Itália investiga grupo Louis Vuitton suspeito de promover o uso prematuro de cosméticos junto de crianças
FOTO: Facebook / Sephora

Itália investiga grupo Louis Vuitton suspeito de promover o uso prematuro de cosméticos junto de crianças

Sephora e a Benefit Cosmetics, do conglomerado LVMH, estão a ser investigadas por suspeitas de práticas comerciais desleais relacionadas com utilização prematura de cosméticos para adultos por crianças e adolescentes.
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A Autoridade para a Concorrência italiana informou esta sexta-feira, 27 de março, que está a investigar as marcas Sephora e a Benefit Cosmetics, propriedade do conglomerado Louis Vuitton (LVMH), por suspeitas de promoverem, através de práticas de marketing "dissimuladas", produtos para adultos junto de crianças e adolescentes.

De acordo com a autoridade italiana, as empresas "poderão não ter deixado claro que os cosméticos vendidos pela Sephora e pela Benefit Cosmetics não se destinam a crianças e adolescentes, parecendo, pelo contrário, ter incentivado a sua compra através de estratégias de marketing dissimuladas que envolviam jovens microinfluenciadores".

As investigações estão centradas em "possíveis práticas comerciais desleais relacionadas com a utilização prematura de cosméticos para adultos por crianças e adolescentes", que incluem menores de 10 e 12 anos, "através do incentivo à compra compulsiva de máscaras faciais, séruns e cremes antienvelhecimento", indica, em comunicado, a Autoridade para a Concorrência italiana, referindo que estas práticas estão associadas à "cosmeticorexia", uma "obsessão com os cuidados da pele entre menores".

Está a ser investigada a possibilidade de informações relevantes terem sido "omitidas ou apresentadas de forma enganosa", nomeadamente avisos e precauções relacionadas com cosméticos não destinados a menores ou não testados nos mesmos, nas lojas online e físicas da Sephora, "particularmente em relação às linhas Sephora Collection e Benefit Cosmetics".

"As empresas parecem também ter adoptado uma estratégia de marketing particularmente insidiosa, envolvendo microinfluenciadores muito jovens que incentivam a compra compulsiva de cosméticos entre os jovens, um grupo especialmente vulnerável", lê-se na nota da Autoridade da Concorrência, dando ainda conta que foram realizadas buscas às instalações da Sephora e da LVMH em Itália, com a colaboração da polícia financeira.

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