Israel vai continuar a atacar Hezbollah, promete Netanyahu. "Eliminado" sobrinho do líder do Hezbollah

Siga aqui as notícias sobre a guerra no Irão, numa altura em que Washington e Teerão se preparam para o regresso à mesa das negociações, após ter sido anunciado um cessar-fogo de duas semanas.
Israel vai continuar a atacar Hezbollah, promete Netanyahu. "Eliminado" sobrinho do líder do Hezbollah
EPA/WAEL HAMZEH

Teerão anuncia mais de três mil mortos dos ataques de EUA e Israel

O número de mortos nos ataques israelo-americanos desde 28 de fevereiro ascende a mais de três mil, anunciaram as autoridades iranianas, no dia seguinte ao cessar-fogo intermediado pelo Paquistão.

“Registámos mais de 3000 mártires dos ataques inimigos em todo o país”, disse o diretor do instituto de medicina legal do Irão, Abbas Masjedi Arani, frisando que "quase 40% dos corpos não puderam ser identificados devido ao tipo de armamento usado pelo inimigo".

O mesmo responsável destacou que a entidade que dirige já está a notificar as famílias das vítimas e a trabalhar para entregar os cadáveres "o mais rápido possível".

Lusa

Netanyahu diz que Israel "continuará a atacar o Hezbollah onde quer que seja necessário"

O primeiro-ministro israelita afirmou esta quinta-feira que o país vai continuar com os ataques visando alvos do Hezbollah no Líbano. A garantia de Benjamin Netanyahu acontece numa altura em que vários países defendem que o cessar-fogo entre Irão e EUA deve incluir o Líbano.

"Continuamos a atacar o Hezbollah com força, precisão e determinação", assegura Netanyahu, que destacou a morte de Ali Youssef Harshi, sobrinho e secretário do secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem.

Nas redes sociais, Netanyahu disse que nos ataques da última noite no sul do Líbano foram atingidas "infraestruturas terroristas", como "passagens de fronteira usadas para o transporte de milhares de armas, rockets e lançadores, bem como depósitos de armas, lançadores e quartéis-generais do Hezbollah". Os últimos ataques israelitas no Líbano fizeram mais de 180 mortos.

"A nossa mensagem é clara: quem agir contra os cidadãos de Israel sofrerá as consequências. Continuaremos a atacar o Hezbollah onde quer que seja necessário", prometeu.

Air France prolonga suspensão de voos para o Médio Oriente até 3 de maio

A Air France prolongou a suspensão dos voos com origem e destino em Dubai, Riade, Beirute e Telavive até ao dia 03 de maio, anunciou hoje a companhia aérea francesa em comunicado. 

“Devido à situação de segurança no destino e ao encerramento contínuo do espaço aéreo aos voos comerciais, a companhia vê-se obrigada a prolongar a suspensão dos seus voos: com origem ou destino em Telavive [Israel], Beirute [Líbano], Dubai [Emirados Árabes Unidos] e Riade [Arábia Saudita] até 3 de maio de 2026, inclusive (ou seja, até 4 de maio de 2026 para os voos com partida de Dubai)”, indicou a Air France num comunicado.

A filial ‘low-cost’ Transavia, que habitualmente opera voos para Telavive e Beirute, mantém a suspensão dos serviços até 5 de julho, alegando que a atual situação geopolítica não permite qualquer alternativa.

A Air France começou a suspender os voos para o Médio Oriente a partir de 28 de fevereiro, perante a escalada militar dos Estados Unidos e de Israel no Irão.

Em 1 de março, a companhia tinha anunciado a suspensão dos serviços para Telavive, Beirute, Dubai e Riade até 3 de março, com mais de 500 voos cancelados nos primeiros dias devido ao encerramento de vários espaços aéreos na região.

Lusa

Chefe da diplomacia da UE: "A trégua com o Irão deverá estender-se ao Líbano"

Kaja Kallas, chefe da diplomacia da União Europeia (UE), defende que o cessar-fogo entre EUA e Irão deve abranger também o Líbano.

"O Hezbollah arrastou o Líbano para a guerra, mas o direito de Israel se defender não justifica infligir tamanha destruição", começou por defender numa mensagem divulgada nas redes sociais.

Kallas referiu-se aos ataques israelitas que "mataram centenas de pessoas na noite passada", o que torna "difícil argumentar que tais ações brutais se enquadram na legítima defesa".

"As ações israelitas estão a colocar o cessar-fogo entre os EUA e o Irão sob forte pressão. A trégua com o Irão deverá estender-se ao Líbano", defende a chefe da diplomacia europeia.

Kaja Kallas defende ainda que o "Hezbollah deve desarmar-se, como aceitou fazer".

"Vergonha". Israel condena Espanha por reabrir embaixada em Teerão

O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, condenou esta quinta-feira reabertura da embaixada de Espanha em Teerão.

"De mãos dadas" com o regime iraniano, "sem qualquer vergonha" e "para vergonha do mundo inteiro", escreveu Gideon Saar numa nota partilhada numa mensagem nas redes sociais.

MNE do Irão teve conversa com homólogo da Arábia Saudita, o primeiro contacto oficial desde início do conflito

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da Arábia Saudita, o príncipe Faisal bin Farhan, e do Irão, Abbas Araghchi, tiveram uma conversa telefónica naquele foi o primeiro contacto oficial entre os dois países desde o início da guerra, segundo a AFP.

"A conversa centrou-se na análise da evolução da situação e nas formas de abrandar o ritmo das tensões, de modo a ajudar a restaurar a segurança e a estabilidade na região", de acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros saudita.

Bolsas europeias sem tendência definida e petróleo a subir devido à incerteza no Médio Oriente

As principais bolsas europeias abriram hoje sem tendência definida e o petróleo voltou a subir, devido à incerteza criada pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, que ameaçou novas ofensivas no Irão se o cessar-fogo falhar.

Cerca das 08h30 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a baixar 0,17%, para 612,48 pontos.

As bolsas de Londres e Milão subiam 0,18% e 0,05%, enquanto as de Paris, Frankfurt e Madrid recuavam 0,55%, 0,61% e 0,10%, respetivamente.

A bolsa de Lisboa mantinha a tendência da abertura, com o principal índice, o PSI, a subir 0,47%, para 9.496,53 pontos, um novo máximo desde junho de 2008.

O euro também subia, 0,02% para 1,1665 dólares, no mercado de câmbios de Frankfurt, contra 1,1663 dólares na quarta-feira.

O preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em junho, avançava 2,63%, para 97,24 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), para entrega em junho, de referência nos EUA, subia 3,07%, para 90,44 dólares.

Lusa

Espanha reabre embaixada em Teerão e reitera apelo à diplomacia

Espanha vai reabrir a embaixada em Teerão atendendo ao cessar-fogo de duas semanas no Médio Oriente e ao início de negociações, disse hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE), José Manuel Albares.

Segundo o ministro, Espanha quer juntar-se "a esse esforço pela paz" e vai reabrir a embaixada em Teerão, que fechou temporariamente em 7 de março, na sequência do início da guerra, desencadeada com ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irão.

"São duas semanas que temos pela frente, durante as quais esperemos que todos apostem pela negociação, como faz Espanha desde o primeiro dia", acrescentou Albares, que falava a jornalistas, em Madrid.

Lusa

Irão diz que ataques israelitas ao Líbano são violação do cessar-fogo

Os ataques israelitas de quarta-feira ao Líbano constituem uma "grave violação" do acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, disse hoje o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Saeed Khatibzadeh, à BBC.

"Não se pode pedir um cessar-fogo, aceitar os termos e condições, aceitar todas as áreas em que se aplica, mencionar especificamente o Líbano e depois ter um aliado que inicia um massacre", disse Khatibzadeh ao programa Today da Radio 4 da BBC.

Os Estados Unidos devem escolher entre a guerra e a paz porque "não se pode ter as duas ao mesmo tempo; são mutuamente exclusivas, isso é muito claro", acrescentou o vice-ministro, descrevendo os ataques israelitas ao Líbano como "uma espécie de genocídio".

O vice-ministro iraniano sublinhou que o Irão apela "a todos no Médio Oriente para que respeitem este acordo”, esperando que “os norte-americanos façam o mesmo com os seus aliados".

Lusa

Exército israelita anuncia a morte do sobrinho do líder do Hezbollah

As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) anunciaram esta quinta-feira a morte Ali Yusuf Harshi, sobrinho do líder do Hezbollah, Naim Qassem, num ataque contra Beirute na última madrugada.

"Eliminado. Harshi era um colaborador próximo e conselheiro pessoal do secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem, e desempenhava um papel central na gestão e segurança do seu gabinete", afirmaram as IDF, citadas pela Sky News.

Nos ataques ao sul do Líbano, cerca de 10 armazéns de armas, lançadores e centros de comando foram também atingidos, segundo o exército israelita.

PM britânico chega aos Emirados Árabes Unidos

O primeiro-ministro britânico já se encontra nos Emirados Árabes Unidos, depois de ter estado na Arábia Saudita.

Keir Starmer tem estado a reunir-se com os líderes de países aliados do Reino Unido no Golfo, numa altura em que foi anunciado um acordo de cessar-fogo entre Irão e EUA.

Na quarta-feira, o chefe de Governo reuniu-se com o príncipe herdeiro, Mohammed bin Salman, e visitou uma base aérea, segundo a imprensa britânica.

Reino Unido e França defendem extensão do cessar-fogo ao Líbano

A ministra dos Negócios Estrangeiros britânica, Yvette Cooper, defendeu hoje o alargamento do cessar-fogo entre Washington e Teerão ao Líbano demonstrando preocupação face aos recentes bombardeamentos de Israel.  

Cooper disse estar profundamente preocupada com o agravamento dos ataques realizados na quarta-feira por Israel contra o Líbano.

"Vimos as consequências humanitárias destes atos, incluindo a deslocação em massa de pessoas no Líbano", afirmou a chefe da diplomacia britânica à estação de televisão Sky News.

Os ataques israelitas de quarta-feira fizeram 182 mortos e provocaram ferimentos a mais de mil pessoas, segundo as autoridades libanesas.

Nas últimas 24 horas, a diplomacia de Paris defendeu igualmente a extensão do cessar-fogo ao Líbano.

Hoje, o ministro dos Negócios Estrangeiros francês reiterou a posição considerando intoleráveis os ataques israelitas.

Jean-Noel Barrot disse hoje à rádio France Inter que Paris já demonstrou total solidariedade com Beirute.

O Governo do Líbano decretou hoje luto nacional.

Por outro lado, Barrot disse que a introdução de um sistema de portagens no Estreito de Ormuz seria "inaceitável", sublinhando que a medida anunciada por Teerão sobre a via marítima pode violar o direito internacional.

Para o ministro dos Negócios Estrangeiros francês a navegação em águas internacionais é um bem comum que não deve ser impedido por qualquer obstáculo ou direito de passagem.

"Ninguém aceitaria isto, simplesmente porque é ilegal. As águas internacionais são livres para a circulação de navios", acrescentou Jean-Noel Barrot. 

Lusa

Israel vai continuar a atacar Hezbollah, promete Netanyahu. "Eliminado" sobrinho do líder do Hezbollah
Cessar-fogo em risco: EUA e Irão clamam vitória, mas Israel expande ataques ao Líbano e Ormuz volta a fechar

Trump ameaça ofensiva "mais forte" se acordo não for cumprido e mantém tropas na região

O presidente dos Estados Unidos advertiu nas redes sociais que vai manter forças militares destacadas em torno do Irão até que o acordo alcançado seja cumprido e ameaçou lançar uma ofensiva "maior e mais forte" em caso contrário.

Donald Trump sublinhou que "todos os navios, aeronaves e pessoal militar dos EUA, juntamente com munições e armamento, permanecerão no Irão e arredores" até que seja cumprido "integralmente o acordo", insistindo que a mobilização responde à necessidade de garantir a estabilidade na zona, afirmou num mensagem divulgada na rede social que lhe pertence, Truth Social.

Além disso, Trump advertiu que, se o pacto não for respeitado, "começará a melhor, maior e mais forte batalha que nunca", considerando embora esse cenário "muito improvável", e salientado que "não haverá armas nucleares" e que o Estreito de Ormuz "permanecerá aberto e seguro".

Na mesma mensagem, o dirigente revelou que as Forças Armadas dos Estados Unidos se encontram "a preparar-se e a descansar", à espera da "próxima conquista".

Trump afirmou que existe apenas um conjunto de pontos aceites por Washington na proposta de cessar-fogo acordada com o Irão e que serão esses pontos a ser discutidos durante as negociações nas próximas duas semanas, sem esclarecer quais.

"Existe um único conjunto de 'pontos” significativos que são aceitáveis para os Estados Unidos, e iremos discuti-los à porta fechada durante estas negociações", escreveu o presidente na Truth Social.

Lusa

Tóquio pondera nova libertação de reservas de petróleo face a incerteza no cessar-fogo

Tóquio está a ponderar uma libertação adicional de reservas de petróleo estratégicas, perante a incerteza quanto à aplicação do acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão e à reabertura do Estreito de Ormuz.

O Governo japonês está a considerar libertar o equivalente a cerca de 20 dias de reservas nacionais a partir de maio, uma vez que, considera o Executivo de Sanae Takaichi, a retoma segura da navegação pelo estratégico estreito "continua a ser incerta" após o acordo de tréguas, avançou hoje a agência noticiosa japonesa Kyodo.

As autoridades japonesas têm como objetivo estabilizar o abastecimento de petróleo com esta libertação adicional, considerando que o arquipélago, que está a ser afetado pelo bloqueio seletivo de Ormuz, importa do Médio Oriente cerca de 90% do crude que consome.

Nos últimos dias, a primeira-ministra Takaichi garantiu que o Japão tem assegurado o abastecimento de petróleo para oito meses, ou seja, até ao final do ano; e acrescentou que a aquisição a fornecedores alternativos "avança de forma constante".

Lusa

Ataques israelitas ao Líbano constituem "grave perigo" para o cessar-fogo, alerta Guterres

Os ataques israelitas ao Líbano representam um "grave perigo" para o cessar-fogo de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irão, alertou hoje o porta-voz de António Guterres, secretário-geral da ONU.

"A continuação da atividade militar no Líbano representa um grave perigo para o cessar-fogo e para os esforços em prol de uma paz duradoura e geral na região", afirmou, num comunicado, o porta-voz de António Guterres, que reitera os apelos para um fim imediato das hostilidades.

O Governo israelita anunciou que concordou com a interrupção dos ataques conjuntos com os Estados Unidos desde 28 de fevereiro contra a República Islâmica, mas esclareceu que a trégua não inclui o Líbano, onde mantém uma frente aberta desde o início de março contra o grupo xiita Hezbollah, aliado de Teerão.

Também o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou, entretanto, que o acordo de cessar-fogo entre Irão e Estados Unidos não se aplica ao Líbano, embora o Paquistão, país mediador, tenha reiterado que o acordo engloba o território libanês.

Os ataques israelitas ao Líbano causaram 182 mortos na quarta-feira.

Lusa

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Aisha Farooqui: “Os Estados Unidos e o Irão confiaram no Paquistão pela sua capacidade de facilitar o diálogo”

Teerão partilha rotas para que navios evitem minas no estreito de Ormuz

A Guarda Revolucionária Iraniana partilhou hoje um mapa com rotas alternativas para a navegação no Estreito de Ormuz, após o presidente norte-americano aceitar o plano apresentado por Teerão e ter-se iniciado um cessar-fogo.

Devido à guerra, que começou no passado dia 28 de fevereiro, e "face à presença de diversos tipos de minas antinavio" na zona, a agência Tasnim, ligada ao corpo de elite das forças armadas iranianas, indicou que os navios que transitarem pelo estreito "devem coordenar-se com a CGRI [Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica] e, até nova ordem, utilizar as rotas alternativas para a travessia" por esta via estratégica.

De acordo com meios de comunicação social persas, será estabelecida uma rota de entrada e outra de saída: a primeira irá do mar de Omã para norte, até à ilha de Larak, e daí para o Golfo Pérsico, enquanto a segunda seguirá o percurso inverso, ambas de acordo com um mapa que a Tasnim partilhou na plataforma de mensagens Telegram.

Após registar quedas drásticas no tráfego de até 97%, após o início da guerra, o movimento no Estreito de Ormuz foi sendo retomado com cautela na quarta-feira, depois de EUA e Irão terem acordado uma trégua de duas semanas que permitirá a "passagem segura" pela via.

No entanto, ainda na quarta-feira, Teerão anunciou a interrupção da navegação de petroleiros em resposta aos bombardeamentos surpresa em grande escala que Israel lançou contra o Líbano, informação que foi desmentida pela Casa Branca.

Horas antes do acordo, Teerão assegurou que o plano de dez pontos estipula um "protocolo de segurança" para garantir o controlo iraniano desta passagem estratégico, pela qual, antes da guerra, circulavam cerca de 20% das energias fósseis mundiais.

A reabertura de Ormuz tem sido uma exigência da comunidade internacional e o principal trunfo estratégico de Teerão na guerra.

Lusa

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Bom dia,

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Macron diz que cessar-fogo deve incluir Líbano para ser “credível e duradouro”
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