedade” ao “povo irmão da Venezuela” e confirmou que providenciou “o envio imediato de ajuda humanitária para fazer face a esta emergência”.“O Equador responderá com a rapidez e o empenho que este momento exige porque, apesar das enormes diferenças, a humanidade deve sempre orientar as ações de um líder”, destacou Noboa nas redes sociais. . A presidência da Argentina expressou a sua “mais profunda solidariedade para com o povo venezuelano” após os sismos.“A Argentina está a acompanhar de perto a evolução da situação e manifesta a sua disponibilidade para colaborar com qualquer assistência humanitária que seja necessária, em coordenação com as organizações internacionais competentes”, referiu o Governo argentino.“Independentemente de quaisquer diferenças que possam existir entre os nossos governos, o presidente Javier Milei estende a sua mão de solidariedade ao povo venezuelano perante um desastre natural que exige uma resposta de toda a comunidade internacional”, afirmou num comunicado assinado pelo próprio Presidente argentino.Por sua vez, o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, indicou que as autoridades ofereceram ajuda à Venezuela e sublinhou que “300 socorristas e paramédicos, juntamente com 50 toneladas de equipamento, medicamentos e mantimentos essenciais, estão prontos para partir para Caracas”.O presidente do Chile, José Antonio Kast, também se juntou ao grupo, manifestando o seu apoio e demonstrando a sua solidariedade para com o povo venezuelano.“Estamos à disposição do vosso governo para coordenar a entrega de ajuda humanitária e colaborar com as equipas de resgate para lidar com a emergência do sismo. O Chile e a Venezuela estão unidos no enfrentamento desta tragédia”, enfatizou Kast.Da mesma forma, o presidente da República Dominicana, Luis Abinader, confirmou ter conversado com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, para expressar a sua "mais profunda solidariedade face à tragédia provocada pelo devastador terramoto"."(…) Equipas especializadas de busca, salvamento e resposta a emergências das nossas Forças Armadas partirão para a Venezuela para apoiar os esforços que estão a ser realizados pelas autoridades venezuelanas", disse. "Os nossos pensamentos estão com as famílias das vítimas, os feridos e todo o povo venezuelano nestes momentos difíceis", acrescentou Abinader.Já o presidente do Panamá, José Raúl Mulino, transmitiu a sua "maior solidariedade e apoio" à Venezuela "pelo terramoto e pelas suas consequências"."O Panamá, mais uma vez, oferece a sua ajuda humanitária às nossas nações irmãs", afirmou numa breve mensagem nas redes sociais.A presidente da Costa Rica, Laura Fernández, realçou que o país centro-americano "abraça o povo venezuelano de todo o coração nestas horas de luto após os sismos que abalaram o país"."A nossa solidariedade está com todas as famílias afetadas e com aqueles que estão hoje a trabalhar para salvar vidas e reconstruir a esperança. Não estão sozinhos", concluiu Fernández..Forte sismo de magnitude 7,1 atinge a costa da Venezuela e gera alerta de tsunami nas Caraíbas