Stephen Miller
Stephen MillerEPA/AARON SCHWARTZ / POOL

Representante da direita identitária Stephen Miller nomeado chefe de gabinete de Trump

Trata-se da primeira grande reestruturação no poder executivo norte-americano após a grande derrota sofrida pelo Partido Republicano nas eleições intercalares.
Publicado a: 
Atualizado a: 

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou esta sexta-feira, 6 de novembro, a nomeação do seu conselheiro Stephen Miller, representante da direita identitária, para o cargo estratégico de chefe de gabinete da Casa Branca.

Trata-se da primeira grande reestruturação no poder executivo norte-americano após a grande derrota sofrida pelo Partido Republicano nas eleições intercalares, interpretada como uma rejeição contundente dos dois primeiros anos do segundo mandato de Trump.

O republicano divulgou, através da sua rede social Truth Social, que Stephen Miller, de 41 anos e arquiteto da agressiva política anti-imigração de Trump, vai assumir, na segunda-feira, o cargo ocupado pela atual chefe de gabinete, Susie Wiles, de 69 anos.

A atual chefe de gabinete passará a desempenhar outras funções na órbita do bilionário de 80 anos, porém fora do governo.

"Quero agradecer-lhe. Ela fez um excelente trabalho", escreveu o republicano.

"O meu papel pode estar a mudar, mas o meu compromisso com o presidente e a sua missão nunca mudará", referiu na rede social X Susie Wiles, a primeira mulher a ocupar este cargo.

Responsável pela coordenação da última campanha de Donald Trump, submeteu-se recentemente a um tratamento contra um cancro da mama, anunciando em setembro que estava curada.

O cargo de chefe de gabinete (chief of staff, em inglês) é, possivelmente, a posição mais estratégica do poder executivo norte-americano.

A sua função consiste em filtrar a informação e as pessoas que têm acesso ao chefe de Estado, assegurando ao mesmo tempo o bom funcionamento diário da máquina governativa.

Stephen Miller
"Trump ainda é o vosso presidente", avisa a Casa Branca após "tsunami" democrata no Congresso
Stephen Miller
Onda azul nos EUA. Democratas conquistam Câmara e Senado. Trump admite trabalhar com oposição, mas ameaça com "veto"