Rússia ataca Kiev com drones após encontro Trump-Zelensky
Duas pessoas foram mortas em ataques russos com drones à capital ucraniana de Kiev, poucas horas após o novo encontro entre Donald Trump e Volodymyr Zelensky em Nova Iorque, por conta da reunião da Assembleia-Geral das Nações Unidas, noticiou a agência Reuters.
Para além das vítimas mortais, 15 pessoas ficaram feridas no ataque, de acordo com as autoridades de Kiev. Segundo a Reuters, terá sido dos mais fortes desde que as forças de Moscovo começaram a atacar a cidade.
No Telegram, o autarca Vitali Klitschko especificou que 17 dos feridos estavam a ser hospitalizados. Os drones atacaram principalmente os distritos de Holosiivskyi, Darnitskyi e Solomianskyi. Neste último, um mercado perto da Estação Central da cidade foi incendiado durante o ataque.
Na rede social X, a embaixadora da União Europeia Katarina Mathernova mostrou a vista da delegação. “Há edifícios a arder aqui ao pé”, sublinhou.
"Esta manhã, a Rússia atacou dois postos de abastecimento e armazéns em Kiev. Também atacou a infraestrutura ferroviária da capital", acrescentou, mostrando imagens de comboios a arder.
A Ukrnafta, empresa petrolífera estatal, relatou que uma bomba de gasolina foi atingida, noticiou a Reuters. Já Oleksandr Pertsovskyi, presidente da empresa ferroviária Ferrovia Ucraniana, denunciou que as instalações ferroviárias estavam "na mira" e um dos empregados da empresa estava "no hospital" a ser tratado por "ferimentos causados por estilhaços".
Os ataques a estas infraestruturas, especialmente as energéticas, estiveram no centro das discussões entre Trump e Zelensky em Nova Iorque. Nas últimas semanas, o Presidente dos EUA intensificou a pressão ao lado ucraniano, culpando os ataques das forças do país pela escassez petrolífera que se sente nos EUA e na economia global.
Na rede social X, o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky escreveu que o seu país estava "pronto" para entrar num cessar-fogo energético na guerra contra a Rússia.
"Estamos dispostos a um cessar-fogo no setor energético, desde que não ataquem o nosso sistema energético, a nossa eletricidade, o aquecimento e o abastecimento de água", prometeu o líder, sublinhando que estavam "gratos à parte americana"
"Eles irão transmiti-la aos russos. Não conheço a posição russa", acrescentou.
