Novo relatório sugere que ex-presidente brasileiro foi morto pela ditadura militar no país
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Novo relatório sugere que ex-presidente brasileiro foi morto pela ditadura militar no país

Essa conclusão contraria a versão oficial de que Juscelino Kubitschek, popularmente chamado de "JK", foi vítima de um acidente rodoviário em 1976.
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Um relatório da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), concluiu que o ex-presidente brasileiro Juscelino Kubitschek foi assassinado pela ditadura militar, revelou a imprensa brasileira.

Essa conclusão, antecipada pelo jornal Folha de S. Paulo, contraria a versão oficial de que Juscelino, popularmente chamado de "JK", foi vítima de um acidente rodoviário em 1976.

A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos é um órgão governamental formado por sete membros e conta com apoio técnico do Ministério dos Direitos Humanos do Brasil. 

Segundo o relatório, a morte de JK integrou uma ação coordenada de repressão política no contexto da Operação Condor, aliança entre regimes militares sul-americanos durante a Guerra Fria.

A relatório elaborado pela historiadora Maria Cecília Adão, sustenta que houve manipulação das investigações da época, omissão de provas e destruição de documentos relacionados ao acidente envolvendo o veículo de JK e um autocarro. 

O documento de mais de 5 mil páginas e a retificação da certidão de óbito, informou o jornal brasileiro, deve ser aprovado pelos conselheiros da CEMDP em reunião, ainda sem data definida para acontecer.

O documento aponta ainda indícios de participação de agentes do Estado e recomendou a reabertura das investigações, além da responsabilização histórica dos envolvidos no caso.

O caso de JK foi aberto pela CEMDP em fevereiro de 2025 por decisão do Governo brasileiro, com base num inquérito do Ministério Público Federal, que durou seis anos de trabalho(2013-2019), e identificou falhas graves nas investigações do próprio Estado.

O MPF descartou a tese oficial de que tenha havido choque entre o autocarro e o veículo de JK, mas concluiu ser "impossível afirmar ou descartar" a hipótese de atentado político contra o ex-presidente brasileiro.

Fundador de Brasília, Juscelino Kubitschek governou o Brasil entre 1956 e 1961 e foi um dos principais adversários civis do regime militar instaurado no país em 1964.

A sua morte é vista pela imprensa brasileira e por muito historiadores como um dos capítulos mais estranhos e controversos dos 21 anos de duração da ditadura militar no Brasil. 

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