NATO não vê ameaça "iminente" de ataque da Rússia apesar do aumento de atos híbridos
Um responsável da NATO disse, este domingo (30 de agosto), que a Rússia está a intensificar os atos híbridos na Europa, mas que, neste momento, a aliança não vê qualquer ameaça iminente de ataque.
"Como sempre, a NATO continua vigilante e alerta para a variedade de ameaças que enfrentamos. Neste momento, não vemos qualquer ameaça iminente de ataque", disse o responsável não identificado, à Reuters.
"Mesmo enfrentando uma resistência muito substancial por parte da Ucrânia, os russos estão a intensificar os ataques contra a Ucrânia, bem como atos híbridos na Europa", referiu o responsável.
Esta declaração surge depois de um ataque russo na madrugada de sexta-feira para sábado contra um armazém de munições localizado numa zona residencial na cidade de Myla, perto de Kiev, na Ucrânia, ter feito pelo menos 38 mortos. Há ainda 20 feridos e quatro desaparecidos, segundo o último balanço feito já este domingo (30 de agosto) pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky
O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, afirmou no sábado (29 de agosto) que a Polónia e a NATO devem estar preparadas para vários cenários e que não pode ser descartada uma provocação da Rússia contra qualquer membro da Aliança Atlântica.
"A escalada da Rússia está a progredir. A Ucrânia precisa de um maior apoio aéreo, o que também é importante para a nossa segurança. Esta é uma tarefa para toda a Europa", escreveu Tusk no X, após uma reunião com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte.
"Os próximos seis meses serão decisivos e nós, enquanto Polónia e NATO, temos de estar preparados para vários cenários. Não podemos descartar uma provocação da Rússia contra qualquer membro da NATO", acrescentou.
Na quinta-feira (27 de agosto), o presidente norte-americano, Donald Trump, disse numa entrevista ao site Axios que não está preocupado com a possibilidade de a Rússia atacar um país da NATO, negando que a visita do diretor da CIA, John Ratcliffe, a Moscovo tenha servido para deixar uma aviso ao presidente Vladimir Putin.
"Não estou preocupado... de todo. Não há problema nenhum", disse Trump quando questionado sobre uma possível provocação russa contra os países da NATO.
O presidente classificou a viagem de Ratcliffe como "assunto de rotina" e manifestou perplexidade com as notícias veiculadas pelos meios de comunicação social.
"Ratcliffe reúne-se com o seu homólogo russo uma vez a cada seis meses ou uma vez por ano. Têm uma ótima relação. Não houve nenhuma mensagem e nada de anormal", disse Trump.

