Invasão terrestre do Líbano pode estar iminente. E Israel já terá avisado os EUA
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Invasão terrestre do Líbano pode estar iminente. E Israel já terá avisado os EUA

Um número não especificado de militares norte-americanos elevou o estado de prontidão para "responder a várias contingências", informou o Pentágono.
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Poderá estar iminente uma ofensiva terrestre de Israel no Líbano, segundo avançam esta segunda-feira vários media norte-americanos. As autoridades israelitas já terão mesmo avisado os EUA de que estará para breve uma operação no território libanês.

De acordo com o jornal The Washington Post, os EUA  já foram avisados da ofensiva terrestre.  

Já a Associated Press, que cita dois oficiais, avança que Israel já está a lançar "pequenos ataques terrestres contra o Hezbollah enquanto se prepara para uma operação terrestre maior no Líbano".

As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) já anunciaram, entretanto, que estão a preparar-se "para os próximos passos" no combate.

De acordo com o Times of Israel, o Exército israelita indicou, em comunicado, que o chefe do comando norte de Israel, o major-general Ori Gordin, aprovou recentemente planos de batalha táticos com oficiais que estariam potencialmente envolvidos numa ofensiva terrestre no Líbano.

O Pentágono já fez saber, por seu lado, que elevou o estado de prontidão a um número não especificado de militares norte-americanos para responder a "várias contingências".

O secretário da Defesa norte-americano, Lloyd Austin, "aumentou a prontidão de forças adicionais dos EUA para serem destacadas, elevando a nossa preparação para responder a várias contingências”, disse a porta-voz do Pentágono, Sabrina Singh.

“Não vou entrar em pormenores por razões de segurança operacional, mas estas forças cobrem uma vasta gama de capacidades e missões”, acrescentou Sabrina Singh. 

UE apela a cessar-fogo entre Israel e Hezbollah e pondera mais apoio humanitário

A União Europeia (UE) apelou esta segunda-feira a um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah, anunciou o alto representante para os Negócios Estrangeiros, que também disse que está a ser considerado mais apoio humanitário.

No final de uma reunião extraordinária, por videoconferência, dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, Josep Borrell disse que os 27 apelaram a um cessar-fogo entre Telavive e o grupo miliciano Hezbollah.

Um dia depois de o bloco comunitário anunciar um apoio de dez milhões de euros para apoiar a população libanesa, Josep Borrell reconheceu que "vai ser necessário mais", face à gravidade da situação -- cerca de um milhão de pessoas estão deslocadas na sequência de bombardeamentos israelitas.

"É necessário considerar um apoio adicional", comentou, numa declaração sem direito a perguntas.

O chefe da diplomacia europeia acrescentou que a "UE tem de, coletivamente, empenhar-se" para evitar a "militarização e o aprofundamento do conflito", sob "risco de colapsar" o Líbano.

Josep Borrell dirigiu-se aos jornalistas a partir da Cidade do México, onde irá participar na tomada de posse da Presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, marcada para terça-feira.

O chefe da diplomacia europeia alertou que "os militares libaneses têm aqui um papel crucial" para tentar preservar a ordem e evitar uma escalada do conflito, numa altura em que, alegadamente, Israel informou os Estados Unidos da América de uma invasão ao território libanês.

Com Lusa

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