O presidente dos EUA, Donald Trump, publicou esta noite na sua rede social uma mensagem confirmando a morte do lider supremo do Irão, ALi Khamenei."Khamenei, uma das pessoas mais cruéis da História, está morto", inicia Trump a publicação". . "Isto não é apenas Justiça para o povo do Irão, mas para todos os Grandes Americanos, e para as pessoas de muitos Países por todo o Mundo, que foram mortas ou mutiladas por Khamenei e pelo seu bando de BANDIDOS sedentos de sangue. Ele foi incapaz de evitar a nossa Inteligência e os nossos Sistemas de Rastreio Altamente Sofisticados e, trabalhando em estreita colaboração com Israel, não houve nada que ele, ou os outros líderes que foram mortos juntamente com ele, pudessem fazer.", prossegue"Esta é a maior oportunidade individual para o povo iraniano recuperar o seu País. Estamos a ouvir dizer que muitos dos seus membros do IRGC, Militares e outras Forças de Segurança e Policiais, já não querem lutar e estão à procura de Imunidade da nossa parte. Como eu disse ontem à noite: 'Agora podem ter Imunidade, mais tarde só terão a Morte!'""Esperançosamente, o IRGC [a Guarda Revolucionária do Irão] e a Polícia irão fundir-se pacificamente com os Patriotas iranianos, e trabalharão juntos como uma unidade para trazer de volta o País à Grandeza que ele merece. Esse processo deverá começar em breve, uma vez que não só a morte de Khamenei, mas o próprio País foi, em apenas um dia, amplamente destruído e, até, obliterado. O bombardeamento pesado e de precisão, no entanto, continuará, ininterruptamente, ao longo da semana ou durante o tempo que for necessário para atingir o nosso objetivo de PAZ EM TODO O MÉDIO ORIENTE E, NA VERDADE, NO MUNDO!", escreve o atual inquilino da Casa Branca..O filho exilado do último Xá do Irão saudou os relatos da morte do Ayatollah Ali Khamenei. Reza Pahlavi escreveu nas redes sociais que "Ali Khamenei, sanguinário Zahhak [poderosa figura maligna da mitologia persa] do nosso tempo, assassino de dezenas de milhares dos mais bravos filhos e filhas do Irão, foi apagado das páginas da história". "Com a sua morte, a República Islâmica chegou efetivamente ao fim e será em breve consignada ao caixote do lixo da história", prossegue Pahlavi, que vive nos EUA, no exílio, desde 1979, após a Revolução Iraniana ter derrubado o seu pai. "Qualquer tentativa dos remanescentes do regime para nomear um sucessor de Khamenei está condenada ao fracasso", diz Pahlavi. "Quem quer que coloquem no seu lugar não terá legitimidade nem sobrevivência; e, sem dúvida, será também cúmplice nos crimes deste regime.".O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou esta noite no Conselho de Segurança preocupação com o potencial desenrolar no Médio Oriente de uma “série de acontecimentos que ninguém consegue controlar na região mais volátil do mundo”.“A ação militar [dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, hoje lançada] apresenta o risco de desencadear uma série de acontecimentos que ninguém consegue controlar na região mais volátil do mundo”, declarou António Guterres ao Conselho de Segurança, condenando tanto os ataques israelitas e norte-americanos ao Irão como os ataques iranianos de retaliação na região.“A ação militar está a alastrar rapidamente à região, criando uma situação cada vez mais volátil e imprevisível e aumentando o risco de erros de cálculo”, acrescentou o responsável máximo das Nações Unidas, reiterando o seu apelo para “um cessar-fogo imediato”..As forças armadas israelitas publicaram uma lista de altos funcionários iranianos que, segundo afirmam, morreram nos ataques aéreos destte sábado. Entre eles estão Aziz Nasirzadeh, o ministro da Defesa, Mohammad Pakpour, comandante do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica, Ali Shamkhani, chefe do Conselho de Segurança, Saleh Asadi, funcionário dos serviços de informações, os investigadores Hossein Jabal Amelian e Reza Mozaffari-Nia, e o veterano oficial de ligação da defesa, Mohammed Shirazi..O ataque com mísseis esta noite a Telavive provocou sete feridos, tendo um deles ficado em estado grave, anunciaram as autoridades israelitas.A maioria dos mísseis, disparados pelo Irão em retaliação pelos ataques desta manhã da operação Fúria Épica, foram intercetados pelo sistema de defesa israelita, mas os destroços dos mesmos provocaram vítimas civis..Media internacionais dão conta de momentos de festa em Teerão após ser noticiada a morte do líder supremo do país, Ali Khamenei. A CNN acaba de transmitir vídeos captados por telemóvel em bairros residenciais com pessoas a festejar às janelas e o britânico The Guardian cita uma testemunha na capital iraniana: "Todas as pessoas saíram às ruas e estão a celebrar. O som de gritos e celebração vem de toda a cidade. É um momento muito emocionante. A guerra que, para mim, começou em 2019 -- e na qual me envolvi diretamente a partir de 2022 -- estamos agora a ganhá-la. Vingámos o sangue dos nossos amigos.".Surgem do Irão notícias a contradizer as informações israelitas sobre o destino do Ayatollah Ali Khamenei, o líder supremo iraniano.As agências de comunicação social estatal iraniana, citando o gabinete de Khamenei estão a afirmar: "Posso dizer-vos com confiança que o líder da revolução está firme e resiliente no comando do terreno.".Alerta de bombardeamento aéreo faz-se esta noite ouvir em Telavive, capital 'de facto' de Israel, e veem-se explosões nos céus, indicadoras do sistema de interceção de mísseis Cúpula de Ferro (Iron Dome) que defende o país.O Irão está a retaliar pela operação Fúria Épica, lançada pelos EUA e Israel esta manhã. .A Casa Branco divulgou uma foto do presidente dos EUA a acompanhar os desenvolvimentos da Operação Fúria Épica numa sala na sua residência em Mar-a-Lago, na Florida.Isto significa que Donald Trump não interrompeu o fim de semana para se deslocar para a Casa Branca, em Washington, D.C., para estar junto ao centro do poder dos EUA no auge da operação militar..A ex-vice-presidente dos EUA e ex-candidata presidencial democrata derrotada Kamala Harris afirmou esta tarde estar contra "uma guerra de mudança de regime no irão" que "o povo americano não quer".Em comunicado citado pelos media internacionais, Harris escreveu: “Deixem-me ser clara: oponho-me a uma guerra de mudança de regime no Irão, e as nossas tropas estão a ser colocadas em perigo em prol da guerra de escolha de Trump.”“Esta é uma aposta perigosa e desnecessária com vidas americanas que também põe em risco a estabilidade na região e a nossa posição no mundo”, pode ler-se. “Eu conheço a ameaça que o Irão representa, e eles nunca devem ser autorizados a ter uma arma nuclear, mas esta não é a forma de desmantelar essa ameaça”, acrescentou.A ex-vice-presidente dos EUA escreveu ainda: “Durante a campanha, Donald Trump prometeu acabar com guerras em vez de as começar. Foi uma mentira. Depois, no ano passado, ele disse que ‘aniquilámos’ o programa nuclear do Irão. Isso também foi uma mentira”.Para a antiga candidata presidencial, a atual intervenção é já uma guerra em escala suficiente para ter estar fora das competências presidenciais: “O Presidente deve receber autorização do Congresso para entrar numa guerra. Mas mesmo que a tivesse, isso não altera o facto de esta ação ser imprudente, injustificada e não apoiada pelo povo americano. Não pode haver ambiguidades na nossa oposição à guerra de escolha de Donald Trump, e o Congresso deve usar todo o poder disponível para o impedir de nos comprometer ainda mais com este conflito. As nossas tropas, os nossos aliados e o povo americano não merecem nada menos do que isso.”.A agência norte-americana Reuters está a noticiar que o corpo do líder supremo do Irão, Ali Khamenei, foi encontrado nos destroços de Teerão.A Reuters cita fontes militares israelitas..O primeiro-ministro israelita afirmou ainda que a campanha militar de Israel no país continuará "enquanto for necessário".Tal, disse, siginificará trazer uma "paz verdadeira" para o país que é atualmemte regido por "um regime assassino" que não deveria ter armas nucleares que possam "continuar a ameaçar toda a humanidade", acrescentou..O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou também que existem sinais de que o líder supremo do Irão, Ali Khamenei, está morto.Esta informação circula entre fontes de Israel, sem que haja ainda qualquer confirmação oficial por parte de Teerão.O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, citado pela CNN, afirmou este fim de tarde que, "tanto quanto é do seu conhecimento", Khamenei está de boa saúde..Netanyahu afirma que os ataques irão ajudar os iranianos a "libertarem-se da tirania". Numa declaração pela televisão, e a dirigir-se ao povo iraniano, o primeiro-ministo israelita, Benjamin Netanyhu repetiu a mensagem de presidente norte-americano, dizendo que os iranianos têm "oportunidade única numa geração" e encorajou-os a "saírem às ruas em massa""Esta é uma oportunidade para fazer algo. Não fiquem de braços cruzados, porque este momento chegará e ser-vos-á exigido que saiam às ruas em massa, porque têm de concluir este trabalho, e têm de derrubar e erradicar este regime.".A Cruz Vermelha iraniana informou hoje que registou pelo menos 201 mortos e 747 feridos numa série de ataques aéreos israelitas e norte-americanos contra o Irão.Das 31 províncias iranianas, "24 foram atingidas e a Cruz Vermelha está em alerta máximo", enfatizou a organização num comunicado divulgado pela agência de notícias ISNA.Este é o primeiro balanço oficial de todos os ataques lançados esta manhã.Lusa.O Comando Central (CENTCOM) dos Estados Unidos divulgou uma atualização sobre as operações, referindo que "não houve relatos de baixas ou feridos em combate" entre as forças norte-americanas."Após a onda inicial de ataques dos EUA e dos seus parceiros, as forças do CENTCOM defenderam-se com sucesso contra centenas de ataques de mísseis e drones iranianos. Não houve relatos de baixas ou feridos em combate entre os EUA. Os danos nas instalações americanas foram mínimos e não afetaram as operações", indica uma nota publicada na rede social X.Os ataques, lançados no âmbito da Operação Fúria Época, incluíram "munições de precisão lançadas do ar, da terra e do mar" e "drones de ataque unidirecional de baixo custo"..O Departamento de Transportes dos Estados Unidos recomendou hoje que as embarcações comerciais se mantenham afastadas do Golfo Pérsico devido à “significativa atividade militar” na região.Num comunicado, a autoridade norte-americana de transportes aconselhou “todas as embarcações comerciais” que operam sob jurisdição dos Estados Unidos (EUA) a manterem uma distância de 30 milhas náuticas das embarcações militares norte-americanas, “para reduzir o risco de serem percebidas como uma ameaça”.A recomendação estende-se não apenas ao Golfo Pérsico, mas também ao Estreito de Ormuz, ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico.O aviso surge num contexto de crescente tensão militar na região, após os recentes ataques aéreos contra alvos no Irão.Lusa.A República Popular da China manifestou hoje “grande preocupação” pela situação no Médio Oriente e pediu o respeito pela soberania e integridade territorial do Irão, que foi atacado pelos Estados Unidos e por Israel.“A soberania, a segurança e a integridade territorial do Irão devem ser respeitadas”, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês num comunicado citado pela agência de notícias norte-americana The Associated Press (AP).Pequim pediu “o cessar imediato das ações militares e que não haja uma maior escalada de uma situação tensa”.Apelou também à “retoma do diálogo e da negociação” e dos esforços para “manter a paz e a estabilidade no Médio Oriente”, segundo o comunicado também citado pela agência de notícias espanhola Europa Press (EP).A China é um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que se vai reunir ainda hoje de emergência para analisar a situação no Irão.Lusa.O primeiro-ministro, Luís Montenegro, apelou hoje à “máxima contenção” para evitar uma escalada no Irão, após as operações militares dos EUA e Israel, e condenou os “injustificáveis ataques” iranianos a países vizinhos.“Portugal apela a todos à máxima contenção para evitar uma escalada, preservar a paz e a segurança internacionais e garantir a estabilidade regional, em linha com a Carta das Nações Unidas. Para tal será necessário que o programa nuclear do Irão, que é há muito uma preocupação da comunidade internacional, cesse”, apelou Luís Montenegro, numa publicação na rede social X. O chefe do executivo português insistiu “na necessidade de o Irão respeitar os direitos humanos do seu povo, que têm sido violados de forma inadmissível” e condenou “os injustificáveis ataques do Irão aos países vizinhos da região - entre eles, a Arábia Saudita, o Catar, os Emiratos Árabes Unidos, o Kuwait e a Jordânia -, que devem cessar imediatamente”. . Luís Montenegro disse estar a acompanhar “com grande preocupação, desde o primeiro momento, a evolução no Médio Oriente”, em coordenação estreita com os parceiros europeus, parceiros da região e aliados da NATO. Lusa.Várias explosões foram ouvidas hoje à noite em Teerão, pouco antes das 20:00 locais (16:30 em Lisboa), segundo relataram jornalistas no terreno, sem que a origem dos rebentamentos tenha sido esclarecida.A televisão estatal iraniana e a agência noticiosa oficial IRNA confirmaram as explosões, mas não avançaram, para já, detalhes sobre a origem, as causas ou eventuais danos.Entretanto, a agência de notícias semioficial iraniana Fars informou que dois distritos de Bushehr, cidade no sul do Irão onde se situa uma central nuclear, foram “alvos de mísseis”.A mesma fonte indicou ainda que foram ouvidas explosões sucessivas nas proximidades de Garmdareh, a norte da capital iraniana, e em Qom, cidade sagrada situada a sul de Teerão.Até ao momento, as autoridades iranianas não divulgaram informações sobre vítimas ou danos materiais, nem confirmaram oficialmente a natureza dos incidentes.Lusa.Dezenas de iranianos reuniram-se hoje em Lisboa munidos de bandeiras do Irão, dos Estados Unidos e de Israel, para celebrar a intervenção militar contra Teerão e pediram o fim do regime dos 'ayatollah'. Com bandeiras dos Estados Unidos e de Israel, em sinal de agradecimento, os manifestantes pediram também o regresso do filho mais velho do último xá do Irão, Reza Pahlavi, e alguns gritavam "Make Iran Great Again" (Façam o Irão grande de novo).Em carros, as três dezenas de iranianos e apoiantes seguiram em direção da embaixada de Israel e dos Estados Unidos para entregar flores às representações diplomáticas dos países.Lusa.Um drone atingiu o Aeroporto Internacional do Kuwait, causando ferimentos ligeiros e danos materiais a um dos terminais, segundo a agência de notícias oficial do Kuwait, Kuna.O porta-voz da Autoridade Pública de Aviação Civil do Kuwait, Abdullah Al-Rajhi, disse à Kuna que as autoridades implementaram imediatamente os procedimentos de emergência, isolando o local.Segundo o responsável, a situação está controlada e a segurança dos passageiros e dos funcionários é a principal prioridade.As autoridades não avançaram com a origem do ataque, mas sabe-se que o Irão tem atacado alvos em toda a região em resposta aos ataques conjuntos dos EUA e de Israel realizados hoje..O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, escusou-se hoje a comentar os ataques desencadeados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão, remetendo para a posição do Governo português que será conhecida numa nota a divulgar.“O Governo vai sair com uma nota, pelos vistos ainda não saiu, mas eu já a vi. Vai sair com uma nota, e, portanto, é esperar por essa nota porque o Governo aí toma posição sobre a matéria”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa, aos jornalistas, em frente ao Regimento de Cavalaria n.6, em Braga, cidade onde esta manhã decorreu a cerimónia da sua despedida das Forças Armadas.Questionado sobre o uso das Bases das Lajes, na Ilha Terceira, Açores, neste conflito no Médio Oriente, e que implicações é que isso pode acarretar para Portugal, o ainda chefe de Estado adiantou que a nota que o Governo irá divulgar, também aborda essa questão.“Vejam a nota, porque essa nota toca os vários pontos da situação, neste momento”, respondeu o Presidente da República, pelas 16:30, assumindo que “é evidente” que está enquadrado com a posição do Governo.Lusa.O Livre anunciou hoje que vai questionar o Governo sobre a utilização da Base das Lajes, nos Açores, pelos Estados Unidos da América (EUA), e o PCP exigiu uma “condenação clara” do Governo aos ataques no Irão.“Aquilo que nos preocupa é o que pode ter sido o papel do Estado português, o papel do governo português, por ação e por omissão, na contribuição para este ataque, desde logo, evidentemente, na utilização da Base das Lajes por parte das Forças Armadas dos Estados Unidos”, afirmou o deputado do Livre Jorge Pinto, à margem da manifestação organizada pela CGTP contra a reforma laboral do Governo, em Lisboa.O antigo candidato às presidenciais condenou os ataques lançados hoje pelos EUA e Israel ao Irão e adiantou que o partido vai questionar “o primeiro-ministro e o ministro dos Negócios Estrangeiros” sobre o tema, uma vez que a Base das Lajes é utilizada militarmente pelos EUA no âmbito de um acordo de cooperação.“Nós não queremos Portugal associado, de qualquer maneira, a um ataque feito ao arrepio dos direitos internacionais, contrário à Carta das Nações Unidas e que, no fundo, crava mais um prego no caixão do direito internacional”, lamentou.O deputado salientou que a posição do Livre não significa um apoio ao regime iraniano, que o partido condena, realçando que estão em causa “ataques ilegais aos olhos do direito internacional que, no fundo, dão um sinal a todos os outros líderes autocráticos de que a lei do mais forte é a que vinga”.“Nós não acreditamos nisso. Nós acreditamos num mundo regido por regras, regido pelas Nações Unidas, pela sua Carta e isso hoje foi claramente desrespeitado”, criticou.À margem da manifestação, o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, também condenou a “agressão a um estado soberano”, numa região “já minada por vários acontecimentos deste tipo”, dando como exemplo a Palestina, o Líbano ou a Síria.“É preciso condenar de forma clara e sem ‘mas’ nem meio ‘mas’. E era bom que o Governo português fosse claro na sua apreciação sobre a situação”, apelou.O comunista criticou “estados hipócritas” que têm “dois pesos e duas medidas” face a conflitos mundiais e interrogado sobre a utilização da Base das Lajes, rejeitou qualquer “cumplicidade do Estado português em ataques a outros países soberanos”.Paulo Raimundo realçou que além da utilização desta base aérea portuguesa nos Açores, a questão que se impõe “é o posicionamento do Governo português para empreender todos os meios que tem, de forma clara, para acabar de uma vez por todas com este conflito”.“Nós sabemos quando é que [este conflito] começou, sabemos até a que horas é que começou, mas não fazemos nenhuma ideia de como é que vai acabar. E acho que isso deve preocupar toda a gente. A mim preocupa muito”, afirmou.Cinco aviões reabastecedores KC-46 Pegasus da Força Aérea norte-americana levantaram hoje voo da Base das Lajes, na ilha Terceira, segundo constatou a Lusa no local.Na sexta-feira, véspera do ataque ao Irão, levantaram voo das Lajes, ao início da tarde, dois reabastecedores que regressaram à noite.Desde o dia 18 de fevereiro que se intensificou o movimento de aeronaves norte-americanas na Base das Lajes.Lusa.O Irão advertiu hoje que todos os locais envolvidos nas operações militares lançadas por Israel e pelos Estados Unidos contra a República Islâmica são “alvos legítimos”.O aviso foi feito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, na televisão iraniana.“As forças armadas iranianas consideram como alvos legítimos os locais de onde foram conduzidas as operações norte-americanas e sionistas [Israel], bem como os locais de todas as ações levadas a cabo contra as operações de defesa iranianas”, declarou Araghchi.Lusa.Pelo menos 85 pessoas morreram hoje no ataque contra uma escola feminina no sul do Irão, disseram as autoridades iranianas num novo balanço.O último balanço dava conta de 51 mortos e 48 feridos no ataque contra uma escola da província de Ormuzgão, no sul do paísA escola foi atingida, segundo Teerão, no contexto da ofensiva conjunta de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão.A radiotelevisão pública iraniana IRIB identificou as vítimas como estudantes da escola primária Shajare Tayebé, onde se encontravam cerca de 170 alunas, sem que o Exército de Israel se tenha pronunciado até ao momento sobre estas acusações.O Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, condenou já o que qualificou de "ato bárbaro" contra uma escola, na sequência dos bombardeamentos dos Estados Unidos e de Israel."Este ato bárbaro constitui uma nova página negra no balanço de crimes incontáveis cometidos pelos agressores", referiu, em comunicado.DN/Lusa.O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão considerou hoje que o país foi mais uma vez alvo de uma agressão militar criminosa por parte dos Estados Unidos e do regime sionista”, acrescentando ser a hora de "defender a pátria".A declaração do ministro consta de uma nota enviada hoje à agência Lusa pela embaixada do Irão em Lisboa como resposta à agressão militar dos EUA e de Israel contra o Irão.Dirigindo-se aos compatriotas, o ministro refere que esta manhã, “na véspera do Nowruz (festa que celebra o Ano Novo do calendário persa) e no décimo dia do mês sagrado do Ramadão, os Estados Unidos e o regime sionista, numa grave violação da integridade territorial e da soberania nacional do Irão, atacaram uma série de alvos, infraestruturas de defesa e locais civis em várias cidades do país”.“A renovada agressão militar dos Estados Unidos e do regime sionista contra o Irão está a ser cometida enquanto o Irão e os Estados Unidos se encontravam no meio de um processo diplomático”, começou por recordar.O responsável disse que entraram “mais uma vez em negociações para provar ao sistema internacional e a todos os países do mundo a legitimidade da nação iraniana e demonstrar a ilegitimidade de qualquer pretexto para a agressão”.Agora, o povo iraniano “está orgulhoso por ter feito tudo o que era necessário para evitar a guerra”, refere, acrescentando ser hora de “defender a pátria e enfrentar a agressão militar do inimigo”.“Assim como estávamos prontos para as negociações, estamos mais preparados do que nunca para a defesa”, sublinha, acrescentando que “as forças armadas da República Islâmica do Irão responderão aos agressores com autoridade”.Segundo a mesma nota da embaixada, “as ataques aéreos dos regimes sionista e americano contra o Irão constituem uma violação do Artigo 2(4) da Carta das Nações Unidas e uma clara agressão armada contra a República Islâmica do Irão”.Nesse sentido, o ministro, enfatizou que “responder a esta agressão é um direito legal e legítimo do Irão, de acordo com o Artigo 51 da Carta das Nações Unidas”.E “as forças armadas da República Islâmica do Irão usarão todo o seu poder e recursos para enfrentar esta agressão criminosa e repelir o ato maligno do inimigo”, frisou.A República Islâmica do Irão “relembra o grave dever das Nações Unidas e do seu Conselho de Segurança de tomarem medidas imediatas para enfrentar a violação da paz e da segurança internacionais devido à clara agressão militar dos Estados Unidos e do regime sionista contra o Irão, e exortou o secretário-geral da ONU, o presidente do Conselho de Segurança e os membros deste Conselho a cumprirem o seu dever o mais rapidamente possível”.O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão espera ainda que todos os Estados-Membros das Nações Unidas, “especialmente os países regionais e islâmicos, os membros do Movimento dos Países Não Alinhados e todos os Estados que se sentem responsáveis pela paz e segurança internacionais, condenem firmemente este ato de agressão e tomem medidas urgentes e coletivas para enfrentá-lo.”Segundo o ministro, “a história testemunha que os iranianos nunca se renderam à agressão e hegemonia estrangeiras”, pelo que também não irão fazê-lo desta vez..Os Guardas da Revolução iranianos lançaram hoje uma nova vaga de mísseis contra bases norte-americanas no Golfo, em resposta aos ataques israelitas e norte-americanos contra a República Islâmica, informou a televisão estatal.Os Guardas da Revolução “iniciaram uma nova vaga de ataques de mísseis contra bases norte-americanas”, afirmou a televisão, citando o exército ideológico da República Islâmica.Depois de ter sido atacado pelos Estados Unidos e Israel, o Irão atingiu bases norte-americanas pelo menos no Bahrein, Qatar, Emirados Árabes Unidos e Kuwait.O exército israelita também anunciou que estava a realizar novos ataques no Irão, visando lançadores de mísseis.Os novos ataques visam “neutralizar a ameaça que pesa sobre o Estado de Israel”, segundo um breve comunicado militar citado pela agência francesa AFP.Lusa.O Governo iraniano apelou hoje aos habitantes de Teerão para que abandonem a capital “mantendo a calma”, após os ataques israelitas e norte-americanos.“Tendo em conta as operações conjuntas levadas a cabo pelos Estados Unidos e pelo regime sionista [Israel] contra Teerão e algumas grandes cidades, sigam, se possível e mantendo a calma, em direção a outras cidades”, pediram as autoridades.O apelo consta de uma mensagem escrita (SMS) enviada para os telemóveis iranianos e recebida pela agência de notícias France-Presse (AFP).A área metropolitana de Teerão tem cerca de 10 milhões de habitantes, praticamente a população de Portugal.Lusa.O Conselho de Segurança da ONU vai realizar hoje uma reunião de emergência para debater a situação no Irão, na sequência dos ataques lançados pelos Estados Unidos e Israel, anunciou a presidência rotativa do organismo.A reunião, que será liderada pelo Reino Unido – país que ocupa atualmente a presidência mensal rotativa antes de os Estados Unidos assumirem o cargo, em março -, está marcada para as 16:00 locais (21:00 em Lisboa).Segundo um porta-voz da presidência rotativa, citado pela agência de notícias espanhola EDE, a reunião de emergência foi convocada “a pedido de vários membros” do Conselho de Segurança.Lusa.A presidente da Comissão Europeia anunciou este sábado que, "em virtude da situação atual no Irão", convocará "uma reunião especial do Colégio de Segurança na segunda-feira"."Para a segurança e estabilidade regional, é de importância primordial que não haja uma escalada adicional através dos ataques injustificados do Irão contra parceiros na região", escreveu Ursula von der Leyen na rede social X..Cinco aviões reabastecedores KC-46 Pegasus da Força Aérea norte-americana levantaram hoje voo da Base das Lajes, na ilha Terceira, segundo constatou a Lusa no local.Há mais de uma semana que estavam estacionados na Base das Lajes 15 aviões reabastecedores KC-46 Pegasus da Força Aérea norte-americana, que têm capacidade de reabastecer outras aeronaves em pleno voo.Minutos depois da partida dos reabastecedores levantou voo também um P-8 Poseidon, aeronave militar desenvolvida para a Marinha dos Estados Unidos, projetada para a guerra antissubmarino, que tinha chegado às Lajes na sexta-feira à noite.Logo de seguida descolou um avião C-130, habitualmente utilizado para transporte de tropas e cargas.Ao contrário do habitual, esta aeronave pode ser seguida nas aplicações de radares, mas não está indicado o seu destino.Lusa.O Irão anunciou hoje que todos os líderes estavam vivos, incluindo o guia supremo, o ayatollah Ali Khamenei, após informações de que teriam sido alvo dos ataques lançados pelos Estados Unidos e Israel.O ayatollah Khamenei continua vivo “tanto quanto sei”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi.“Todos os altos responsáveis estão vivos. Portanto, todos estão agora nos seus postos e estamos a gerir a situação”, acrescentou, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).Lusa.O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou hoje os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irão e as retaliações iranianas, argumentando que a situação põe em causa a segurança internacional, e apelou ao fim imediato das hostilidades.“Condeno a escalada militar de hoje no Médio Oriente”, afirmou Guterres numa mensagem publicada nas redes sociais, acrescentando que “o uso da força por parte dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, e a subsequente retaliação iraniana em toda a região, minam a paz e a segurança internacionais”.Lembrando que todos os Estados-membros das Nações Unidas devem respeitar as obrigações impostas pelo Direito internacional, incluindo pela Carta da ONU, António Guterres referiu que este documento proíbe claramente “a ameaça do uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado, ou de qualquer outra forma incompatível com os propósitos das Nações Unidas”.Por isso, o líder da ONU apelou “à cessação imediata das hostilidades” e à diminuição das tensões na região sob pena de haver “um conflito regional mais vasto, com graves consequências para os civis e para a estabilidade regional”.Na mensagem, Guterres reiterou que “não existe alternativa viável à resolução pacífica dos litígios internacionais” e encorajou “veementemente todas as partes a regressarem imediatamente à mesa das negociações”.Lusa.O primeiro-ministro britânico emitiu um comunicado este sábado a legitimar a operação levada a cabo por Estados Unidos e Israel e a condenar os ataques do Irão em retaliação. "O Reino Unido não teve qualquer participação nestes ataques. Mas já o deixámos claro há muito tempo: o regime iraniano é absolutamente abominável. Assassinaram milhares dos seus próprios cidadãos, reprimiram brutalmente a dissidência e procuraram desestabilizar a região. Mesmo no Reino Unido, o regime iraniano representa uma ameaça direta para os dissidentes e para a comunidade judaica. Só no último ano, apoiaram mais de 20 ataques potencialmente letais em solo britânico. Portanto, é claro: nunca devemos permitir que desenvolvam uma arma nuclear. Esse continua a ser o principal objetivo do Reino Unido e dos nossos aliados – incluindo os EUA", escreveu Keir Starmer na página oficial do Governo do Reino Unido na Internet."Condeno os ataques do Irão hoje contra parceiros em toda a região, muitos dos quais não são partes neste conflito. Estendemos-lhes o nosso apoio e solidariedade", prosseguiu, apelidando os ataques iranianos de "indiscriminados em toda a região".Starmer adiantou que o Reino Unido tem "uma série de capacidades defensivas na região" que foram reforçadas recentemente, pelo que "os aviões britânicos estão hoje no céu como parte de operações defensivas regionais coordenadas para proteger" o povo, os interesses e os aliados do país."É vital agora que evitemos uma escalada ainda maior e regressemos ao processo diplomático. Queremos a paz e a segurança, e a proteção da vida civil. O Irão pode pôr fim a isto agora. Devem abster-se de novos ataques, abandonar os seus programas de armamento e cessar a terrível violência e repressão contra o povo iraniano, que merece o direito de determinar o seu próprio futuro, em consonância com a nossa posição de longa data. Este é o caminho para a desescalada e o regresso à mesa das negociações", concluiu..O coordenador nacional do BE, José Manuel Pureza, repudiou hoje o “ataque cobarde e odioso” dos Estados Unidos da América e Israel ao Irão, exigindo ao Governo português uma “condenação clara”.“Quero começar por condenar de maneira clara, inequívoca, veemente, o ataque cobarde, o ataque odioso, feito esta madrugada por Israel e pelos Estados Unidos ao Irão”, condenou José Manuel Pureza, num almoço, em Lisboa, que assinalou o 27.º aniversário da fundação do BE.O dirigente bloquista recordou a trajetória do partido ao longo dos últimos 27 anos, lembrando que a luta contra a guerra “foi uma das primeiras e mais importantes bases de lançamento” do BE.“A primeira vez que uma bandeira deste Bloco saiu à rua foi para denunciar a guerra: nem mais um soldado para os Balcãs”, recordou.Pureza lembrou ainda o conflito na Ucrânia e salientou que “horas depois da invasão” o partido mobilizou-se em frente à embaixada russa em Lisboa, para “denunciar a invasão e os imperialismos”.O ex-vice presidente da Assembleia da República argumentou que o BE denuncia “ataques à autodeterminação dos povos em todo o lado: dos Balcãs a Timor-Leste, do Iraque ao Sahara Ocidental, da Ucrânia à Palestina e tantos casos mais”.Pureza acrescentou ainda que “sobre cada uma destas agressões houve sempre alguns e às vezes uns, outras vezes outros, que escolheram, em algum momento, o silêncio”, mas o BE “falou sempre”.“É com essa coerência de quem nunca se calou que hoje aqui dizemos que os bombardeamentos dos Estados Unidos e do governo genocida de Israel contra o Irão são um ataque cobarde, são um ataque inaceitável à República do Irão e daqui exigimos ao governo português a condenação clara deste ataque vil à República do Irão”, afirmou.Lusa. A NATO está a acompanhar de perto os desenvolvimentos no Irão e na região, na sequência do ataque conjunto dos Estados Unidos e Israel e das retaliações iranianas, disse hoje a porta-voz da Aliança Atlântica.Segundo avançou Allison Hart, a Aliança está a avaliar os desdobramentos da situação para antecipar os possíveis impactos para a segurança na região e, eventualmente, para os países-membros da organização.Segundo a porta-voz, o objetivo é avaliar eventuais “consequências para a estabilidade regional e para missões de paz e defesa coletiva”.Apesar do acompanhamento permanente, não houve nenhum anúncio sobre a ativação de medidas imediatas pela NATO.Lusa.Em Teerão, capital do Irão, um grupo de pessoas saiu à rua a favor do regime e em protesto contra os Estados Unidos e Israel, mostram imagens da EPA. O ataque terá feito vítimas civis. Agência estatal iraniana IRNA, que cita um porta-voz do Ministério da Educação do país, diz que foi atingida uma escola feminina e que há 53 vítimas mortais. .O alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos condenou hoje os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão e respetiva retaliação, lembrando que, como em qualquer conflito armado, serão os civis que pagarão o preço mais elevado.“As bombas e os mísseis não são a forma de resolver as diferenças, apenas causam morte, destruição e sofrimento humano”, alertou Volker Türk numa mensagem publicada nas redes sociais.O responsável das Nações Unidas pelos direitos humanos pediu moderação para evitar mais danos à população e implorou a todas as partes para que “ajam com bom senso, reduzam a tensão e regressem à mesa das negociações, onde, poucas horas antes, procuravam ativamente uma solução” para a questão do programa nuclear iraniano.“Esta é a única forma de resolver as profundas diferenças existentes, de forma duradoura”, sublinhou o alto-comissário.Caso contrário, alertou, corre-se o risco de “um conflito ainda maior, que levará inevitavelmente a mais mortes de civis sem sentido e a destruição a uma escala potencialmente inimaginável, não só no Irão, mas em toda a região do Médio Oriente”.Türk lembrou ainda que o Direito internacional considera que a proteção de civis em conflitos armados deve ser prioritária.“Todos os atores envolvidos devem garantir o cumprimento destas normas, e a sua violação deve levar à responsabilização dos culpados”, sublinhou.Lusa.O número de mortos após um ataque a uma escola feminina subiu para 53, segundo a agência de notícias estatal iraniana IRNA, que cita um porta-voz do Ministério da Educação do país.Ali Farhadi disse à agência que a escola foi "alvo de três ataques com mísseis" este sábado, adiantou que outras 63 pessoas ficaram feridas e admitiu que podem haver mais vítimas debaixo dos escombros..O ataque de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão pode ter impacto no mercado petrolífero devido a uma potencial queda da oferta, pois o Irão tem uma produção significativa e também pode fechar o Estreito de Ormuz.Na sexta-feira à noite, a cotação do barril de petróleo Brent (de referência na Europa, para entrega em abril) fechou o mercado de futuros de Londres em alta ao chegar aos 72,48 dólares, o valor mais alto desde há sete meses, já devido às tensões geopolíticas entre Estados Unidos e o Irão.O Irão, um dos membros fundadores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) em 1960, produziu aproximadamente 3,1 milhões de barris por dia em janeiro passado, segundo fontes independentes, cerca de 11% da produção total dos 12 membros do grupo.Dentro da aliança OPEP+, o Irão era o quarto maior produtor até 2025, atrás de Rússia, Arábia Saudita e Iraque. Já nos últimos meses foi ultrapassado pelos Emirados Árabes Unidos.Nas décadas anteriores, a produção flutuava à medida que as diversas sanções internacionais, particularmente as impostas pelos Estados Unidos contra o regime dos 'ayatollahs', eram intensificadas ou atenuadas.Com a assinatura, em 2015, do histórico acordo nuclear com os Estados Unidos e outras potências mundiais, que proporcionou um alívio comercial significativo ao Irão em troca da limitação das suas capacidades nucleares, o setor petrolífero conheceu um grande impulso.Até 2018, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, então no seu primeiro mandato, decidiu retirar-se do acordo e voltar a impor sanções, a produção de petróleo iraniana subiu para cerca de 3,8 milhões de barris por dia.A partir daí, voltou a descer, atingindo 2,88 milhões de barris por dia em 2023, embora tenha recuperado em 2024 para 3,2 milhões de barris por dia, nível que se manteve ao longo do ano passado.Ainda assim, a produção de petróleo do Irão, embora considerável, representa apenas cerca de 3% da procura global.Com reservas estimadas em 208 mil milhões de barris de crude, segundo dados da OPEP, o Irão possui a terceira maior reserva mundial, depois de Venezuela e Arábia Saudita.Os ataques lançados hoje podem provocar uma retaliação iraniana contra os campos petrolíferos dos países aliados dos Estados Unidos no Golfo Pérsico e/ou um bloqueio ao transporte de petróleo através do Estreito de Ormuz (por onde passa 20% do crude mundial).Em 2024, aproximadamente 20 milhões de barris de crude passaram diariamente pelo Estreito de Ormuz (cerca de um quinto do comércio mundial de gás natural liquefeito também passou pelo Estreito).Esta estreita passagem entre o Golfo Pérsico e o Mar Arábico é também utilizada pela Arábia Saudita, o principal produtor da OPEP e atualmente o segundo maior produtor mundial, a seguir aos Estados Unidos.É também a rota de exportação de crude de outros três membros da OPEP: Iraque, Emirados Árabes Unidos e Kuwait.No total, estes cinco países (Arábia Saudita, Estados Unidos, Iraque, Emirados Árabes Unidos e Kuwait) produziram cerca de 23 milhões de barris por dia em janeiro, 22% do petróleo que o mundo necessita atualmente, segundo os cálculos mais recentes da OPEP.No ano passado, após os primeiros ataques de Israel e dos Estados Unidos, o Parlamento iraniano já tinha pedido o encerramento do estreito.Um encerramento que poderá ter repercussões graves para a economia global, sendo a China um dos países mais afectados já que mais de 80% do petróleo e gás que transitam pelo Estreito de Ormuz destina-se aos mercados asiáticos, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE).Analistas estimam que a China compra quase 90% das exportações de crude iraniano, o que significa que Pequim satisfaz aí até 10% da sua procura.Apenas a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos possuem redes de oleodutos — capazes de transportar um máximo de 2,6 milhões de barris por dia — que lhes permitem contornar o Estreito de Ormuz, de acordo com a AIE.Lusa.O técnico português João Mota, do Al Ittihad Sports Club dos Emirados Árabes Unidos (EAU), admitiu hoje que está a acompanhar os ataques iranianos "com alguma ansiedade", mas que vai tentar "levar as coisas com normalidade".O treinador do clube de futebol dos Emirados Árabes Unidos afirmou à agência Lusa que o Ministério de Segurança do país pediu às pessoas para se manterem calmas e para evitarem sair à rua, embora tenha sido registado um morto devido aos "vestígios do resto do míssil" que "caiu numa zona residencial", adiantou.Os EAU declararam hoje ter intercetado mísseis iranianos e a estação Al Jazeerah noticiou que pelo menos uma pessoa morreu na capital do país, onde se encontra João Mota."Em relação à nossa segurança, está tudo bem, estamos em perfeita segurança", garantiu o técnico à Lusa.João Mota disse que soube na manhã de hoje dos ataques ao Irão através de um jornalista do Qatar que é seu amigo."Depois é que realmente liguei a televisão e vi que estava aqui mesmo ao lado de uma situação complicada e que os Estados Unidos e Israel começaram o conflito contra o Irão e há países que estão a apanhar por tabela, que os Emirados é um deles, assim como a Jordânia, a Arábia Saudita, o Bahrein, o Qatar, enfim, nós estamos aqui todos próximos e realmente esperamos que isto não dê nada", acrescentou."Pensámos logo em ir embora, mas o espaço aéreo está fechado, por uma questão de segurança também, mas está fechado devido à guerra, mas por uma questão de segurança", adiantou.Ainda assim, o treinador disse que hoje à noite a sua equipa tem jogo marcado."Não sabemos se vai haver jogo ou não, em princípio não tem nenhuma outra notícia e eu quero mesmo, a nível mental, levar as coisas com normalidade".Lusa.O Ministério dos Negócios Estrangeiros recomendou aos portugueses que estão na região do Médio Oriente que cumpram as recomendações das autoridades locais, permaneçam em casa, e, em caso de emergência, contactem as embaixadas ou consulados.As recomendações foram feitas na sequência dos ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irão e da consequente reação de Teerão, que respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e países vizinhos, como Bahrein, Arábia Saudita e Qatar.Contactado pela agência Lusa, um porta-voz do ministério assegurou que o chefe da diplomacia portuguesa, Paulo Rangel, e o Gabinete de Emergência Consular estão, desde o início do dia, a contactar todos os embaixadores dos países da região.Os Estados Unidos e Israel iniciaram hoje de manhã um ataque conjunto ao Irão, que atingiu a capital, Teerão.O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que os Estados Unidos (EUA) iniciaram “grandes operações de combate no Irão” e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que o ataque tem como objetivo “eliminar uma ameaça existencial representada” pelo regime iraniano.O Irão já respondeu, entretanto, lançando mísseis sobre a base militar norte-americana no Bahrein e tentando atacar o Qatar, que conseguiu intercetar os mísseis.O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português adiantou ainda ter emitido conselhos aos portugueses residentes para se manterem em casa, evitando deslocações desnecessárias.“Em caso de necessidade especial, [devem] contactar as embaixadas ou o Gabinete de Emergência Consular e estar atentos a toda a informação, em particular à que é facultada pelas embaixadas, assim como cumprir as recomendações das autoridades locais”, avançou.Lusa.Emmanuel Macron reagiu na rede social X ao "início da guerra entre os Estados Unidos, Israel e o Irão", considerando que o conflito "tem graves consequências para a paz e a segurança internacionais"."A atual escalada é perigosa para todos. Ela precisa de parar. O regime iraniano precisa de compreender que não tem agora outra opção senão envolver-se em negociações de boa-fé para pôr fim aos seus programas nucleares e de mísseis balísticos, bem como às suas ações para desestabilizar a região. Isto é absolutamente essencial para a segurança de todos no Médio Oriente", escreveu o presidente francês."O povo iraniano também precisa de poder construir o seu futuro livremente. Os massacres perpetrados pelo regime islâmico descredibilizam-no e exigem que o povo tenha voz. Quanto mais cedo, melhor", prosseguiu Macron, que revelou que França "solicita uma reunião urgente do Conselho de Segurança das Nações Unidas" e que está em contacto próximo com os "parceiros europeus" e "amigos do Médio Oriente".O chefe de Estado gaulês assegurou ainda que "estão a ser tomadas todas as medidas para garantir a segurança" do território, dos cidadãos e dos recursos franceses no Médio Oriente..Uma fonte de segurança israelita anunciou hoje que os ataques contra o Irão vão continuar “durante o tempo que for necessário”, após o início de uma operação com os Estados Unidos contra alvos militares iranianos.“Vamos agora prosseguir com as nossas operações, durante o tempo que for necessário”, declarou a fonte israelita, que falou aos jornalistas sob a condição de não ser identificada, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).A mesma fonte acrescentou que a operação em curso visa “garantir que o regime iraniano não possa mais comprometer a estabilidade da região e a estabilidade internacional no sentido lato”.O exército israelita disse ter atacado “centenas de alvos militares iranianos, incluindo lançadores de mísseis” na região ocidental do Irão, após o início da operação conduzida em coordenação com os Estados Unidos contra a República Islâmica.“Paralelamente aos ataques aéreos no Irão, o sistema de defesa antiaérea identifica e interceta atualmente as ameaças lançadas a partir do Irão em direção ao Estado de Israel”, acrescentou o exército, segundo a AFP.Lusa.A agência de notícias estatal iraniana IRNA noticiou que pelo menos 40 pessoas morreram depois de um ataque israelita ter atingido uma escola primária feminina em Minab, na província de Hormozgan, no sul do país.Pelo menos outras 45 pessoas ficaram feridas no ataque, de acordo com a agência. Segundo o The Guardian, há relatos de que a Guarda Revolucionária Islâmica do Irão (IRGC) possui uma base em Minab..Numa primeira reação à operação lançada por Estados Unidos e Israel, o ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal referiu que "acompanha ao minuto todos os desenvolvimentos da situação no Irão e em Israel", em contacto permanente com" a rede diplomática portuguesa. "A nossa prioridade é a segurança dos cidadãos portugueses", frisou, na rede social X. .O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, afirmou que o país utilizará todos os seus meios militares, em conformidade com o direito de autodefesa, para se proteger.Segundo um comunicado, o chefe da diplomacia falou telefonicamente com os homólogos de países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Bahrein e Iraque, e reiterou que o Irão utilizará "todas as suas capacidades defensivas e militares, em conformidade com o seu legítimo direito de autodefesa", para proteger a integridade do país.Araghchi "recorda" ainda a estes países "a sua responsabilidade de impedir o uso indevido das suas instalações e territórios" pelos Estados Unidos e por Israel para fins de ataque..Testemunhas citadas pela Reuters indicaram ter ouvido novas vagas de explosões tanto na capital do Qatar, Doha, como na dos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi.O Irão, refira-se, afirmou que estava a atacar bases militares americanas na região..Os presidente da Comissão Europeia e do Conselho Europeu expressaram hoje “grande preocupação” após os ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão, apelando à “máxima contenção” e à salvaguarda da segurança regional e nuclear.“Os desenvolvimentos no Irão são motivo de grande preocupação. Mantemo-nos em estreito contacto com os nossos parceiros na região. Reiteramos o nosso firme compromisso com a salvaguarda da segurança e da estabilidade regionais”, defenderam Ursula von der Leyen e António Costa, num comunicado conjunto sobre os acontecimentos no Irão.“Garantir a segurança nuclear e evitar quaisquer ações que possam agravar ainda mais as tensões ou comprometer o regime global de não-proliferação é de importância crítica”, sublinharam.. A mesma nota informativa recordou que a União Europeia (UE) aprovou sanções extensivas em resposta às ações do regime do Irão e da Guarda Revolucionária, o exército ideológico iraniano, tendo promovido de forma consistente esforços diplomáticos destinados a abordar os programas nuclear e balístico através de uma solução negociada.Von der Leyen e Costa adiantaram que estão a trabalhar “em estreita coordenação com os Estados-membros da UE”, pelo que os 27 tomarão “todas as medidas necessárias” para assegurar que os cidadãos europeus na região possam contar com o “pleno apoio” de Bruxelas.“Apelamos a todas as partes para que exerçam a máxima contenção, protejam os civis e respeitem plenamente o direito internacional”, frisaram ainda os dois responsáveis do bloco europeu.Lusa.Vários países do Médio Oriente fecharam hoje os seus espaços aéreos enquanto todas as companhias aéreas globais suspenderam os seus voos de e para a região, na sequência dos ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irão.O serviço de rastreamento de voos em tempo real Flight Radar mostra o espaço aéreo sobre o Irão vazio, tendo a organização de aviação civil iraniana anunciado o encerramento total do espaço aéreo do país.Segundo um porta-voz do Governo iraniano, o encerramento será mantido durante pelo menos seis horas.A resposta do Irão ao ataques – lançando mísseis para bases militares norte-americanas no Bahrein e no Qatar, para já – levaram outros países da região a também fechar os seus espaços aéreos, estado agora encerrados os dos Emirados Árabes Unidos (incluindo os aeroportos do Dubai e de Abu Dhabi, que estão entre os mais movimentados do mundo), Bahrein, Iraque e Qatar.Também o espaço aéreo de Israel foi encerrado.Face à situação, as companhias aéreas que voam para estes territórios suspenderam os voos.A alemã Lufthansa anunciou a suspensão dos voos de e para o Dubai entre hoje e domingo, além da interrupção temporária das rotas para Telavive, Beirute e Omã até 07 de março, enquanto a Air France cancelou voos de e para Telavive e Beirute.A espanhola Iberia também cancelou os voos para Telavive, enquanto a húngara Wizz Air suspendeu os voos de e para Israel, Dubai, Abu Dhabi e Amã até 07 de março e a KLM, o braço holandês da Air France-KLM, suspendeu os seus voos Amesterdão-Telavive.Ao mesmo tempo, a britânica Virgin Atlantic informou que decidiu evitar temporariamente o espaço aéreo iraquiano, redirecionando alguns dos seus voos.Por seu lado, vários voos da Qatar Airways que chegaram a partir e a sobrevoar o Kuwait ou a Arábia Saudita, acabaram por regressar ao espaço aéreo do Qatar.Também a Rússia anunciou, através do Ministério dos Transportes, que todas as companhias aéreas do país suspenderam os voos para o Irão e Israel.No Kuwait foi a autoridade de aviação que disse ter suspendido todos os voos para o Irão até novas ordens, enquanto a Oman Air adiantou ter suspendido todos os voos para Bagdad.Os Emirados Árabes Unidos fecharam “parcial e temporariamente” o seu espaço aéreo, pelo que “alguns voos da Flydubai foram afetados”, referiu um porta-voz da companhia aérea.Também a companhia aérea turca Turkish Airlines suspendeu os voos para 10 países do Médio Oriente.“Os voos para o Líbano, Síria, Iraque, Irão e Jordânia foram cancelados até 02 de março”, escreveu um porta-voz da empresa nas redes sociais.Os voos desta companhia aérea para o Qatar, Kuwait, Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Omã também foram suspensos, mas, por enquanto, só durante o dia de hoje.Contactada pela agência Lusa, fonte oficial da TAP disse que, neste momento, não tem voos para Israel, tendo em dezembro anunciado que previa retomar, no final de março, as ligações para Telavive, suspensas desde outubro de 2023, aquando dos ataques do grupo islamita palestiniano Hamas que desencadearam a guerra na Faixa de Gaza.Lusa.Os Emirados Árabes Unidos declararam hoje ter intercetado mísseis iranianos e afirmaram reservar-se o direito de responder a qualquer ataque, enquanto o Kuwait também intercetou mísseis no espaço aéreo do país.Os Emirados Árabes Unidos (EAU) "foram hoje alvo de um ataque manifesto com mísseis balísticos iranianos. As defesas aéreas dos Emirados reagiram com grande eficácia e conseguiram intercetar vários desses mísseis", indicaram as autoridades em comunicado.Abu Dhabi acrescentou que "se reserva plenamente o direito de responder", denunciando "uma escalada perigosa".O chefe do Estado-Maior do Kuwait, por seu lado, indicou que "os sistemas de defesa aérea assumiram o controlo dos mísseis detetados no espaço aéreo".Entretanto, habitantes de Abu Dhabi disseram à agência de notícias France Presse ter ouvido fortes explosões na capital dos EAU, que abriga uma base norte-americana, depois de Estados Unidos e Israel terem anunciado ataques ao Irão, que prometeu retaliar.Antes, os EAU anunciaram ter fechado o espaço aéreo "temporária e parcialmente" como medida de precaução excecional.Lusa.O Corpo da Guarda Revolucionária Iraniana afirmou considerar "todas as bases, recursos e interesses dos EUA na região como alvos legítimos" para retaliação.O mesmo afirma: "Sabemos que os EUA são o principal fator na agressão atual e que o regime sionista é o patrocinador dessa agressão. Ao mesmo tempo, consideramos que ambos são um só."Teerão lançou mísseis simultâneos que parecem ter como alvos a Base Aérea de Al Udeid, no Qatar, a Base de Al Salem, no Kuwait, a Base Aérea de Al Dhafra, nos Emirados Árabes Unidos, e a Base da Quinta Frota dos EUA, no Bahrein..Várias explosões foram ouvidas este sábado em Riade, após bases norte-americanas no Bahrein e no Qatar terem sido visadas após ataques israelitas e norte-americanos contra o Irão, noticiou a AFP.Dois jornalistas da agência de notícias francesa no local relataram ter ouvido um forte estrondo seguido de várias explosões na capital da Arábia Saudita.A Guarda Revolucionária iraniana confirmou o lançamento de ataques contra bases norte-americanas situadas no Bahrein, no Qatar e nos Emirados Árabes Unidos, em retaliação pelos bombardeamentos contra o Irão, sem referir a Arábia Saudita.DN/Lusa.O Exército israelita anunciou este sábado um “reforço significativo” das suas forças militares em todas as frentes, após o início de um ataque ao Irão conduzido em coordenação com os Estados Unidos.A direção das operações “começou um reforço em grande escala das forças terrestres em todos os setores e comandos regionais [uma zona que abrange Israel e os Territórios Palestinos Ocupados], bem como o reforço e a mobilização das forças especiais, no âmbito do reforço do nível de preparação para vários cenários ofensivos e defensivos”, declarou o exército num comunicado.“Além disso, reforços importantes serão destacados para a Força Aérea e a Marinha, paralelamente ao reforço de todos os dispositivos de poder de fogo”, acrescentou, sem avançar quantos reforços foram chamados.DN/Lusa.A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmaram que os desenvolvimentos no Irão são "muito preocupantes"."Apelamos a todas as partes para que exerçam a máxima contenção, protejam os civis e respeitem plenamente o direito internacional", disseram os dois líderes numa declaração conjunta."Em estreita coordenação com os Estados-membros da UE, tomaremos todas as medidas necessárias para garantir que os cidadãos da UE na região possam contar com o nosso total apoio.".Um responsável israelita ouvido pela Reuters garante que o líder supremo do Irão, o ayatollah Ali Khamenei, e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, foram alvos dos ataques dos EUA e de Israel. Os resultados dos ataques não são claros, disse a mesma fonte.Outra fonte com conhecimento do assunto disse anteriormente à Reuters que Khamenei não estava em Teerão e tinha sido transferido para um local seguro.Uma fonte iraniana próxima ao governo garantiu que vários comandantes da Guarda Revolucionária e autoridades políticas foram mortos nos ataques.Os media iranianos também informaram que o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araqchi, está bem..Segundo o Axios, o presidente dos EUA deverá voltar a falar à nação este sábado. Donald Trump confirmou os ataques israelitas e americanos contra o Irão num vídeo colocado nas suas redes sociais às 2:30 de Washington (mais cinco horas em Lisboa). O presidente chegou a Mar-a-Lago, a sua residência na Florida, na sexta-feira à noite..Uma pessoa morreu devido à queda de detritos após as defesas aéreas terem interceptado mísseis iranianos que tinham como alvo locais em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, informou a agência de notícias estatal WAM, citando o Ministério da Defesa dos Emirados.O Ministério da Defesa informou que um cidadão asiático morreu após os detritos terem caído numa área residencial de Abu Dhabi..O Irão está a retaliar contra várias instalações militares dos EUA no Médio Oriente. Teerão lançou mísseis simultâneos que parecem ter como alvos a Base Aérea de Al Udeid, no Qatar, a Base de Al Salem, no Kuwait, a Base Aérea de Al Dhafra, nos Emirados Árabes Unidos, e a Base da Quinta Frota dos EUA, no Bahrein..O Irão está agora sob um bloqueio quase total da Internet, segundo a NetBlocks, uma agência de monitorização da Internet, enquanto os EUA e Israel realizam ataques ao Irão.Esta não é a primeira vez que a Internet do país é desligada. Ainda no mês passado, o Irão mergulhou num bloqueio quase total da Internet durante os protestos que se espalharam por todo o país desde o final de 2025 e que foram brutalmente reprimidos pelo governo..Os ataques contra o Irão realizados este sábado por Israel em coordenação com os EUA foram planeados há meses e visaram “dezenas de objetivos militares”, anunciou o exército israelita.A operação, a que Israel chamou “Rugido de Leão” (mas os EUA apelidaram de "Fúria Épica"), resultou de meses de planeamento conjunto entre os dois países aliados, referiu o exército num comunicado citado pela AFP.“Visou dezenas de objetivos militares no âmbito de uma vasta operação conjunta (...) contra o regime” iraniano, declarou o exército.Os militares israelitas disseram que durante os meses que precederam o ataque de hoje, “foi realizado um planeamento próximo e conjunto entre os exércitos israelita e norte-americano”.Isso permitiu “a implementação de um ataque de grande escala em plena sincronização e coordenação entre as duas forças”, acrescentou o exército de Israel.DN/Lusa.Sob ataque dos EUA e de Israel, o Irão está a retaliar contra os países do Golfo onde a América tem bases militares. Ao longo da manhã houve relatos de explosões no Qatar, no Kuwait, nos Emirados Árabes Unidos e no Bahrein. Vários países do Golfo fecharam entretanto o seu espaço aéreo. As defesas anti-aéreas destes países têm estado a intercetar mísseis lançados a partir do Irão. A Al-Jazeera partilhou um vídeo do que garante ser uma explosão no Bahrein..Os correspondentes da AFP no Bahrein afirmam ter ouvido explosões na capital, Manama. Isso depois que o Ministério do Interior do Bahrein ter avisado, numa série de alertas no X, que sirenes de emergência haviam soado e ter pedido aos moradores que mantivessem a calma e se dirigissem ao local seguro mais próximo.O ataque foi confirmado pelo Centro Nacional de Comunicação do Bahrein, segundo o qual o centro de serviços da Quinta Frota da Marinha dos EUA foi “submetido a um ataque com mísseis”, de acordo com um comunicado citado pela agência estatal de notícias do Bahrein (BNA) e pela BBC.O Bahrein acolhe a Quinta Frota dos EUA, responsável pelas forças navais no Golfo Pérsico, Mar Vermelho, Mar da Arábia, e da costa leste da África.As forças armadas norte-americana não comentaram de imediato estas informações, mas a embaixada dos EUA já tinha alertado os cidadãos para procurarem abrigo, por entre ameaças de mísseis e drones sobre o Bahrein..Num extenso texto publicado no X, Reza Pahlavi agradece a "ajuda" dos EUA, fala em "intervenção humanitária" e apela aos iranianos para "recuperarem o Irão". O filho do último Xá, destituído pela Revolução Islâmica em 1979, garantiu que "momentos decisivos estão diante de nós." Há muito exilado nos EUA, Pahlavi afirmou que "a ajuda que o presidente dos EUA prometeu ao corajoso povo do Irão chegou. Trata-se de uma intervenção humanitária, e o seu alvo é a República Islâmica, o seu aparato de repressão e a sua máquina de matar — não o país e a grande nação do Irão."O homem que muitos veem como uma solução para o futuro do Irão - mas que já prometeu não tentar restabelecer a monarquia, afirmou que " a vitória final ainda será alcançada por nós. Somos nós, o povo do Irão, que concluiremos esta tarefa nesta batalha final. O momento de voltar às ruas está a aproximar-se."E deixou o apelo aos cidadãos iranianos: "Nestas horas e dias delicados, mais do que nunca, devemos permanecer focados no nosso objetivo final: recuperar o Irão.".O recém renomeado Departamento da Guerra colocou o nome da operação lançada pelos EUA e por Israel contra o Irão na rede social X - Operação Fúria épica..O Corpo dos Guardas da Revolução do Irão anunciou que uma primeira onda de ataques com mísseis e drones foi lançada contra Israel em resposta aos ataques, informou a agência de notícias Tasnim..O presidente do Irão, Masud Pezeshkian, "encontra-se em perfeitas condições de saúde", informou este sábado, 28 de fevereiro, a comunicação social iraniana, quando o país se encontra sob um ataque em larga escala por parte dos EUA e de Israel."Pezeshkian encontra-se em perfeitas condições de saúde", informaram várias agências iranianas, entre as quais a Mehr e a Tasnim. "Cabe salientar que, há algumas horas, zonas de Teerão foram alvo de um ataque aéreo americano-sionista", acrescentaram.DN/Lusa.O primeiro-ministro israelita emitiu um comunicado no qual se dirige aos "irmãos e irmãs, cidadãos de Israel" para explicar que "Israel e os EUA iniciaram uma operação para eliminar a ameaça existencial representada pelo regime terrorista do Irão." Benjamin Netanyahu agradeceu ainda "ao nosso grande amigo, o presidente Donald Trump, pela sua liderança histórica", recordando que "durante 47 anos, o regime dos ayatollahs tem gritado 'Morte a Israel', 'Morte à América'".E insistiu: "Este regime terrorista assassino não pode ser armado com armas nucleares que lhe permitam ameaçar toda a humanidade. A nossa ação conjunta criará as condições para que o corajoso povo iraniano tome o seu destino nas próprias mãos."Netanyahu deixou ainda um apelou: "Chegou a hora de todos os segmentos do povo iraniano — persas, curdos, azeris, baluchis e ahwazis — se livrarem do jugo da tirania e criarem um Irão livre e pacífico.".Sirenes soam neste momento em Telavive e em todo o centro de Israel em pleno ataque com mísseis balísticos iranianos – é a segunda vez do dia. Os militares israelitas afirmam que os sistemas de defesa aérea estão a trabalhar para intercetar os mísseis. Quandou ouvem as sirenes, os cidadãos israelitas têm instruções para se dirigirem para as salas seguras..O Ministério dos Negócios Estrangeiros português disse este sábado estar a acompanhar ao minuto os desenvolvimentos da situação no Irão, depois dos EUA terem iniciado ataques aéreos numa operação conjunta com Israel.“O MNE acompanha ao minuto todos os desenvolvimentos da situação no Irão e em Israel, em contacto permanente com a nossa rede diplomática. A nossa prioridade é a segurança dos cidadãos portugueses”, indica o ministério numa publicação na rede social X.DN/Lusa.As nuvens de fumo que se avistavam em Teerão, no norte e centro da cidade, provinham de uma zona aparentemente próxima dos escritórios do líder supremo, o ayatollah Ali Khamenei.Não é claro se Khamenei, de 86 anos e que em 1989 sucedeu ao ayatollah Khomeini, fundador uma década antes da República Islâmica, estava nos escritórios no momento do ataque, sendo que não é visto em público há dias, desde que as tensões com os EUA começaram a aumentar.Mas o ataque ocorre no momento em que os EUA reuniram uma vasta frota de caças e navios de guerra na região para tentar pressionar o Irão a chegar a um acordo sobre o seu programa nuclear..Donald Trump anunciou que o seu país iniciou "grandes operações de combate no Irão" e que o objetivo é "eliminar ameaças iminentes"."A hora da vossa liberdade está ao alcance das mãos", disse Donald Trump, dirigindo-se ao povo iraniano.O presidente dos EUA disse na sexta-feira que os EUA não tinham tomado uma “decisão final” sobre atacar o Irão – mas acrescentou que “não estava satisfeito” com a sua posição de negociação durante as conversações nucleares. Trump disse que o Irão “não estava disposto a dar-nos o que precisamos”, insistindo que o Irão “não pode ter armas nucleares”. As conversações indiretas em Genebra entre os dois países ocorreram no início da semana, com ambos os lados afirmando que foram feitos progressos na obtenção de um acordo..Explosões foram ouvidas em cidades de todo o Irão, segundo a mídia iraniana. A agência de notícias Fars informa que explosões foram ouvidas nas cidades de Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah. A agência de notícias também informou que vários mísseis atingiram a University Street e a área da República da capital iraniana, Teerão..EUA e Israel lançaram ataque contra o IrãoIsrael anunciou ter lançado um ataque “preventivo” contra o Irão e está a preparar-se para retaliação. Os meios de comunicação iranianos noticiaram pelo menos três explosões no centro e norte de Teerão, pouco depois de Israel ter anunciado o ataque contra a República Islâmica.Num vídeo de oito minutos colocado na sua rede Truth Social, Donald Trump confirmou que os EUA estiveram envolvidos no ataque. E garantiu que lançaram “grandes operações de combate”, lembrando que tentaram chegar a acordo com o Irão sobre o seu programa nuclear ao longo das últimas semanas. .O Ministério da Defesa israelita informou que Israel lançou um "ataque preventivo contra o Irão" para "eliminar as ameaças" ao seu país, após o que os alarmes antimísseis soaram no território israelita.No documento em que o ministro Israel Katz declara o estado de emergência, partilhado pelo departamento de que é titular, estabelece-se uma duração do mesmo de 48 horas.Coincidindo com o anúncio do ataque, todos os telemóveis em Israel emitiram um "alerta de emergência extrema", avisando a população para procurar abrigos próximos e evitar deslocações desnecessárias, o mesmo que soou quando o governo israelita atacou o Irão em junho de 2025, após o que começou a chamada guerra dos 12 dias.Em cidades como Jerusalém, onde se ouviu durante a manhã o sobrevoo de aviões, os alarmes antiaéreos dispararam.O ataque ocorre numa situação de alta tensão regional, após semanas de ameaças dos EUA s de uma ação militar no Irão.