O porta-voz do exército israelita Daniel Hagari afirmou este sábado que as forças armadas já mataram 440 elementos da milícia xiita Hezbollah desde o início das incursões no sul do Líbano, na terça-feira.."Estamos a empurrar o Hezbollah para o norte. Alguns terroristas fugiram e outros estão a ser derrotados pelas nossas tropas em combates a curta distância", disse Hagari..Segundo o porta-voz, foram eliminados cerca de 30 comandantes do Hezbollah e foi destruído um túnel de 250 metros que se encontrava perto da fronteira entre o Líbano e Israel..Os ataques na fronteira de Israel com o Líbano têm aumentado nas últimas semanas em resposta às operações militares israelitas no país vizinho, com bombardeamentos constantes no sul, no vale de Bekaa e na capital, Beirute..Desde o início da ofensiva no Líbano, que Israel diz ter como alvo posições do movimento pró-iraniano Hezbollah, já foram mortas quase 2.000 pessoas e 1,2 milhões foram obrigadas a abandonar as suas casas..Desde o início das operações terrestres, na terça-feira, morreram nove soldados israelitas..Entretanto o exército israelita atenuou hoje as restrições em vários locais do norte do país e elevou o nível de atividade permitido na Galileia central, após dezenas de 'rockets' terem sido lançados contra povoações desta região sem que haja informações sobre vítimas mortais..Israel voltou este sábado a bombardear o Líbano, com cinco ataques tendo como alvo o sul de Beirute, a capital do país, quatro dos quais "muito violentos" segundo a ANI, a agência de notícias estatal libanesa..A agência noticiosa estatal libanesa ANI noticiou que cinco ataques israelitas tinham como alvo os subúrbios do sul de Beirute e arredores, quatro dos quais "muito violentos", pouco depois dos apelos israelitas à retirada de vários bairros daquele bastião do Hezbollah..Os jornalistas da agência de notícias francesa AFP adiantam que ouviram várias explosões fortes e viram fumo a sair dos subúrbios do sul de Beirute..As ambulâncias acorreram ao local, de acordo com a ANI, que também relatou a presença de 'drones' israelitas de reconhecimento a baixa altitude..O movimento xiita libanês Hezbollah acusou este sábado Israel que promover notícias referentes à alegada morte de um dos prováveis líderes do movimento, no âmbito de uma "guerra psicológica" contra o movimento..Em causa está a alegada morte de Hashem Safiedin, possível sucessor de Hassan Nasrallah, morto por Israel num ataque aéreo a Beirute.."Gostaríamos de reiterar que o Hezbollah não tem 'fontes' e que a nossa posição é expressa em declarações oficiais emitidas pelo gabinete de imprensa do Hezbollah", referiu o grupo..O Hezbollah sustenta que os 'media' publicaram "informações falsas" e "rumores sem valor" sobre altos funcionários do Hezbollah, uma situação que faz "parte da guerra psicológica contra aqueles que apoiam a resistência, uma vez que dedicaram as suas canetas, línguas e posições ao serviço da ocupação sionista"..Hashem Safiedin, um dos principais candidatos à liderança do Hezbollah após a morte do seu líder, é primo do próprio Nasrallah e, segundo vários relatos, encontra-se incontactável desde a passada quinta-feira, ocasião em que ocorreu um ataque israelita a Beirute..Safiedin nasceu em 1964 em Deir Qanun in Nahr, perto de Tiro, no sul do Líbano, estudou teologia ao lado de Nasrallah no Irão e no Iraque..O primeiro-ministro israelita criticou este sábado o presidente francês e os países francófonos que pediram a suspensão do fornecimento de armas a Israel, por causa da guerra em Gaza e no Líbano.."Enquanto Israel luta contra as forças da barbárie lideradas pelo Irão, todos os países civilizados devem apoiar Israel com firmeza. No entanto, o presidente Macron e outros líderes ocidentais estão agora a pedir embargos de armas contra Israel. Deveriam ter vergonha", afirmou Benjamin Netanyahu..O primeiro-ministro insistiu que o seu país está a travar uma guerra em várias frentes contra organizações apoiadas pelo Irão, o inimigo declarado de Israel.."O Irão impõe um embargo de armas ao Hezbollah, aos Houthis (rebeldes no Iémen), ao Hamas e aos seus outros representantes? Claro que não", afirmou.."Este eixo do terror está unido, mas os países que supostamente se opõem a este eixo de terror estão a pedir um embargo de armas a Israel. É uma pena", acrescentou Netanyahu, assegurando que o seu país vai vencer de qualquer modo.."Tenham a certeza de que Israel lutará até que a batalha seja ganha, para o nosso bem e para o bem da paz e da segurança no mundo", afirmou..No seu discurso, o líder israelita argumentou que o seu exército está a lutar "pela paz e segurança no mundo"..No final da cimeira da Organização Internacional da Francofonia (OIF), o chefe de Estado francês pediu um cessar-fogo e criticou quem vende armas a Israel, sem nunca nomear os EUA, o principal fornecedor de armamento.."Se pedimos um cessar-fogo (em Gaza e no Líbano) é coerente não dar armas a Israel. Penso que aqueles que as fornecem não podem apelar todos os dias a um cessar-fogo como nós, mas ao mesmo tempo fornecer armas", disse Macron, no encerramento da 19ª cimeira da OIF, em Paris..O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos Donald Trump disse que Israel deve atacar as instalações nucleares do Irão, em retaliação contra o lançamento de cerca de 200 mísseis contra solo israelita..Falando na Carolina do Norte (sudeste), na sexta-feira, Trump referiu uma questão colocada ao Presidente Joe Biden, na quarta-feira, sobre a possibilidade de Israel ter como alvo as instalações nucleares iranianas.."Fizeram-lhe esta pergunta, a resposta deveria ter sido 'atacar primeiro a energia nuclear e preocupar-se com o resto depois'", disse Trump.."Mas veremos quais são os seus planos", acrescentou o antigo presidente republicano.."É o maior risco que temos, as armas nucleares, o poder das armas nucleares e o poder das armas", por isso, "temos de estar total e absolutamente preparados", afirmou Trump..Na quarta-feira, o líder dos EUA afirmou opor-se a ataques israelitas contra instalações nucleares iranianas.."A resposta é não", disse à comunicação social Joe Biden, inquirido sobre se apoiaria uma ação desse tipo por parte de Israel.."Estamos de acordo os sete que os israelitas têm o direito de retaliar, mas devem responder de forma proporcional", acrescentou Biden, referindo-se aos outros líderes do G7, o grupo dos países mais industrializados do mundo, composto, além dos Estados Unidos, por Alemanha, Canadá, França, Itália, Japão e Reino Unido, embora a União Europeia também esteja representada..Ataques israelitas mataram hoje dois elementos do Hamas, anunciaram o grupo militante e as forças de defesa israelitas..Segundo o Hamas, um ataque de Israel a um campo de refugiados no norte do Líbano matou Saeed Atallah Ali e a sua família..A organização, considerada terrorista pela União Europeia, Estados Unidos e outros países, afirma que o "bombardeamento sionista" atingiu a casa de Saeed Atallah Ali no campo de refugiados palestinianos de Beddawi, a norte da cidade de Tripoli..Segundo a AFP, trata-se do primeiro ataque visando o norte do Líbano desde a escalada com o Hezbollah..O ataque desta madrugada ocorreu um dia depois de um outro ataque aéreo israelita ter cortado uma estrada principal que liga o Líbano à Síria, deixando duas enormes crateras de cada lado da estrada..Entretanto, as Forças de Defesa de Israel (IDF) e a Autoridade de Segurança de Israel (ISA) emitiram um comunicado conjunto, no qual anunciam ter "eliminado dois terroristas de topo da ala militar do Hamas no Líbano".."No início do dia de hoje, numa operação conjunta das IDF e da ISA, a IAF (Força Aérea Israelita) atingiu e eliminou o terrorista Muhammad Hussein Ali al-Mahmoud, que era a autoridade executiva do Hamas no Líbano e dirigia as atividades terroristas na Judeia e na Samaria", designação israelita para Cisjordânia, indica o comunicado..A companhia aérea Emirates proibiu os seus passageiros de transportarem 'beepers' e 'walkie-talkies', na sequência de uma vaga de explosões destes pequenos aparelhos no Líbano, em meados de setembro, num ataque contra o Hezbollah atribuído a Israel..De acordo com um comunicado de imprensa da Emirates, a maior companhia aérea do Médio Oriente, publicado na sexta-feira, "todos os passageiros que viajam em voos com destino, origem ou via Dubai (onde a companhia está sediada) estão proibidos de transportar 'beepers' e 'walkie-talkies' na bagagem ou na cabine"..Em 17 de setembro, explosões simultâneas de 'beepers' utilizados pelo Hezbollah, o movimento islamista libanês pró-iraniano, causaram dezenas de mortos e milhares de feridos no Líbano..Os 'beepers' e 'walkie-talkies' permitem aos passageiros receber mensagens e alertas sonoros utilizando a sua própria frequência de rádio, fora das redes de telemóveis, sem o risco de serem ouvidos..Além disso, a Emirates prolongou até terça-feira a suspensão dos seus voos para o Irão e o Iraque - em vigor desde o ataque de mísseis iranianos contra Israel na terça-feira - e para o Líbano até 15 de outubro, enquanto o Exército israelita bombardeia o país..O ministério da Saúde do Governo do Hamas, o movimento islamita no poder na Faixa de Gaza, anunciou hoje um novo balanço de 41.825 mortos no território palestiniano desde o início da guerra com Israel, há quase um ano..Pelo menos 23 pessoas foram mortas nas últimas 24 horas, indicou em comunicado, acrescentando que 96.910 pessoas ficaram feridas na Faixa de Gaza desde o início da guerra, em 7 de outubro de 2023..Estes números podem não estar completos, uma vez que as autoridades da Faixa de Gaza admitem que pode haver vítimas nos escombros ou em zonas inacessíveis..À frente de Gaza juntam-se outras na região, especialmente no Líbano, onde as forças israelitas intensificaram os ataques nas últimas semanas com bombardeamentos quase constantes, incluindo na capital, Beirute. O governo libanês estima que cerca de 2.000 pessoas tenham sido mortas..As Forças de Defesa de Israel (FDI) divulgaram na sexta-feira à noite que atacaram terroristas num centro de comando e controlo do movimento islamita palestiniano Hamas, localizado numa escola no centro da Faixa de Gaza..A operação foi realizada com a ajuda da inteligência militar e este centro de comando e controlo estava dentro de um complexo que "anteriormente serviu como escola Ahmad al Kurd", localizado em Deir al Balah, em Loop, referiram as FDI, na nota..As FDI asseguraram também que antes deste bombardeamento tomaram "muitas medidas" para mitigar o risco de danos para os civis, incluindo o uso de munições de precisão e vigilância aérea, entre outras..A agência de notícias palestiniana Wafa, que citou fontes médicas, disse que pelo menos oito civis foram mortos esta noite e vários ficaram feridos pelos bombardeamentos israelitas contra o campo de Al Nuseirat e Deir al Balah, no centro de Gaza..Sete pessoas morreram em ataques aéreos contra várias casas em Al Nuseirat, enquanto um morreu num atentado bombista contra a escola Al Salah em Deir al Balah, onde várias famílias se tinham refugiado..O Hamas enfrenta uma ofensiva na Faixa de Gaza em resposta ao ataque que realizou no sul de Israel em 07 de outubro, em que morreram cerca de 1.200 pessoas, segundo as autoridades israelitas..A ofensiva israelita na Faixa de Gaza matou mais de 41.800 pessoas, segundo um balanço atualizado pelas autoridades do território governado pelo Hamas desde 2007..A Força Interina das Nações Unidas np Líbano (FINUL), destacada ao longo da fronteira entre Israel e o país, anunciou hoje que "mantém as suas posições", apesar do pedido do Exército israelita para "deslocar algumas" dessas posições..Em comunicado, a FINUL afirma que o Exército israelita lhe pediu, em 30 de setembro, "para retirar as forças de manutenção da paz de algumas das suas posições", informando-o "da sua intenção de realizar incursões terrestres limitadas" no Líbano. "No entanto, as forças de manutenção da paz estão a manter a sua presença em todos os locais", acrescentou.."Temos planos prontos para serem ativados em caso de absoluta necessidade", acrescentou a FINUL.."A segurança das forças de manutenção da paz é primordial e recordamos a todas as partes a sua obrigação de a respeitarem", diz o comunicado.."Apelamos ao Líbano e a Israel para que apliquem a Resolução 1701 do Conselho de Segurança, que é a única solução viável para trazer estabilidade à região", insiste a FINUL..A polícia de Londres e a polícia de investigação dos Estados Unidos alertaram para possíveis protestos e atos violentos este fim de semana, com o aproximar do primeiro aniversário do ataque do Hamas contra Israel..As hostilidades na região do Médio Oriente eclodiram depois de o movimento islamita palestiniano Hamas ter atacado Israel, a 07 de outubro de 2023, causando cerca de 1.200 mortos e mais de 250 reféns, segundo as autoridades israelitas..A polícia de investigação dos Estados Unidos, o FBI alertou na sexta-feira para a possibilidade de atos "contra a segurança pública" no país e pediu à população que preste atenção "à sua volta a toda a hora e comunique atividades suspeitas às autoridades".."É provável que as organizações terroristas estrangeiras e outros extremistas violentos continuem a explorar narrativas relacionadas com o conflito para incitar atacantes solitários", disse o FBI..O aniversário do ataque "poderá motivar agentes agressores de todas as ideologias, incluindo aqueles que defendem o antissemitismo violento e a islamofobia", acrescentou a polícia, num comunicado emitido pelo Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos..Sobretudo tendo em conta o aumento observado nos EUA de crimes de ódio "ligados ao conflito" no Médio Oriente, disseram as duas instituições..O comunicado referiu que espaços comunitários, reuniões públicas ou instituições religiosas, como sinagogas, mesquitas ou centros islâmicos têm sido "alvos atrativos para ataques ou falsas ameaças"..Também na sexta-feira, a Polícia Metropolitana de Londres anunciou o destacamento de uma "grande operação policial (...) nos próximos dias, em resposta aos protestos e eventos planeados para assinalar o aniversário dos ataques terroristas".."Reconhecemos que este fim de semana, tão perto do aniversário de 07 de outubro, as emoções serão intensificadas e os receios pela segurança aumentarão compreensivelmente", acrescentou num comunicado, a comandante Louise Puddefoot, que dirige a operação policial.