Protesto contra Nicolás Maduro e Cilia Flores à porta do tribunal em Nova Iorque.
Protesto contra Nicolás Maduro e Cilia Flores à porta do tribunal em Nova Iorque. FOTO:EPA/SARAH YENESEL

Maduro diz que novas acusações de tortura são "falsas"

Juiz declarou que o tribunal ia registar uma declaração de "não culpado", depois de o ex-presidente venezuelano rejeitar a acusação.
Publicado a: 
Atualizado a: 

O ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro apelidou de "falsas" as novas acusações de tortura de que foi acusado nos EUA, tendo recusado várias vezes em tribunal declarar-se culpado ou não culpado.

O juiz Alvin Hellerstein acabou por decidir que o tribunal ia registar uma declaração de "não culpado".

Maduro e Flores foram detidos em Caracas, a 3 de janeiro, numa operação militar norte-americana, sendo depois levados para Nova Iorque, onde estão presos. Inicialmente foram acusados de narcoterrorismo, tráfico de droga e posse de armas.

O casal declarou-se "não culpado" dessas primeiras acusações, argumentando que o caso deve ser arquivado porque eles beneficiam de imunidade soberana. O julgamento está marcado para 14 de junho de 2027.

Na semana passada, as autoridades norte-americanas acrescentaram novas acusações, alegando que Maduro e Flores "criaram e supervisionaram um sistema concebido para utilizar a tortura, a detenção arbitrária e a violência como meio de repressão contra a oposição política”.

Entre as vítimas incluem-se três norte-americanos.

Esta quinta-feira (15 de outubro), de volta ao tribunal de Nova Iorque, Maduro apelidou as novas acusações de "falsas" e falou em "falso testemunho".

"Rejeito totalmente este documento", disse o ex-presidente venezuelano em espanhol, através de um intérprete, com o juiz Alvin Hellerstein a interrompê-lo e a dizer que ia registar a declaração de "não culpado" em nome de Maduro.

Já Cilia Flores disse que tinha lido uma cópia da nova acusação em espanhol: "Sou completamente inocente, não sou culpada", afirmou, também através de um tradutor.

Protesto contra Nicolás Maduro e Cilia Flores à porta do tribunal em Nova Iorque.
Maduro pede arquivamento de processo nos EUA ao invocar imunidade soberana
Protesto contra Nicolás Maduro e Cilia Flores à porta do tribunal em Nova Iorque.
Maduro reaparece em fotos no Instagram e diz que está "firme"
Protesto contra Nicolás Maduro e Cilia Flores à porta do tribunal em Nova Iorque.
Julgamento de Nicolás Maduro e da mulher marcado para 1 de junho de 2027
Diário de Notícias
www.dn.pt