Mais 2600 edifícios em Kiev ficaram sem aquecimento após "ataques maciços" russos
Facebook / Volodymyr Zelensky

Mais 2600 edifícios em Kiev ficaram sem aquecimento após "ataques maciços" russos

Antes dos mais recentes ataques, mais de mil edifícios estavam sem aquecimento em Kiev, segundo as autoridades locais. "A situação na capital é difícil", reconhece o presidente ucraniano.
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Mais 2600 prédios de habitação em Kiev ficaram esta quinta-feira, 12 de fevereiro, sem aquecimento na sequência de novo ataque aéreo noturno das forças russas sobre infraestruturas energéticas um pouco por toda a Ucrânia, com 24 mísseis e 219 drones. Pelo menos duas pessoas morreram, disse o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

O principal alvo dos ataques "foi a infraestrutura energética em Kiev, Odessa e Dnipro", referiu, dando conta de "danos nas regiões de Kharkiv, Donetsk, Kiev e Kherson. Em Kramatorsk, um drone atingiu um edifício do Serviço Estatal de Emergência", informou o chefe de Estado.

"A situação na capital é difícil, muitos edifícios continuam sem aquecimento", reconheceu Zelensky.

Segundo a Força Aérea ucraniana dos 24 projéteis de longo alcance, 15 foram derrubados pelas defesas antiaéreas, tendo os outros nove mísseis balísticos e 19 dos drones causado impactos em 13 localizações diferentes do território, designadamente nas regiões de Kiev, Kharkiv, Dnipro e Odessa.

"Após os ataques maciços da noite passada, quase 2600 novos edifícios ficaram sem aquecimento”, disse o autarca da capital ucraniana, Vitali Klitschko, acrescentando que mais de mil edifícios já estavam sem aquecimento devido a outros bombardeamentos recentes.

As partes em conflito têm vindo há meses a atingir alvos semelhantes que provocam, de ambos os lados, interrupções no abastecimento de eletricidade ou gás às populações, algo agravado pelas temperaturas negativas que se fazem sentir na região.

Segundo a Amnistia Internacional (AI), a Ucrânia perdeu mais de metade da capacidade de produção e 80% do país foi afetado por cortes de energia de emergência.

Civis e funcionários daquela organização não governamental relataram que há blocos de apartamentos gelados, tubagens congeladas e rebentadas, elevadores parados, telemóveis descarregados e redes telefónicas interrompidas.

Muitos ucranianos dormem vestidos com o máximo de roupa possível, recorrem a fogões a querosene para aquecer tijolos e garrafas de água ou outras soluções de aquecimento perigosas, como montar tendas de acampamento dentro dos quartos e acender velas para combater o frio, descreveu ainda a AI.

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