Julgamento de Nicolás Maduro e da mulher marcado para 1 de junho de 2027
O ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, capturado numa operação militar norte-americana em janeiro e transferido para uma prisão de Nova Iorque, vai começar a ser julgado por crimes relacionados com narcotráfico a 1 de junho de 2027.
A data foi anunciada esta quarta-feira (22 de julho) pelo juiz Alvin Hellerstein, do Tribunal Distrital de Nova Iorque, após uma nova audiência com o ex-presidente e com a mulher, Cilia Flores, capturada também em janeiro e acusada dos mesmos crimes.
Foi a terceira audiência desde a detenção de ambos, sendo que nenhum deles falou durante o procedimento que durou uns 15 minutos.
Nas audiências anteriores, o casal rejeitou as acusações de narcoterrorismo, conspiração para o tráfico de cocaína e lavagem de dinheiro. Caso sejam considerados culpados arriscam a prisão perpétua.
“Não sou culpado. Sou um homem decente, o presidente constitucional do meu país”, disse Maduro em espanhol na primeira audiência, em janeiro, onde foi formalmente acusado.
O Ministério Público norte-americano tinha proposto na terça-feira (21 de julho) que o julgamento começasse em junho, tendo a data recebido luz verde da defesa do ex-presidente.
Os advogados de Maduro preveem apresentar as suas moções pré-julgamento em setembro, sendo que a acusação espera entregar a maior parte das provas contra Maduro em novembro.
A defesa do ex-presidente contesta a legalidade do "rapto militar" de Maduro, de 63 anos, e da mulher, de 69. O advogado Barry Pollack disse que vai tentar arquivar o caso com base no argumento de que Maduro deveria ter imunidade processual como chefe de um Estado soberano.
No exterior do tribunal, houve manifestações a favor e contra o ex-presidente.

