Líder do Governo da Andaluzia diz que comboio de alta velocidade "deixou de ser um meio de transporte seguro"
EPA/CHEMA MOYA

Líder do Governo da Andaluzia diz que comboio de alta velocidade "deixou de ser um meio de transporte seguro"

Juanma Moreno exige ao Executivo de Pedro Sánchez "transparência, rigor e responsabilidade" perante um novo acidente ferroviário.
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Espanha volta a deparar-se com um trágico acidente ferroviário com a colisão, na manhã desta quarta-feira, 28 de outubro, de dois comboios de alta velocidade perto da estação de Urda, em Toledo, que fez pelo menos 68 mortos. Nove meses antes, em janeiro, 46 pessoas morreram num outro acidente ferroviário em Adamuz (Córdoba). "Quando ainda não tínhamos recuperado do impacto de Adamuz, hoje somos abalados por uma tragédia semelhante na mesma linha ferroviária", afirmou o presidente da Governo Regional da Andaluzia, Juanma Moreno.

O governante do PP exigiu ao Executivo de Pedro Sánchez "transparência, rigor e responsabilidade" na gestão deste acidente ferroviário, prometendo "prudência e seriedade" por parte do Governo da Andaluzia.

Para Moreno, o Governo de Espanha "tem a obrigação de fornecer informação, que deve ser clara, transparente e verdadeira, e de garantir a segurança dos passageiros".

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A colisão dos dois comboios em Toledo levou a suspensão da circulação na linha de alta velocidade entre Madrid e a Andaluzia, anunciou a Adif (administração de infraestruturas ferroviárias) após o acidente, que envolveu um comboio da Renfe e outro da empresa Iryo, que faziam o percurso Madrid-Sevilha.

Perante este novo acidente, o presidente do Governo Regional da Andaluzia afirmou que o comboio de alta velocidade "que liga Madrid à Andaluzia deixou de ser um meio de transporte seguro" e exigiu "uma revisão imediata de todas as linhas férreas da Andaluzia, sobretudo a de alta velocidade, uma vez que, em nove meses, pelo menos 114 pessoas perderam a vida".

"Não se pode normalizar o que não é normal", rematou o líder do Governo Regional da Andaluzia, que decretou três dias de luto. Também o autarca de Sevilha, José Luis Sanz Ruiz, declarou três dias de luto local.

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