António Costa e Von der Leyen.
António Costa e Von der Leyen.FOTO: LEBANESE PRESIDENCY PRESS OFFICE

Von der Leyen e Costa pedem “máxima contenção”. Macron diz que "escalada é perigosa para todos"

França solicita "reunião urgente do Conselho de Segurança das Nações Unidas". EUA e Israel atacaram o Irão e Teerão respondeu com o lançamento de mísseis contra Israel e bases militares americanas.
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Os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irão já motivaram reações das instituições e líderes da União Europeia. Os presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do Conselho Europeu, António Costa, mostraram “grande preocupação”, e o presidente francês pede uma "reunião urgente do Conselho de Segurança das Nações Unidas".

“Os desenvolvimentos no Irão são motivo de grande preocupação. Mantemo-nos em estreito contacto com os nossos parceiros na região. Reiteramos o nosso firme compromisso com a salvaguarda da segurança e da estabilidade regionais”, defenderam Ursula von der Leyen e António Costa, num comunicado conjunto este sábado, 28 de fevereiro.

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“Garantir a segurança nuclear e evitar quaisquer ações que possam agravar ainda mais as tensões ou comprometer o regime global de não proliferação é de importância crítica”, sublinharam.

Os dois líderes disseram que estão a trabalhar “em estreita coordenação" com os 27 Estados-membros, e que vão tomar todas as medidas necessárias para assegurar apoio ao cidadãos europeus nas regiões em conflito.

“Apelamos a todas as partes para que exerçam a máxima contenção, protejam os civis e respeitem plenamente o direito internacional”, apelaram os dois líderes da União Europeia.

O presidente francês, Emmanuel Macron, reagiu na rede social X ao "início da guerra entre os Estados Unidos, Israel e o Irão", considerando que o conflito "tem graves consequências para a paz e a segurança internacionais".

"A atual escalada é perigosa para todos. Ela precisa de parar. O regime iraniano precisa de compreender que não tem agora outra opção senão envolver-se em negociações de boa-fé para pôr fim aos seus programas nucleares e de mísseis balísticos, bem como às suas ações para desestabilizar a região. Isto é absolutamente essencial para a segurança de todos no Médio Oriente", escreveu o presidente francês.

"O povo iraniano também precisa de poder construir o seu futuro livremente. Os massacres perpetrados pelo regime islâmico descredibilizam-no e exigem que o povo tenha voz. Quanto mais cedo, melhor", prosseguiu Macron, que revelou que França "solicita uma reunião urgente do Conselho de Segurança das Nações Unidas" e que está em contacto próximo com os "parceiros europeus" e "amigos do Médio Oriente".

O chefe de Estado gaulês assegurou ainda que "estão a ser tomadas todas as medidas para garantir a segurança" do território, dos cidadãos e dos recursos franceses no Médio Oriente.

Numa primeira reação à operação lançada por Estados Unidos e Israel, o ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal referiu que "acompanha ao minuto todos os desenvolvimentos da situação no Irão e em Israel", em contacto permanente com" a rede diplomática portuguesa.

"A nossa prioridade é a segurança dos cidadãos portugueses", frisou, na rede social X.

Entretanto, contactado pela agência Lusa, um porta-voz do MNE disse que o ministro Paulo Rangel e o Gabinete de Emergência Consular estão a contactar todos os embaixadores dos países da região. O MNE recomenda aos portugueses que estão na região do Médio Oriente que cumpram as recomendações das autoridades locais e que em caso de emergência contactem as embaixadas ou consulados.

Com Lusa

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