Putin pede fortalecimento da situação política interna a duas semanas das legislativas
O Presidente russo defendeu este sábado, 5 de setembro, a necessidade de “fortalecer a situação política interna e a solidez do Estado russo, apesar das dificuldades e ameaças”, quando faltam duas semanas para as eleições em que procura revalidar a maioria constitucional.
"Devemos fortalecer a situação política interna, a solidez do Estado russo e, apesar de todas as dificuldades e ameaças que continuamente recebemos, seguir o caminho do fortalecimento da Rússia em conformidade com a Constituição", afirmou Vladimir Putin, num encontro com os líderes da lista do partido Rússia Unida do Kremlin.
O líder russo sublinhou nomeadamente a importância de apoiar os homens que atualmente combatem na Ucrânia e de defender o território nacional contra ataques de drones ucranianos, para o que irá pedir ao Ministério da Defesa que estude a experiência da região fronteiriça de Kursk.
Putin desejou sorte ao presidente da câmara de Moscovo, Serguei Sobyanin; ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov; à defensora das crianças, Maria Lvova-Belova; ao jornalista Yevgeny Poddubny e ao chefe da organização juvenil patriótica, Vladislav Golovin.
Putin tem previsto para este sábado um encontro no Kremlin com os enviados da Casa Branca, Steve Witkoff e Jared Kushner, numa tentativa de reavivar as negociações de paz na Ucrânia, segundo o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
De acordo com as últimas sondagens do Centro Levada, 59% dos russos defendem um início precoce de um processo de paz, enquanto 31% defendem a continuação das ações militares.
Devido ao cansaço da guerra, ao bloqueio da internet e ao défice de combustível, a popularidade de Putin caiu nos últimos meses em mais de 13 pontos, semelhante à sofrida após a controversa reforma das pensões de 2018.
Putin, que foi reeleito em 2024 com mais de 87% dos votos, lidera a campanha do partido, cujo slogan é 'Todos pela Vitória', pela primeira vez desde 2007.
O Rússia Unida recuperou terreno nas últimas semanas, segundo sondagens sobre intenções de voto – cerca de 35% – embora os meios de comunicação independentes afirmem que pouco mais de 20% dos russos pretendem votar no partido no poder a 20 de setembro.
O poder judicial russo excluiu o único partido que apoia a paz na Ucrânia, Yabloko, das eleições para a Duma ou câmara dos deputados por listas partidárias, ao mesmo tempo que rejeitou o registo dos seus candidatos por circunscrições em várias regiões do país. Na sexta-feira, dois dirigentes deste partido foram detidos em Moscovo.

