Netanyahu terá enfurecido vários ministros do seu governo.
Netanyahu terá enfurecido vários ministros do seu governo.EPA/RONEN ZVULUN / POOL

Netanyahu decidiu endurecer posição sobre acordo de reféns

Governo israelita divulgou que 253 pessoas foram raptadas pelo Hamas e que ainda se encontram em Gaza 132 reféns, 27 dos quais já sem vida.
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O primeiro-ministro de israelita decidiu, de forma unilateral, endurecer as regras básicas que tinham sido estabelecidas pelo seu governo para um eventual acordo com o Hamas para a libertação de reféns, de acordo com informações divulgadas ontem jornal Times of Israel, que cita o Canal 13.

Segundo esta estação de televisão israelita, o ministro do Gabinete de Guerra, Benny Gantz, e o ministro sem pasta, Gadi Eisenkot, não foram informados ou consultados sobre esta alteração do plano, mas também que vários membros do governo confrontaram Benjamin Netanyahu, furiosos com o sucedido. “Netanyahu está defraudar o avanço de um acordo de reféns”, disse ao Canal 13 uma fonte do governo israelita.

Mesmo assim, segundo o Times of Israel, fontes diplomáticas afirmam que as negociações para um possível acordo com o Hamas para a libertação de reféns continuam. No entanto, fonte do gabinete do primeiro-ministro israelita disse ao Canal 13 que “o princípio que o Hamas exigiu e que o primeiro-ministro Netanyahu rejeitou abertamente é a exigência de acabar com a guerra”. 

O gabinete de Benjamin Netanyahu divulgou ontem que um total de 253 pessoas foram feitas reféns pelo Hamas, dizendo acreditar que ainda estão 132 pessoas mantidas em cativeiro em Gaza, 105 vivas e 27 mortas, sendo a primeira vez que  Telavive revela um número exato. 

Os Estados Unidos declararam na terça-feira à noite estarem otimistas quanto a um “resultado positivo e rápido” sobre um novo acordo para a libertação de reféns na Faixa de Gaza, anunciando ainda que pretendem aumentar a ajuda ao enclave, disse  John Kirby, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional.

Israel e o Hamas chegaram entretanto a um acordo, mediado pelo Qatar e pela França, que inclui a entrega de medicamentos, alimentos e ajuda humanitária. Ontem, Musa Abu Marzouk, do gabinete político do Hamas, declarou que por cada mil caixas de medicamentos que entrem na Faixa de Gaza, acrescentando que 140 tipos diferentes de medicamentos estão incluídos no carregamento.

ONU preocupada

O diretor da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinianos (UNRWA) avisou ontem que o futuro da Faixa de Gaza está comprometido.  “Centenas de milhares de pessoas vivem agora nas ruas, em tendas improvisadas feitas de pedaços de plástico, ou dormem no cimento”, descreveu Philippe Lazzarini, após regressar da sua quarta visita à Faixa de Gaza desde o início da guerra, em outubro.

A ONU calcula que 1,9 milhões dos 2,4 milhões de habitantes da Faixa de Gaza tiveram de abandonar as suas casas.

com agências

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