Os Estados Unidos já tinham anunciado a retirada de tropas norte-americanas da Alemanha, mas chega agora a informação que este processo poderá ser acelerado, segundo avançou este sábado, 30 de maio, o jornal alemão Welt am Sonntag. No início de maio, Washington anunciou a retirada de cinco mil militares norte-americanos da Alemanha, uma decisão que foi divulgada depois das críticas do chanceler alemão, Friedrich Merz, à posição dos EUA na guerra no Irão. Na altura, segundo a Reuters, o Pentágono disse que a operação de retirada deveria estar concluída entre seis a doze meses, mas o jornal alemão noticia que os EUA o devem fazer num período mais curto, adiantando que devem apresentar os seus planos na próxima conferência da NATO, agendada para o próximo mês. A publicação não referiu, no entanto, detalhes sobre a retirada, nem quais os locais abrangidos. ."Precisamos de parceiros, não de protetorados", diz Hegseth num discurso marcado por recados à Europa e à NATO. A notícia surge no dia em que o secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, disse que a Europa e a NATO "têm de tomar grandes decisões", durante um discurso numa conferência sobre segurança em Singapura, marcado por apelos aos aliados para aumentarem os gastos na Defesa.Para Hegsteh, "as alianças não são avaliadas pelo número de bandeiras, mas pelo número de formações militares", para dizer logo a seguir: "Não precisamos de mais conferências; precisamos de mais capacidade de combate". . "A era em que os Estados Unidos subsidiavam a defesa das nações ricas acabou. Precisamos de parceiros, não de protetorados", defendeu ainda Hegseth no fórum de segurança e defesa "Dialogue Shangri-La". "Procuramos alianças construídas sobre responsabilidade partilhada, não dependência partilhada", argumentou o responsável pela pasta da Defesa dos EUA.Durante a sua intervenção, elogiou os aliados asiáticos dos EUA, como o Japão e as Filipinas, uma vez que compreenderam "há muito tempo que a base de uma parceria duradoura não assenta em valores idealistas", tendo ainda destacado os gastos com a defesa de outros países, como a Coreia do Sul. Perante estes exemplos, aconselhou "a Europa Ocidental" a "tomar nota". .Saída de militares norte-americanos da Alemanha é o menor dos problemas para a defesa europeia