Emmanuel Macron, anfitrião da cimeira do G7 que terminou esta quarta-feira, 17 de junho, elogiou a “profunda mudança de abordagem” em relação à Ucrânia registada no comunicado final, assinalando uma aproximação dos Estados Unidos à Europa e defendendo ainda que a formulação do texto, subscrito também por Donald Trump, representa um apoio significativo a Kiev.“Esta é uma mudança real em comparação com os últimos meses, não só por parte dos europeus, mas também por parte dos membros do G7 e de todos aqueles que apoiam a Ucrânia. Por isso, sim, acredito firmemente que esta cimeira de Évian representa uma mudança profunda de abordagem, uma disponibilidade por parte dos Estados Unidos para trabalhar com os europeus em apoio da Ucrânia”, afirmou o presidente francês no final da cimeira, sublinhando que “o presidente Trump, tal como todos nós, reconheceu simplesmente que não existe, hoje, nenhuma disposição séria por parte da Rússia para discutir a paz”.O comunicado final do G7 refere que os seus líderes expressam “um apoio inabalável à Ucrânia na defesa da sua liberdade, soberania e integridade territorial”, comprometendo-se ainda a “a aumentar a pressão sobre a economia de guerra russa. Neste contexto, reforçaremos as nossas sanções, incluindo as impostas aos setores do petróleo e do gás”. Paralelamente, assumiram ainda o compromisso de aumentar as entregas de armamento a Kiev, incluindo sistemas de defesa aérea e capacidades de longo alcance.Macron explicou ainda que os líderes do G7 apoiaram o pedido de Kiev para acordos de licenciamento que permitam a produção interna de parte deste equipamento. Mais tarde, Trump adiantou que a Casa Branca está a considerar permitir que a Ucrânia fabrique mísseis intercetores antibalísticos sob licença.O secretário-geral da NATO falou esta quarta-feira também sobre a Ucrânia, e sobre que Kiev poderá esperar da cimeira da Aliança, marcada para 7 e 8 de julho em Ancara, notando que houve sinais positivos da reunião do G7. Mark Rutte garantiu que a NATO se concentrará “no que a Ucrânia precisa para manter a luta”, incluindo o fornecimento de equipamento militar, e que o foco será “garantir que o dinheiro está disponível”..Europa critica ataque a Kiev mas espera janela para negociar no G7