O Junts per Catalunya desafiou esta terça-feira (2 de junho) o líder da oposição espanhola, Alberto Núñez Feijóo, a encontrar-se em Waterloo com o antigo chefe do governo catalão no exílio, Carles Puigdemont, se quiser negociar uma moção de censura contra o primeiro-ministro Pedro Sánchez. A proposta de Feijóo é que o Junts (e o Partido Nacionalista Basco) apoie uma moção cujo objetivo é a convocação de eleições legislativas antecipadas. “Se ele considera o assunto sério e deseja fazer uma proposta séria ao Junts, as propostas sérias são feitas em reuniões. E as reuniões com o presidente do Junts têm lugar em Waterloo”, disse o secretário-geral do partido independentista catalão, Jordi Turull, à Catalunya Ràdio. Nos últimos dias, tanto o Junts como os nacionalistas bascos vieram exigir a Sánchez a antecipação das eleições devido aos escândalos de corrupção que abalam o PSOE, mas o primeiro-ministro recusa fazê-lo.O líder do Partido Popular propôs então que avance uma moção de censura ao governo, em que seria eleito primeiro-ministro em substituição de Sánchez com o objetivo de convocar essas eleições antecipadas. Segundo Feijóo, “há 184 deputados que querem eleições”, contabilizando os do PP, do Vox, do Junts, do PNV, da Coligação Canária e da União do Povo Navarro. Suficiente para ter a maioria no Congresso de 350 deputados, onde PSOE e Sumar só têm 147 e dependem do apoio dos nacionalistas catalães e bascos para continuar a governar.Feijóo prometeu já esta terça-feira (2 de junho) devolver “a decência” a Espanha “com ou sem ajuda”, num discurso no Cercle d’Economia, em Barcelona, onde não respondeu diretamente à pergunta se iria ou não a Waterloo. “Vamos falar de coisas sérias”, disse. “Não estou à procura de atalhos e não estou aqui para pedir favores nem para os conceder. Estou aqui para defender a necessidade de um projeto limpo”, afirmou, dizendo que a extrema-direita do Vox não estaria neste governo temporal e que, depois, cabe aos espanhóis decidirem nas urnas. Entretanto, o governo de Sánchez acusou Feijóo de “cinismo” e “desespero”, já que agora está a pedir ajuda a dois partidos que “anda a insultar há oito anos”. O PNV não respondeu à proposta do líder do PP..Espanha. Aliados aumentam pressão sobre Pedro Sánchez .Feijóo questiona Sánchez: de quantas mais derrotas precisa?