O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu hoje ao Presidente norte-americano, Donald Trump, e ao primeiro-ministro britânico, Keir Starmer para procurarem consensos após divergências sobre a guerra contra o Irão.Numa entrevista à estação pública britânica BBC transmitida hoje, Zelensky disse que Trump se deveria reunir com Starmer para "reavivar as relações" depois das críticas do chefe de Estado norte-americano ao primeiro-ministro do Governo de Londres pela decisão de não se envolver no conflito no Médio Oriente.Trump criticou ainda os aliados da Aliança Atlântica por se recusarem a enviar reforços militares para permitir a reabertura do Estreito de Ormuz, cujo bloqueio provocou uma forte subida dos preços do petróleo, que ultrapassaram os 100 dólares por barril.Zelensky expressou ainda profunda preocupação sobre o impacto do conflito no Médio Oriente na guerra na Ucrânia.Durante a visita a Londres, o Presidente ucraniano assinou um acordo de defesa com o Reino Unido, cujos detalhes ainda não foram divulgados.Lusa.A Arábia Saudita disse hoje que foram intercetados dois drones que tinham como alvo o bairro diplomático de Riade, enquanto o Irão mantém os ataques de retaliação contra os países vizinhos do Golfo.O Ministério da Defesa saudita afirmou que os dois aparelhos aéreos não tripulados (drones) foram abatidos na altura em que se aproximaram do distrito das embaixadas" em Riade, capital da Arábia Saudita. As autoridades tinham anteriormente relatado a interceção de vários drones no leste do território saudita, bem como de um míssil balístico perto da Base Aérea de Príncipe Sultan, a sudeste de Riade.Hoje, além do ataque contra a capital saudita, o Irão disparou mísseis e drones contra Israel, tendo também sido ouvidas explosões nos Emirados Árabes Unidos e no Qatar.Os ataques ocorreram horas depois de os meios de comunicação estatais iranianos terem confirmado que as Forças Armadas israelitas mataram o alto funcionário de segurança iraniano Ali Larijani num ataque noturno, bem como o general Gholam Reza Soleimani, chefe da força Basij da Guarda Revolucionária.Lusa.Pelo menos quatro fortes explosões foram ouvidas hoje em Erbil, no Curdistão iraquiano, segundo a agência noticiosa francesa AFP, após registo de ataques pró-iranianos com drones nos últimos dias contra interesses dos Estados Unidos da América (EUA) naquela zona.Os jornalistas da AFP descreveram colunas de fumo nos arredores daquela cidade do Iraque, onde se situa o consulado dos EUA e estão estacionadas tropas da coligação internacional liderada pelos norte-americanos contra os grupos jihadistas, junto ao aeroporto.Na passada semana, também bases militares italianas e francesas foram atacadas nesta região norte do Iraque, tendo sido morto um soldado do contingente da França ali destacado, além de outros sete feridos.Lusa.Teerão e Moscovo afirmam que um projétil atingiu as instalações da central nuclear de Bushehr, no Irão, levantando o espetro de um incidente radioativo, quando se intensifica a guerra de Israel e Estados Unidos contra a República Islâmica.Nem o Irão nem a Rússia afirmam que tenha havido qualquer libertação de material nuclear no incidente, ocorrido na terça-feira, mas este sublinha mais uma vez uma preocupação de longa data dos vizinhos do Irão — que a central, situada nas margens do Golfo Pérsico, possa ser atingida por um ataque ou por um terramoto.A agência de notícias estatal russa Tass citou na terça-feira à noite o CEO da Rosatom, Alexey Likhachev, que afirmou que "um ataque atingiu a área adjacente ao edifício do serviço de metrologia localizado no local da Central Nuclear de Bushehr, nas imediações da unidade de energia em funcionamento". Técnicos russos da Rosatom operam a central, utilizando urânio pouco enriquecido de fabrico russo."Não houve vítimas entre o pessoal da Corporação Estatal Rosatom", disse Likhachev. "A situação de radiação no local é normal", acrescentou o gestor.A Organização de Energia Atómica do Irão emitiu posteriormente um comunicado afirmando que "não ocorreram danos financeiros, técnicos ou humanos e nenhuma parte da central foi danificada".A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) emitiu hoje uma declaração segundo a qual revela ter sido "informada pelo Irão de que um projétil atingiu as instalações da central nuclear de Bushehr na terça-feira à noite"."Não foram comunicados danos na central nem feridos entre o pessoal", acrescenta o texto.Nenhum especialista independente observou os danos, nem o Irão ou a Rússia publicaram imagens dos estragos.Não é ainda claro qual foi o "projétil" que atingiu o complexo. O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos, responsável pelas forças que têm estado a atacar o sul do Irão, não respondeu imediatamente a um pedido de comentários.Estilhaços de mísseis intercetados e outros disparos de defesa aérea também causaram danos na região desde o início da guerra. Bushehr, a cerca de 750 quilómetros (465 milhas) a sul da capital do Irão, Teerão, alberga uma base da marinha iraniana e um aeroporto de dupla utilização, civil e militar, com sistemas de defesa aérea.O reator atualmente em funcionamento em Bushehr utiliza urânio proveniente da Rússia enriquecido a 4,5%, um nível baixo necessário para a produção de energia em tais centrais.Bushehr, enquanto central nuclear civil em funcionamento, não foi afetada durante a guerra de 12 dias em junho entre Israel e o Irão. Durante essa guerra, os EUA bombardearam três instalações iranianas de enriquecimento nuclear. Desde então, o Irão tem impedido os inspetores da AIEA de visitar esse tipo de instalações.Um eventual ataque a uma central nuclear que provoque fugas de radiação constituiria uma crise existencial para os Estados árabes do Golfo Pérsico, que dependem das estações de dessalinização no golfo para o seu abastecimento de água.Lusa.O Exército de Israel anunciou hoje novos ataques contra o Líbano, que registou, pelo menos, 19 mortos devido a bombardeamentos ocorridos durante esta madrugada."As Forças de Defesa de Israel (FDI) começaram a atacar alvos terroristas do Hezbollah no sul do Líbano", comunicou o Exército israelita na rede de mensagens Telegram.O anúncio surge depois de as FDI terem recomendado a retirada de civis na região de Tiro, no sul do Líbano e solicitado, horas depois, também a evacuação do bairro de Bashoura, em Beirute, a capital do país.A Agência Nacional de Notícias (ANN) libanesa, citando o Ministério da Saúde, noticiou a morte de, pelo menos, 19 pessoas nas últimas horas.Oito pessoas morreram num ataque contra a localidade de Haboush, enquanto outras quatro, todas de nacionalidade síria, morreram num bombardeamento em Jibchit, ambos os locais no distrito de Nabatia, no sul do Líbano.Além destas mortes, um bombardeamento contra Baalbek, a nordeste de Beirute, matou mais quatro pessoas, segundo a ANN.A agência de notícias libanesa noticiou ainda três vítimas mortais em Qanarit, no distrito de Sidon, na costa do país.O Hezbollah, o grupo xiita libanês contra o qual Israel afirma lançar os seus bombardeamentos, também anunciou vários ataques contra o norte do Estado israelita.Tanto os ataques do Hezbollah como os de Israel têm-se sucedido praticamente sem interrupção desde o passado dia 02 de março, quando o grupo xiita lançou bombardeamentos contra o país vizinho em retaliação à ofensiva de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão.Os bombardeamentos de Israel contra o Líbano causaram a morte de 912 pessoas e feriram 2.221, de acordo com números oficiais, enquanto os ataques do Hezbollah, até ao momento, também de acordo com os registos oficiais não causaram vítimas mortais e tiveram um alcance limitado.Lusa.Israel atacou sem aviso prévio um bairro do centro de Beirute esta noite, segundo meios de comunicação locais, tendo sido também bombardeada a periferia sul da capital. Meios de comunicação locais anunciaram que um ataque atingiu o bairro central de Zoukak el-Blat, onde o exército israelita tinha atacado na semana passada uma filial da empresa financeira Al-Qard Al-Hassan, ligada ao movimento pró iraniano Hezbollah.Um correspondente da agência de notícias francesa AFP ouviu o barulho de várias explosões durante a noite.Desde o início do mês, Israel tem conduzido uma intensa campanha de bombardeamentos contra alegados alvos do Hezbollah, em Beirute, no leste e no sul do Líbano, onde expandiu as posições militares que já ocupava no conflito anterior.O reatamento dos confrontos diretos foi desencadeado pelo início de ataques do Hezbollah contra Israel, em apoio ao seu aliado Irão, no seguimento da ofensiva aérea israelo-americana contra a República Islâmica desde 28 de fevereiro.Os ataques israelitas já provocaram pelo menos 912 mortos no Líbano, dos quais 111 eram crianças, e acima de um milhão de pessoas deslocadas, segundo o último balanço oficial de Beirute.O Governo libanês proibiu no início do mês as atividades militares do Hezbollah, depois de, no ano passado, ter procurado o seu desarmamento ao abrigo de um acordo de cessar-fogo, alcançado em novembro de 2024 entre o grupo libanês e Israel, que nunca foi cumprido por completo.Ao mesmo tempo enfrenta a ameaça de que, se não travar o grupo apoiado e financiado por Teerão, Israel irá fazê-lo no seu lugar.Na segunda-feira, o exército israelita anunciou o lançamento de "operações terrestres limitadas e dirigidas contra importantes bastiões" do movimento xiita junto da fronteira entre os dois países, após, na semana passada, ter programado o envio de reforços militares para a região.O jornal digital norte-americano Axios noticiou no fim de semana, citando fontes israelitas e dos Estados Unidos, que Telavive planeia realizar uma "grande invasão" no sul do Líbano para eliminar a presença das milícias xiitas.Lusa.A embaixada norte-americana em Bagdade foi hoje alvo de novo ataque, enquanto se registaram ataques de ‘drones’ e ‘rockets’ na Arábia Saudita e Kuwait, no 19.º dia do conflito no Médio Oriente, noticiou a agência AP.A embaixada dos Estados Unidos na capital iraquiana, que já tinha sido atacada várias vezes nos últimos dias, por disparos provenientes do Irão, foi "atingida diretamente por um ‘drone’", disse à AFP fonte dos serviços de segurança, sem especificar se houve ou não danos. Um segundo responsável de segurança indicou que o ‘drone’ caiu "perto da vedação de segurança da embaixada". Também esta madrugada, ‘rockets’ e ‘drones’ atingiram territórios da Arábia Saudita e do Kuwait anunciaram as autoridades dos dois países do Golfo.Na Arábia Saudita, um porta-voz do Ministério da Defesa escreveu no portal X que o exército destruiu seis ‘drones’ no leste do país. "As defesas aéreas do Kuwait estão a intercetar ataques hostis com ‘rockets’ e ‘drones’", afirmou também o exército do emirado no portal X.Lusa.Os Estados Unidos atacaram esta noite várias instalações de mísseis do Irão, estrategicamente localizadas perto do Estreito de Ormuz.O Comando Central dos Estados Unidos divulgou, nas suas páginas oficiais, um mapa com vários locais de mísseis anti navio que afirma terem sido atacados com sucesso.De acordo com esse comando tutelado pelo Departamento de Defesa norte-americano, os mísseis guardados nessas instalações representavam “um risco” à navegação internacional no estreito.O anúncio ocorre poucas horas depois de Teerão confirmar a morte do secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, na sequência de um ataque aéreo israelita, e de o presidente norte-americano, Donald Trump, criticar vários membros da NATO por recusarem colaborar no esforço para a reabertura do Estreito de Ormuz.O Estreito de Ormuz, uma das passagens marítimas mais estratégicas do mundo, está temporariamente fechado pelo Irão desde 15 de março devido às tensões militares em curso.Lusa.Bom dia!Acompanhe aqui todas as incidências desta quarta-feira, 18 de março, sobre a guerra no Médio Oriente.