Procura de sobreviventes após o ataque russo em Pokrovsk.
Procura de sobreviventes após o ataque russo em Pokrovsk.EPA/Serviços de Emergência Ucranianos

Reino Unido diz que Rússia sofreu 300 baixas por dia na Ucrânia no ano passado

Ministério da Defesa britânico explica que, se a média continuar assim, Moscovo terá perdido meio milhão de soldados no final deste ano.
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O Ministério da Defesa britânico disse ontem que, em 2023, a Rússia sofreu 300 baixas por dia na Ucrânia - entre mortos, feridos ou capturados. E que, se a média continuar igual, no final de 2024 Moscovo terá perdido meio milhão de soldados na guerra que iniciou a 24 de fevereiro de 2022, sendo que precisará de “cinco a dez anos para reconstruir uma força altamente treinada e preparada”.

Os cálculos britânicos, feitos com base nos dados do Ministério da Defesa ucraniano, lembram que na guerra do Afeganistão, entre 1979 e 1989, a então União Soviética só sofreu 70 mil baixas. Ontem, segundo a AFP, um grupo de 15 mulheres de soldados russos fizeram um protesto simbólico junto ao Túmulo do Soldado Desconhecido, no Kremlin, exigindo o regresso dos maridos.

“Queremos chamar a atenção das autoridades e do público para o nosso apelo. Tentámos várias formas. Apelámos por escrito aos deputados, funcionários e departamentos governamentais, mas não fomos ouvidas”, declarou à AFP Maria, cujo marido foi mobilizado em novembro de 2022. As mulheres depositaram flores vermelhas no monumento.

Frente de batalha

Na Ucrânia, pelo menos 11 pessoas morreram, incluindo cinco crianças, num ataque com mísseis S-300 russos contra a cidade de Pokrovsk, na região de Donetsk. “Os russos limitaram-se a atingir edifícios residenciais comuns, casas privadas”, disse o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, garantindo que nenhum ataque russo “ficará sem consequência”.

Os russos reivindicaram ter abatido quatro mísseis ucranianos que iam para a Crimeia, mas Kiev disse ter atingido a Base Aérea de Saki, no oeste da península anexada ilegalmente pelos russos em 2014. Por outro lado, as autoridades russas de ocupação em Donetsk afirmaram que os bombardeamentos ucranianos mataram duas pessoas, um dia antes de Moscovo celebrar o Natal Ortodoxo.

A menos de dois meses do segundo aniversário da invasão, os ataques têm vindo a aumentar de ambos os lados. Segundo o Instituto de Estudos de Guerra, a Rússia poderá estar a preparar uma nova ofensiva na direção de Kharkiv. Ainda segundo a mesma fonte, os russos podem intensificar as operações na direção de Kupiansk, uma tática que teria “como objetivo conseguir avanços territoriais em setores que são mais importantes, do ponto de vista operacional, do que outras áreas que as forças russas estão atualmente a tentar conquistar”.

A Dinamarca anunciou entretanto que tenciona entregar os seus caças F-16 à Ucrânia no segundo trimestre deste ano, após concluída a formação dos pilotos ucranianos. Copenhaga prometeu 19 aviões.

Com agências

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