Hotel de luxo no Paquistão que vai receber negociações entre EUA e Irão expulsa hóspedes
Serena Hotel Islamabad

Hotel de luxo no Paquistão que vai receber negociações entre EUA e Irão expulsa hóspedes

O Serena Hotel Islamabad enviou esta quinta-feira uma carta a ordenar que todas as pessoas ali alojadas abandonassem os quartos de forma imediata, segundo a imprensa local.
Publicado a
Atualizado a

As negociações entre os Estados Unidos e o Irão com o objetivo de estabelecer um acordo de paz não vão apenas mobilizar as negociações dos dois países. Também os hóspedes do hotel de luxo onde vai decorrer a reunião, em Islamabad, capital do Paquistão, foram mobilizados... para fora da unidade hoteleira.

O Serena Hotel Islamabad enviou esta quinta-feira uma carta a ordenar que todas as pessoas ali alojadas abandonassem os quartos de forma imediata, segundo a imprensa local.

"Gostaríamos de informar que o governo paquistanês requisitou a utilização do nosso hotel para um importante evento (...). Por isso, infelizmente, devem fazer o check out", refere o comunicado, citado pela imprensa paquistanesa.

Hotel de luxo no Paquistão que vai receber negociações entre EUA e Irão expulsa hóspedes
JD Vance a caminho de Islamabad e Trump lança aviso: "Os iranianos só estão vivos hoje para negociar"

Após ameaças de aniquilação feitas pelo Presidente Donald Trump, o Irão concordou esta semana com um frágil acordo de cessar-fogo de duas semanas com os Estados Unidos e as duas partes têm negociações agendadas no Paquistão.

A Casa Branca anunciou que a delegação dos Estados Unidos será liderada pelo vice-Presidente norte-americano, JD Vance, acompanhado pelo enviado Steve Witkoff e pelo genro de Trump Jared Kushner, e indicou que as conversações devem ter início na manhã de sábado.

A parte iraniana deverá ser representada pelo presidente do parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi.

A agenda negocial deverá ser dominada pelo programa nuclear iraniano e de produção de mísseis de longo alcance, bem como o futuro do Estreito de Ormuz, onde passavam antes da guerra 20% do petróleo e gás natural do mundo, o apoio de Teerão a milícias na região, bem como mecanismos para evitar um novo conflito e as sanções internacionais contra a República Islâmica.

Os ataques israelitas e norte-americanos ao Irão, a partir de 28 de fevereiro, mataram Ali Khamenei e dezenas de altos oficiais e dirigentes do regime.

Os bombardeamentos marcaram o início de um conflito que depois incendiou todo o Médio Oriente, com o Irão a ripostar com ataques sobre Israel e o golfo Pérsico.

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt