Reino Unido confirma terceiro caso suspeito de hantavírus. Argentina reforça vigilância em todo o país

Siga aqui as notícias sobre o surto de hantavírus no cruzeiro MV Honvius, ao qual estão associadas três mortes. Há cinco casos confirmados, diz OMS que "avalia o risco para a saúde pública como baixo"
Reino Unido confirma terceiro caso suspeito de hantavírus. Argentina reforça vigilância em todo o país
EPA/ELTON MONTEIRO

DGS não tem conhecimento de qualquer passageiro que queira vir para Portugal

A Direção-Geral da Saúde não tem conhecimento de qualquer passageiro do cruzeiro onde foi detetado um surto de hantavírus que queira ser recebido em Portugal e diz que o repatriamento será feito para os países de residência.

Numa resposta a perguntas da Lusa, a DGS sublinha que a única pessoa com nacionalidade portuguesa a bordo do navio, um elemento da tripulação, não reside em Portugal.

Acrescenta que todos os que estão a bordo do MV Hondius deverão chegar a Tenerife (Espanha) na noite de sábado para domingo e que o repatriamento será coordenado pelas autoridades nacionais, Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC, na sigla inglesa) e Organização Mundial da Saúde (OMS).

A DGS diz ainda que se mantém em articulação com as instituições europeias "para acompanhamento, em permanência, da situação" e que a gestão dos passageiros está a ser feita pelo Governo de Espanha.

Na quinta-feira, numa nota divulgada no seu site, a DGS informou que o encaminhamento dos passageiros será feito para os respetivos países de residência.

As autoridades espanholas disseram na quinta-feira que, no caso de cidadãos da União Europeia (UE), o Governo espanhol, que ativou o mecanismo europeu de proteção civil para esta operação, vai propor a cada Estado-membro que faça a repatriação dos seus cidadãos nacionais.

Se for preciso, por impossibilidade de algum Estado, a Comissão Europeia assumirá a transferência, acrescentaram.

Quanto às pessoas de países fora da UE, estão ainda a decorrer contactos e reuniões através do Ministério dos Negócios Estrangeiros “para coordenar” os repatriamentos, informou o Ministério da Administração Interna espanhol, numa informação enviada aos jornalistas.

A secretária-geral da Proteção Civil de Espanha, Virginia Barcones, disse na quinta-feira que, tanto no caso de países europeus como de outros de fora da União Europeia que por algum motivo não enviem aviões próprios, os Países Baixos assumirão os repatriamentos, sobretudo da tripulação do navio, que tem bandeira neerlandesa.

A menos que tenham sintomas de doença, todas as pessoas serão repatriadas a partir das Canárias e só sairão do barco quando os aviões em que serão transportadas já estiveram no aeroporto, para que possam entrar de imediato nas aeronaves.

Numa nota divulgada na quinta-feira à tarde, a DGS disse que, face à evidência atual e, à data, avalia o risco para residentes em Portugal como muito baixo, não se esperando transmissão generalizada.

Na conferência de imprensa do Conselho de Ministros, na quinta-feira, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, disse que o Governo português e a DGS estão a receber informação "hora a hora".

A governante recordou que a Organização Mundial da Saúde e o Centro Europeu para a Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) referem que o risco para a população em geral de “disseminação do surto do navio cruzeiro Hondius é muito baixo”.

“Todas as autoridades de saúde estão em contacto e isso é permanente”, assegurou a ministra.

Lusa

Ministra da Saúde espanhola. Vai ser feita "avaliação epidemiológica no navio antes da evacuação e repatriamento"

A ministra da Saúde espanhola afirmou esta sexta-feira que as autoridades sanitárias vão realizar em Tenerife uma "avaliação epidemiológica no navio antes da evacuação e repatriamento", apesar de afirmar que "todos os passageiros saíram de Cabo Verde assintomáticos".

Em entrevista à Rádio Nacional de Espanha, Mónica García afirmou que os passageiros estrangeiros serão repatriados para os seus países, "caso não necessitem de cuidados médicos urgentes", seguindo os protocolos internacionais e as medidas de prevenção sanitária.

Os "protocolos internacionais e garantias de saúde pública" estão "em pleno vigor", sublinhou, nas redes sociais, Mónica García.

Nenhum passageiro espanhol se opôs à quarentena voluntária, diz Ministério da Saúde

Nenhum dos 14 passageiros espanhóis se opôs à quarentena voluntária, que será aplicada depois do navio de cruzeiro chegar a Tenerife, para minimizar o risco de propagação do hantavírus, informou o Ministério da Saúde de Espanha.

A informação foi dada pelo secretário de Estado da Saúde em entrevista ao programa "La hora de la 1", da TVE . De acordo com Javier Padilla, os passageiros espanhóis vão receber um documento que confirma a disponibilidade para cumprir a quarentena no Hospital Gómez Ulla, em Madrid, por um período ainda a determinar, indica o El País.

Está previsto que o navio de cruzeiro MV Hondius chegue a Tenerife no domingo.

EUA classificam surto de hantavírus como uma resposta de emergência de "nível 3", o mais baixo

O Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA classificou o  surto de hantavírus como uma resposta de emergência de "nível 3", o mais baixo, avançou a ABC News.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que foi informado sobre os casos de hantavírus, indicando que a situação continua "controlada".

"Esperamos que esteja muito bem controlada. Foi o navio, e penso que faremos um relatório completo sobre isso amanhã", disse, na quinta-feira, Trump aos jornalistas em Washington. "Temos muitas pessoas pessoas excelentes a estudar o assunto. Esperamos que tudo corra bem", afirmou.

Assistente de bordo da KLM testa negativo para hantavírus

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou esta sexta-feira que a assistente de bordo da KLM testou negativo para infeção por hantavírus, noticia a Reuters.

Foi internada num hospital em Amesterdão com sinais de uma possível infeção, depois de ter estado em contacto com uma mulher que morreu infetada com hantavírus em Joanesburgo, na África do Sul.

Reino Unido confirma terceiro caso suspeito de hantavírus

A Agência de Serviços de Saúde do Reino Unido (UKHSA, na sigla em inglês) revelou esta sexta-feira um novo caso suspeito de hantavírus num cidadão britânico.

Segundo a UKHSA, o novo caso suspeito foi reportado na ilha de Tristão da Cunha, no Atlântico Sul, onde os passageiros do navio de cruzeiro MV Hondius desembarcaram no mês passado.

Recorde-se que há dois casos confirmados de hantavírus em dois britânicos, um está internado na África do Sul e o outro nos Países Baixos.

Há ainda dois passageiros do MV Hondius que regressaram ao Reino Unido e estão atualmente em isolamento domiciliário, não tendo apresentado sintomas.

"Nenhum dos cidadãos britânicos a bordo apresenta sintomas neste momento, mas estão a ser monitorizados de perto", informou a UKHSA.

Argentina reforça vigilância epidemiológica em todo o país

Os responsáveis da Saúde das várias províncias da Argentina reuniram-se com as autoridades sanitárias nacionais para coordenar a vigilância epidemiológica do hantavírus, na sequência do surto da doença num cruzeiro que partiu do país.

Segundo fontes oficiais, na reunião de quinta-feira foram apresentadas informações atualizadas sobre o surto detetado no MV Hondius após o navio ter partido do porto argentino de Ushuaia, na província meridional de Terra do Fogo.

No encontro, as autoridades nacionais informaram que, por enquanto, não é possível confirmar a origem do contágio.

De qualquer forma, indicaram que o teste realizado a um dos passageiros do cruzeiro que entrou na África do Sul permitiu identificar que a variante do hantavírus corresponde à estirpe Andes, com presença nas províncias argentinas meridionais de Chubut, Río Negro e Neuquén, e no sul do Chile.

"Atualmente, estão a ser realizados novos estudos para determinar a sua possível origem geográfica e a sua relação com outras estirpes envolvidas na transmissão de pessoa para pessoa", informou o Ministério da Saúde argentino, num comunicado.

Na reunião, foram também apresentadas informações sobre o percurso realizado por várias regiões da Argentina, do Chile e do Uruguai, entre o final de novembro e o momento em que embarcaram no cruzeiro, pelo casal holandês que foi o primeiro a apresentar sintomas da doença e cujos membros vieram a falecer posteriormente.

O Ministério da Saúde argentino reiterou às províncias a necessidade de intensificar a vigilância epidemiológica e de sensibilizar as equipas de saúde para melhorar a suspeita e a deteção de casos perante sintomas compatíveis com a doença, da qual foram detetados 42 casos de contágio até ao momento em 2026.

Lusa

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Acompanhe aqui os desenvolvimentos sobre o surto de hantavírus num navio de cruzeiro

Bom dia,

Siga aqui as notícias sobre o surto de hantavírus detetado no navio de cruzeiro Hondius. "Até momento, foram reportados oito casos, incluindo três mortes", sendo que "cinco dos oito casos foram confirmados como hantavírus e os outros três são suspeitos", indicou o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.

"Embora se trate de um incidente grave, a OMS avalia o risco para a saúde pública como baixo", afirmou o responsável.

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