Tino Chrupalla, Ulrich Siegmund e Alice Weidel na conferência de imprensa.
Tino Chrupalla, Ulrich Siegmund e Alice Weidel na conferência de imprensa.FOTO:EPA/CLEMENS BILAN

Saxónia-Anhalt: AfD "estende a mão" à procura de apoios (e até deserções) para poder governar

Partido de extrema-direita celebra "vitória histórica" numas eleições regionais na Alemanha, dizendo que o bloqueio dos partidos tradicionais a uma aliança não responde aos desejos dos eleitores.
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A Alternativa para a Alemanha (AfD, na sigla original) congratulou-se esta segunda-feira (7 de setembro) com a vitória nas eleições regionais na Saxónia-Anhalt, mas ficou a três deputados da maioria absoluta e disse que vai "estender a mão" a todos à procura de apoios, sugerindo até eventuais deserções de membros de outros partidos.

"Se há atores individuais que estão dispostos a saltar sobre a sua própria sombra e que consideram que o futuro da Saxónia-Anhalt é mais importante do que a sua carreira, são bem-vindos", disse o líder do partido nesta região, Ulrich Siegmund.

"A condição é que as nossas posições básicas sejam mantidas. Não vamos fazer como outros que ao chegar ao governo fizeram exatamente o contrário do que foi prometido", acrescentou, depois de ter conquistado 39 deputados no Parlamento regional, ficando a três da maioria de 42.

As declarações foram feitas numa conferência de imprensa em Berlim ao lado dos colíderes nacionais da AfD, Alice Weidel e Tino Chrupalla.

Weidel agradeceu aos eleitores que compareceram para demonstrar apoio ao partido, apesar da "cobertura negativa da imprensa" - a acusação de "fake news" e "cobertura mediática injusta" foi um tema recorrente para os três representantes do partido durante a conferência de imprensa, segundo a emissora Deutsche Welle.

A participação foi muito elevada: 77,8% dos eleitores inscritos foram votar, mais 17,5 pontos percentuais do que nas eleições de 2021.

Depois de afirmar que a chamada "barreira" política (a que outros partidos estabeleceram para não se aliarem à AfD) tinha entrado em colapso, Chrupalla disse que o partido está preparado para dialogar com outros partidos políticos, incluindo a CDU, que, segundo ele, "desapareceria" se não mudasse de rumo. E chamou "arrogante" ao chanceler alemão Friedrich Merz.

Siegmund afirmou que a votação era "importante não só para o estado da Saxónia-Anhalt, mas para toda a nação", dizendo que precisava de uma "chanceler Alice Weidel" para o ajudar a reerguer o país, antes de prometer cortar drasticamente a ajuda externa para auxiliar a Alemanha e os seus cidadãos.

"Não se trata apenas da Saxónia-Anhalt, trata-se da Alemanha", disse. "Queremos a nossa antiga Alemanha, segura e de volta".

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