Os peruanos elegeram os representantes locais e regionais a 4 de outubro.
Os peruanos elegeram os representantes locais e regionais a 4 de outubro.EPA/John Reyes

Hitler Mussolini, de centro-esquerda, eleito presidente da câmara no Peru

O novo presidente da câmara, de 45 anos, chama a atenção pelo nome. Venceu por apenas 25 votos de diferença para o segundo candidato.
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Hitler Mussolini Simeón Flores, batizado com o nome de dois ditadores europeus, vai ser o novo presidente da câmara de Queropalca, no Peru, derrotando por apenas 25 votos o principal rival.

Simeón Flores, que não é o primeiro Hitler eleito no Peru, é do partido de centro-esquerda Ahora Nación. Queropalca é um distrito com pouco mais de 730 habitantes, no departamento de Huánuco (no centro do Peru).

O Ahora Nación obteve 229 votos, com Gaspar Benilde Osorio Zambrano, do Renovação Popular Peru, a ficar em segundo lugar com 204 votos. Em terceiro ficou Ítala Yovana Santillán Vara, do Partido País para Todos, que obteve 187 votos.

O novo presidente da câmara, de 45 anos, chama a atenção por o seu nome incluir uma referência a Adolf Hitler, líder do regime nazi na Alemanha, e Benito Mussolini, ditador italiano e fundador do fascismo.

A foto oficial de Hitler Mussolini na Junta Nacional de Eleições.
A foto oficial de Hitler Mussolini na Junta Nacional de Eleições.DR

Mas não é o primeiro autarca que se chama Hitler no Peru, recorda a Euronews. Hitler Alba, do partido de centro-direita Somos Perú, foi presidente da câmara de outra pequena localidade andina, Yungar, entre 2011 e 2014, acabando novamente eleito em 2018.

Na altura fez campanha com os slogans “Hitler regressa” e “Hitler com o povo”, dizendo ser o "Hitler bom". E um dos adversários que derrotou foi Lenin Vladimir Rodríguez Valverde, batizado com os nomes do antigo líder soviético Lenine.

O deputado e cirurgião Hitler Saavedra foi membro do Congresso do Peru pelo partido Somos Perú entre 2021 e a sua morte, em 2024, aos 46 anos.

Fragmentação nas eleições

Os eleitores peruanos foram às urnas a 4 de outubro para eleger os seus representantes locais e regionais, nas primeiras eleições após as presidenciais ganhas por Keiko Fujimori, do Força Popular, servindo assim como um importante teste à correlação de forças políticas no país.

Mais de 26 milhões de eleitores foram chamados a escolher 25 governadores regionais, além de presidentes regionais adjuntos, alcaldes provinciais e distritais e membros dos respetivos órgãos locais. Nenhum partido dominou claramente e os resultados variaram muito de região para região.

Nas eleições para governador e vice-governador regional, nas regiões onde nenhuma candidatura atingiu os 30% dos votos válidos na primeira volta, haverá uma segunda volta. Esta está prevista para 29 de novembro.

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