Keir Starmer, primeiro-ministro britânico condenou ataques do Irão.
Keir Starmer, primeiro-ministro britânico condenou ataques do Irão.EPA

Reino Unido reforça meios militares no Médio Oriente e diz que é "vital" regressar a processo diplomático

Primeiro-ministro britânico diz que país não teve nenhum papel nestes ataques, mas considera que o Irão não deve poder desenvolver armas nucleares e considera "vital" evitar uma escalada do conflito.
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Numa comunicação no nº 10 de Downing Street o primeiro-ministro britânico disse que o Reino Unido não desempenhou um papel nos ataques ao Irão pelos Estados Unidos e Israel, mas considera que "o regime no Irão é absolutamente abominável".

"Assassinou milhares dos seus próprios cidadãos, reprimiu brutalmente a dissidência e procurou desestabilizar a região. Mesmo no Reino Unido, o regime iraniano representa uma ameaça direta para dissidentes e para a comunidade judaica. Só no último ano, apoiou mais de 20 ataques potencialmente letais em solo britânico", disse Keith Starmer na sua comunicação.

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Por isso, adiantou, ao Irão "nunca pode ser permitido que desenvolva uma arma nuclear" e esse"continua a ser o principal objetivo do Reino Unido e dos nossos aliados, incluindo os Estados Unidos".

Starmer condenou a resposta do Irão, com o lançamento de mísseis contra Israel e bases norte-americanos em vários países do Médio Oriente.

O primeiro-ministro britânico adiantou que o Reino Unido dispõe de um conjunto de capacidades defensivas na região que foram reforçadas recentemente.

"As nossas forças estão ativas e aviões britânicos estão hoje nos céus como parte de operações defensivas regionais coordenadas para proteger o nosso povo, os nossos interesses e os nossos aliados — como o Reino Unido já fez antes, em conformidade com o direito internacional", afirmou.

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Além disse, acrescentou, "reforçámos as medidas de proteção das bases e do pessoal britânico para o nível máximo".

Keith Starmer considera que o Irão pode colocar um fim ao conflito "agora" e que é "vital que evitemos uma nova escalada e regressemos a um processo diplomático".

Primeiro-ministro britânico disse que o Irão dever "abster-se de novos ataques, abandonar os seus programas de armamento e cessar a violência e repressão atrozes contra o povo iraniano — que merece o direito de determinar o seu próprio futuro, em consonância com a nossa posição de longa data".

Esse, defendeu "é o caminho para a desescalada e para o regresso à mesa das negociações".

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