O Irão alertou esta quinta-feira, 14 de maio, que “aqueles que se aliam a Israel para semear a discórdia serão responsabilizados”, um aviso feito pelo líder da diplomacia de Teerão em resposta à revelação feita pelo primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, de que terá feito uma visita secreta aos Emirados Árabes Unidos já durante o decorrer da guerra. “Netanyahu agora revelou publicamente o que os serviços de segurança do Irão há muito tempo transmitiram à nossa liderança”, escreveu Abbas Araghchi no X. “A inimizade com o Grande Povo do Irão é uma aposta tola. A conivência com Israel nisso: imperdoável. Aqueles que conspiram com Israel para semear a discórdia serão responsabilizados”. Na quarta-feira, o gabinete de Netanyahu anunciou que o primeiro-ministro visitara secretamente os Emirados Árabes Unidos durante a ofensiva israelo-norte-americana contra o Irão, tendo sido recebido pelo presidente, Mohammed bin Zayed Al-Nahyan. “Em pleno decurso da operação [militar], o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, efetuou uma visita secreta aos Emirados Árabes Unidos”, indicou um comunicado oficial, sublinhando que o encontro resultou num “avanço histórico” nas relações entre os dois países.Uma visita que Abu Dhabi desmentiu, através do seu Ministério dos Negócios Estrangeiros. “Quaisquer alegações relativas a visitas não anunciadas ou acordos não divulgados são totalmente infundadas, a menos que sejam oficialmente anunciadas pelas autoridades competentes dos Emirados Árabes Unidos”, refere o comunicado.De recordar que os Emirados, que possuem grandes reservas de petróleo, são um dos principais aliados dos EUA na região e estão entre os poucos países árabes que normalizaram as relações com Israel após a assinatura dos Acordos de Abraão durante o primeiro mandato presidencial de Donald Trump, em 2020. Abbas Araghchi, que está na Índia para um encontro dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos BRICS, voltou a falar sobre os Emirados, afirmando aos seus homólogos que Abu Dhabi esteve “diretamente envolvido na agressão contra o meu país”. Na sala estava o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros dos EAU, Khalifa Shaheen Al Marar.O líder da diplomacia iraniana pediu ainda aos países do BRICS+ - Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Egito, Etiópia, Indonésia, Irão e EAU - para resistirem à “hegemonia ocidental e ao sentimento de impunidade a que os EUA acreditam ter direito”..Próximo líder do Irão “não vai durar muito tempo” sem a aprovação dos EUA