Macron durante a visita à Síria.
Macron durante a visita à Síria.Foto: EPA/MOHAMMED AL RIFAI

Macron voltou aos óculos de sol. E não é só pela estética

Presidente francês já em janeiro suscitara curiosidade ao discursar de óculos de sol em Davos, mas agora voltou ao adereço, que voltou a ser motivo de conversa. Problema num olho será o motivo.
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Ao lado do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan e do secretário-geral da NATO, Mark Rutte, na cimeira da Aliança Atlântica em Ancara, num encontro com o presidente Ahmed Al-Sharaa durante uma recente deslocação à Síria ou numa etapa da Volta a França, Emmanuel Macron voltou a surgir em público de óculos de sol. O modelo espelhado parece ser o mesmo que envergou no início do ano, quando discursou com os óculos de aviador postos no Fórum Económico Mundial em Davos.

Na altura, como agora, às críticas sucederam-se às explicações. A decisão do presidente não é apenas uma questão estética, Macron terá "um problema benigno num olho", segundo o Eliseu.

Em janeiro, a explicação fora um pouco mais completa, com as fontes próximas do presidente a anunciarem que este tinha uma "hemorragia subconjuntival" benigna. Esta infeção, que pode ser viral ou bacteriana, pode estender-se até à córnea e provocar uma sensação de ter "areia dos olhos", além de vermelhidão e lacrimejar.

Macron entre Rutte e Erdogan na cimeira da NATO.
Macron entre Rutte e Erdogan na cimeira da NATO.Foto: EPA/GEORGI LICOVSKI

Depois de terem transformado em memes infindáveis o discurso de Macron em Davos, onde além dos óculos de sol, o seu "for sure", repetido num inglês de forte sotaque francês, se tornou viral, os internautas voltaram agora a questionar a aparições públicas do presidente francês com os seus inseparáveis Pacific S 01, um modelo da marca Henry Jullien, que a revista francesa Gala diz custarem 650 euros, dignos de aparecerem no filme Top Gun.

"É suposto ele representar a França. Parece mais um ator americano a representar-se a si próprio do que o seu país", criticou a filósofa e ensaísta Bérénice Levet no programa radiofónico Les Grandes Gueules da RMC.

"Aqueles óculos, aquela camisa branca" constituem "um verdadeiro problema para a credibilidade da França", afirmou ainda Levet, acusando o centrista de "pôr em causa a função presidencial.

Macron na Volta a França.
Macron na Volta a França.Foto: EPA/YOAN VALAT

Em janeiro, Macron, de 48 anos, já tinha falado sobre o estado do seu olho durante uma visita à base aérea de Istres. Na altura, o chefe de Estado, cujo segundo mandato termina no próximo anos, referira-se à sua condição como "algo totalmente inofensivo". E acrescentara, com um sorriso: "Vejam nisso simplesmente uma referência involuntária ao olho do tigre neste início de ano. Para quem percebe a referência, é um sinal de determinação, e essa determinação é total".

Apesar de o chefe do Estado desvalorizar o problema, na RMC, o jornalista Alain Marschall levantou a questão: "Para os franceses, seria normal saber se o nosso presidente tem algum problema de saúde".

Macron durante a visita à Síria.
Não é para o estilo. Macron volta a usar óculos de sol em Davos
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