A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, foi esta terça-feira, 17 de março, intimada pelo Congresso a responder a perguntas sobre a investigação do Departamento de Justiça referente aos milhões de ficheiros associados a crimes sexuais por Jeffrey Epstein.O depoimento da procuradora-geral perante o Comité de Supervisão e Reforma Governamental está marcado para 14 de abril, após uma votação decorrida no início deste mês, que contou com o apoio de cinco republicanos.“O Comité tem perguntas sobre a forma como o Departamento de Justiça lidou com a investigação sobre Jeffrey Epstein e seus associados e sobre o cumprimento da Lei de Transparência dos Arquivos Epstein”, afirmou o presidente do Comité, James Comer, membro republicano da Câmara dos Representantes, numa carta endereçada a Bondi.O congressista vincou ainda que a procuradora-geral é “diretamente responsável por supervisionar a recolha, a verificação e as decisões do Departamento de Justiça quanto à divulgação dos ficheiros, em concordância com a Lei de Transparência dos Arquivos Epstein”, pelo possui “conhecimento valioso” acerca desse trabalho.O Departamento de Justiça, por seu turno, catalogou a intimação de “completamente desnecessária”, mostrando-se disponível para continuar a “entregar os factos” aos membros da Câmara dos Representantes e do Senado.“Os legisladores foram convidados a examinar os arquivos por redigir no Departamento de Justiça, e a procuradora-geral sempre se disponibilizou para conversar diretamente com membros do Congresso”, reagiu o departamento, em comunicado.O Departamento de Justiça defendeu como tem agido relativamente ao caso Epstein, afirmando trabalhar com a maior rapidez e diligência possível para rever e divulgar milhões de documentos exigidos pela lei.O organismo vincou ainda a disponibilidade para corrigir de imediato quaisquer erros de redação apontados pelas vítimas, tendo ainda rejeitado as acusações de ocultar alguns dos documentos ou de redigir a mais outros.Condenado por crimes sexuais, Epstein foi encontrado morto na sua cela de uma prisão federal em Nova Iorque em 2019.O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manteve relações sociais com Jeffrey Epstein na década de 1990, frequentando os mesmos círculos da alta sociedade em Nova Iorque e na Florida, mas afirma ter ‘rompido’ com o empresário muito antes de ser investigado pelas autoridades..Starmer foi avisado do “risco reputacional” da nomeação de Mandelson por causa de Epstein.Executores do testamento de Epstein propõem pagar 21 a 30 milhões às suas vítimas