Sindicatos e movimentos sociais ligados aos protestos em França anunciaram este domingo a convocação de novas manifestações, procurando manter a pressão sobre o governo e o presidente Emmanuel Macron. Um anúncio feito um dia depois de atos realizados em todo o país no sábado - o Ministério do Interior disse que 410 mil pessoas participaram nas marchas, que foram acompanhadas por 70 mil polícias. Cerca de 1300 pessoas foram detidas.“Enquanto a raiva persistir, continuaremos a expressá-la de forma cada vez mais alta e contundente, na tentativa de a transformar em medidas concretas, o que, até agora, não aconteceu”, declarou Cédric Caubère, secretário-geral da confederação sindical UD CGT31. “Estamos a caminhar para uma mudança radical: a partir de 5 de novembro, passaremos a realizar ações e greves dentro das empresas.”Os dirigentes sindicais convocaram também protestos para o próximo sábado e uma greve nacional para o dia 5 de novembro, afirmando que a frustração com os salários, o custo de vida e os serviços públicos está a alastrar para além do movimento estudantil que iniciou os protestos em setembro.O movimento dos “coletes amarelos”, por seu turno, convocou “panelaços” em frente à Assembleia Nacional, na noite da próxima sexta-feira “em defesa das liberdades públicas”, denunciado uma “deriva autoritária” por parte do governo através de medidas como a proibição de manifestações, a imposição de recolher obrigatório e o encerramento de centros urbanos.Este movimento social convocou ainda uma outra mobilização, em nome da mesma “defesa das liberdades públicas”, para o dia seguinte, 31 de outubro, uma semana depois das manifestações deste último sábado, e que constará de atos e ocupações pacíficas em frente à Assembleia Nacional e às câmaras municipais. A 4 de dezembro será a vez de os bombeiros se mobilizarem, respondendo a um apelo dos seus sindicatos, com o “depósito de capacetes perante as autarquias”.Os media franceses notavam este domingo que dois dias depois, a 2 de novembro, é a data marcada para o regresso às aulas, o que poderá vir acompanhado de uma nova mobilização em força dos alunos do ensino secundário. .Sob fortes restrições, protestos em massa voltam às ruas francesas este sábado.Protestos em França. Confrontos entre manifestantes e polícia na Praça da Bastilha, em Paris.França prepara-se para o “ato II” apesar de proibição de protestos