Irão: presidente iraniano diz que chegou a altura de terminar guerra com os EUA
O presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, defendeu esta sexta-feira (21 de agosto) que chegou o momento de terminar a guerra com os Estados Unidos, considerando que Teerão se encontra numa “posição de força” perante Washington.
“É melhor acabar com a guerra agora, enquanto estamos numa posição de força e dignidade, enquanto o mundo inteiro reconhece a nossa vitória”, afirmou Pezeshkian durante um encontro com médicos, lembrando que a guerra tem que acabar algum dia.
O presidente iraniano acusou ainda os Estados Unidos de terem atacado “escolas, hospitais e infraestruturas”, “violando todas as regras”, e afirmou que Washington é “odiado em todo o mundo”.
Segundo a agência IRNA, Pezeshkian considerou o acordo que tinha sido alcançado com Washington como honrado: "Não encontrarão uma única cláusula neste acordo que indique um compromisso; todas as obrigações pertencem à outra parte."
"Não rejeitem a paz para a qual o vosso inimigo vos convida", acrescentou, citando o Imã Ali. "Mas não o negligenciem e sejam cautelosos, pois ele pode querer aproximar-se de vós e enganar-vos", lembrou, deixando claro que isso não significa que se o inimigo atacar haverá rendição.
"Em caso algum nos curvaremos diante do bullying", afirmou. “Vamos resistir-lhes até ao nosso último suspiro e dar-lhes uma resposta esmagadora", concluiu.
Estas declarações surgiram depois de o Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano ter acusado os EUA de “terrorismo económico” e de “crimes contra a humanidade”, na sequência do anúncio de Washington de um agravamento das sanções económicas contra Teerão.
“Os perpetradores e instigadores destas sanções merecem ser julgados e punidos por cometerem crimes tão hediondos”, afirmou o Ministério num comunicado.
O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, prometeu na quinta-feira que Washington "ia derrubar" o regime iraniano através da campanha de sanções anunciada, quase seis meses depois do início da guerra.
A China criticou igualmente as novas medidas norte-americanas, argumentando que as “sanções e a pressão” não permitirão resolver o conflito no Médio Oriente.
Washington tinha apelado a outros governos, incluindo o de Pequim, para se juntarem aos esforços destinados a isolar a economia iraniana.

