Esta é a terceira pior epidemia de Ébola de que há registo.
Esta é a terceira pior epidemia de Ébola de que há registo.EPA/DIEUDONNE DIROLE

Número de mortos por Ébola na RD Congo ultrapassa a barreira dos 500 óbitos

Taxa de letalidade do surto situa-se nos 32,4%, tendo havido 1.561 casos confirmados até ao momento, segundo as autoridades do país.
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O número de mortos na República Democrática do Congo (RDCongo) devido ao atual surto de Ébola no leste do país ascende já a 506, confirmou hoje o Governo congolês.

De acordo com o último boletim do Ministério da Comunicação e dos Meios de Comunicação Social da RDCongo, com dados recolhidos até 4 de julho, foram igualmente registados 1.561 casos confirmados e a taxa de letalidade situa-se agora nos 32,4%.

Além disso, "628 doentes encontram-se em isolamento ou hospitalização", e outras 253 pessoas conseguiram recuperar da doença.

O surto foi oficialmente declarado em 15 de maio na província de Ituri, que faz fronteira com o Uganda e o Sudão do Sul e constitui o epicentro da epidemia, mas alastrou também às províncias congolesas de Kivu do Norte e Kivu do Sul.

A epidemia propagou-se igualmente ao Uganda, onde foram confirmados 20 casos de infeção, incluindo 15 considerados importados da RDCongo, entre os quais se registaram duas mortes.

Entretanto, o Governo francês confirmou ter identificado o primeiro caso positivo de doença provocada pelo vírus do Ébola no país, correspondente a um médico que regressava de uma missão na RD Congo que, entretanto, recuperou e está fora de perigo de vida.

O surto corresponde à estirpe Bundibugyo, cuja taxa de letalidade varia entre 30% e 50% e para a qual não existe vacina autorizada nem tratamento específico, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera "elevado" o risco de propagação da epidemia na África Subsaariana e "baixo" à escala mundial.

A OMS estima que o vírus começou a circular em Ituri cerca de dois meses antes da declaração oficial do surto e classificou a epidemia, a 17 de maio, como uma "emergência de saúde pública de âmbito internacional".

Esta é a terceira pior epidemia de Ébola de que há registo.

O atual surto é apenas ultrapassado pela epidemia que afetou a África Ocidental entre 2014 e 2016, causando cerca de 11 mil mortos e 28 mil infeções, e pela que atingiu o leste da RD Congo entre 2018 e 2020, provocando 2.299 mortes e 3.481 casos.

O vírus do Ébola transmite-se por contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragias internas.

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