Seis pessoas morreram num ataque aéreo israelita que atingiu uma casa no sul do Líbano, de acordo com a informação da Agência Nacional de Notícias do Líbano, citada pela CNN. O ataque ocorreu na noite de segunda-feira na cidade de Kfardounine.Segundo o Ministério da Saúde libanês, os ataques israelitas fizeram, desde 2 de março, 2869 mortos e 8730 feridos. .O porta-voz do parlamento iraniano, Ebrahim Rezae, admitiu esta terça-feira a possibilidade de enriquecimento de urânio a 90% caso o país volte a ser alvo de ataques por parte dos EUA e Israel."Uma das opções do Irão em caso de outro ataque poderia ser o enriquecimento de 90%. Vamos analisar isso no parlamento", indicou Rezae numa mensagem publicada nas redes sociais.De acordo com a Reuters, enriquecimento de urânio a 90% é um nível considerado adequado para a produção de armas nucleares.As declarações do porta-voz do parlamento iraniano acontecem depois de o presidente dos EUA admitir que o cessar-fogo entre os dois países está em "estado crítico". .Depois de ter considerado a resposta do Irão “inaceitável”, o presidente dos Estados Unidos voltou ao tema, acrescentando que a mesma é “estúpida”. Pelas declarações aos jornalistas na Sala Oval, depreende-se que o facto de o regime iraniano não abdicar do programa nuclear de vez é o motivo pelo qual Donald Trump rejeita o documento iraniano e afirma que o cessar-fogo está “ligado à máquina”. A viagem à China poderá trazer novidades no campo negocial.Para o presidente norte-americano a questão resume-se à simplicidade e à excelência do seu plano, “o melhor de sempre”. Nas suas palavras: “Sabem, é um plano muito simples — não sei por que é que não dizem as coisas como elas são — o Irão não pode ter uma arma nuclear.” Prosseguiu: “Eu tenho um grande plano: eles não podem ter uma arma nuclear. E eles não disseram isso na carta.”.Cessar-fogo está “ligado à máquina”, mas Trump continua a crer num acordo.A chefe da diplomacia da União Europeia referiu hoje que os ministros da Defesa vão decidir se tencionam substituir a força de manutenção da paz da ONU no Líbano com uma missão própria do bloco.Em declarações aos jornalistas à entrada para uma reunião dos ministros da Defesa da União Europeia (UE), em Bruxelas, Kaja Kallas referiu que a missão da ONU de manutenção da paz no Líbano, UNIFIL, termina em dezembro e “há uma vontade dos europeus para desenvolver uma nova missão para apoiar as Forças Armadas libanesas”.“Já as estamos a ajudar, mas temos de ver se há vontade de se criar uma nova missão europeia para substituir a UNIFIL”, referiu.A Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança indicou também que, na reunião de hoje, os ministros vão decidir se expandem o mandato da missão naval Aspides, que escolta atualmente navios mercantes no Mar Vermelho, para o Estreito de Ormuz.“Só precisamos de mudar o plano operacional no mandato [da missão], o que é fácil de fazer se os Estados-membros quiserem reforçá-la e dar-lhe mais meios navais. A estrutura já está toda estabelecida”, indicou.Kallas indicou ainda que, na reunião de hoje, os ministros vão também discutir sobre a necessidade de desenvolverem mais projetos comuns a nível de Defesa e como aumentar a produção de armamento.Questionada sobre como é que vê o facto de os Estados Unidos terem decidido retirar cinco mil militares da Alemanha, a chefe da diplomacia da UE respondeu: “Isso claramente mostra que temos de aumentar a nossa própria produção em Defesa”.“E desenvolver projetos comuns para conseguirmos produzir [armamento] para nós próprios”, salientou.Nesta declaração aos jornalistas, a Alta Representante foi ainda interrogada sobre o conteúdo dos exercícios de simulação que tem apresentado aos Estados-membros e que visam mostrar como é que, na prática, poderia ser ativado o artigo 42.7 do Tratado da UE, que estabelece a cláusula de defesa mútua em caso de agressão a um dos países.Kallas referiu que, nesses exercícios, há três cenários diferentes: o primeiro cenário é o de um ataque armado contra um Estado-membro da NATO, o que faz com que sejam ativados dois artigos: o artigo 5 da Aliança Atlântica e o 42.7 da UE.“O outro cenário é que a agressão é contra outro Estado-membro que não pertence à NATO, ou seja em que só é ativado o artigo 42.7, e o terceiro cenário é quando o ataque se situa abaixo do limiar necessário para o artigo 5 [da NATO], ou seja, quando é um ataque híbrido”, indicou.Kallas salientou, contudo, que não tenciona comentar publicamente o teor concreto desses exercícios, porque mostram “as falhas que a UE tem”.“E é precisamente esse o objetivo desses exercícios: garantir que nos tornamos mais concretos. Quem faz o quê? Quem pode pedir o quê da Comissão? O que é que a Comissão Europeia e os Estados-membros podem fazer? É complicado, porque o artigo é muito vago e precisamos de lhe dar mais substância”, frisou.Os ministros da Defesa da UE estão hoje reunidos em Bruxelas, com três pontos na agenda: guerra na Ucrânia, situação no Médio Oriente e a prontidão europeia no domínio da Defesa.O Governo português está representado pelo ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo.Lusa.O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na segunda-feira que quer suspender temporariamente o imposto federal sobre os preços da gasolina para atenuar as consequências para a carteira dos americanos da guerra que iniciou no Irão."Vamos suspender o imposto sobre o combustível durante algum tempo, e quando o preço (...) baixar, iremos reinseri-lo progressivamente", afirmou o presidente americano à cadeia CBS.Esta medida necessita da aprovação do Congresso, onde o partido republicano dispõe apenas de uma maioria muito ténue.O senador Josh Hawley do Missouri (centro) reagiu às declarações do chefe de Estado, anunciando a apresentação de um projeto de lei. A deputada da Flórida (sudeste) Anna Paulina Luna pretende fazer o mesmo "esta semana".Segundo a Agência Americana de Informação sobre a Energia (EIA), o imposto federal em vigor representa atualmente 18,4 cêntimos por galão de gasolina (3,78 litros, a unidade de medida em vigor nos Estados Unidos) e 24,4 cêntimos para o galão de gasóleo.Além disso, os 50 estados dos EUA acrescentam o seu próprio imposto, muito variável. Em média, equivale a 29 cêntimos por galão de gasolina.Os preços dos combustíveis dispararam desde os primeiros ataques israelitas e americanos ao Irão, com o conflito a bloquear grande parte das exportações de hidrocarbonetos do Golfo.Nos postos de gasolina americanos, a gasolina normal é agora vendida, em média, a 4,52 dólares (3,82 euros) por galão, segundo os dados da associação automóvel americana (AAA), que são de referência.Antes da guerra, o galão custava cerca de 3 dólares.A Casa Branca já anunciou várias medidas para limitar a sua subida, levantando temporariamente as sanções sobre o petróleo russo e facilitando o transporte marítimo de combustíveis entre os portos americanos.Lusa.Bom dia,Acompanhe aqui os principais desenvolvimentos sobre a guerra no Irão, numa altura em que já é conhecida a posição do presidente dos EUA sobre a resposta de Teerão à proposta de paz de Washington. Depois de afirmar que era “inaceitável”, Donald Trump definiu a resposta iraniana como “estúpida” e "lixo", pelo que a rejeitou de imediato..Trump anuncia que cessar-fogo com o Irão está "em estado crítico" e fala em proposta "estúpida" de paz