Onze dias depois de ter deixado Roma para a sua primeira viagem apostólica ao continente africano que o levou à Argélia, Camarões, Angola e Guiné-Equatorial, o papa Leão XIV regressa esta quinta-feira (23 de abril) a casa com um “tesouro inestimável de fé, esperança e caridade”. “Este tesouro consiste em histórias, rostos e testemunhos, tanto alegres como tristes, que enriquecerão grandemente a minha vida e ministério como Sucessor de Pedro”, disse no fim da missa no Estádio de Malabo, último evento da sua viagem, que ficou marcada também pelo choque com o presidente norte-americano, Donald Trump, em relação à guerra no Irão. .Leão XIV, o primeiro papa nascido nos EUA, insistiu que só estava a partilhar a mensagem de paz dos Evangelhos e não tinha medo dos ataques da Administração de Trump. E mais tarde teve que esclarecer que não estava a referir-se ao presidente quando denunciou os “tiranos” que estavam a destruir o planeta, lembrando que os seus discursos estavam escritos há semanas e que os media estavam a tirar as suas palavras do contexto. Os ataques acabaram, com o papa a focar-se então na mensagem da sua viagem apostólica, onde denunciou a exploração dos recursos naturais, a exclusão social ou a desigualdade extrema, apelando à defesa da dignidade de todos e procurando deixar uma mensagem de esperança por onde passou. E também um apelo à responsabilidade política dos cristãos na construção de uma sociedade livre. .Papa Leão XIV denuncia mundo “devastado por um punhado de tiranos”.Papa pede à Igreja angolana que não desista de “denunciar injustiças”