O presidente russo, Vladimir Putin, denunciou esta quarta-feira, 18 de fevereiro, o embargo petrolífero imposto pelos Estados Unidos a Cuba, durante um encontro no Kremlin com o ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) cubano, Bruno Rodríguez.“Estamos a atravessar um período difícil, com novas sanções. Não aceitamos nada disso”, afirmou Putin, sublinhando que Moscovo “esteve sempre ao lado de Cuba na sua luta pela independência”.O chefe de Estado russo reiterou o apoio político da Rússia à ilha caribenha, reconhecida como um aliado histórico de Moscovo desde a Guerra Fria, numa altura em que Havana enfrenta um agravamento das restrições económicas impostas por Washington.O encontro decorreu na sede da presidência russa (Kremlin) e insere-se no reforço das relações bilaterais entre a Rússia e Cuba, que têm intensificado contactos diplomáticos e cooperação económica nos últimos anos, num contexto de tensão crescente entre Moscovo e o Ocidente.Na semana passada, a Rússia assegurou que vai dar ajuda material a Cuba na sequência do embargo energético imposto pelos Estados Unidos..Crise energética em Cuba leva Governo de Portugal a recomendar adiamento de viagens. Na altura, Moscovo descreveu as medidas norte-americanas como uma “pressão demasiado forte” sobre a ilha.“Estamos, sem dúvida, solidários com Cuba. Vamos ajudá-los, inclusive materialmente. Isso já está a acontecer”, disse, na sexta-feira passada, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergey Ryabkov, em declarações à agência de notícias russa TASS.A ilha das Caraíbas está a sofrer as consequências da suspensão das entregas de petróleo da Venezuela, ordenada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, após a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro pelas forças armadas norte-americanas no início de janeiro. Além disso, Trump assinou, no início do ano, uma ordem executiva para impor tarifas a países que vendam ou forneçam petróleo a Cuba, enquadrando a situação em Havana como uma “ameaça extraordinária” para a segurança nacional e política externa dos Estados Unidos.Em resposta à pressão de Washington, o Governo cubano anunciou medidas de emergência, incluindo uma semana de trabalho de quatro dias para as empresas estatais e restrições à venda de combustível.As autoridades cubanas já alertaram as companhias aéreas internacionais que operam na ilha que o país ia ficar sem combustível de aviação devido ao embargo petrolífero dos EUA.O país enfrenta ainda interrupções no fornecimento de água potável, assistência médica, alimentos e outros bens essenciais nas zonas que foram mais atingidas pelo furacão Melissa, em outubro passado..Crise energética em Cuba leva Governo de Portugal a recomendar adiamento de viagens.Governo de Cuba encerra hotéis e transfere turistas devido a crise energética